Sunday, August 23, 2009
Presos sírios de Guantanamo já chegaram a Portugal e já são sócios do Benfica
Depois de chegarem os dois presos comeram ainda um bacalhau à Zé do pipo, leram a TV Guia para porem as novelas da TVI em dia e disseram mal de Carlos Queiroz como seleccionador português. “Se já não acreditam que Portugal vai ao Mundial, é porque já estão ambientados. E mais vos digo, só ainda não conduziram em excesso de velocidade porque estão presos!” disse o Ministro José Amado. José Sócrates também já demonstrou agrado com esta chegada dizendo: “Boa! Dois que ainda não têm um Magalhães…”.
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The Good, The Bad and the Weird
Saturday, August 22, 2009
All garve and no lisbon make Gui a happy boy #2.5
Horas depois do desafio com o meu amigo S., já eu estava bastante para lá de “Bagdad”. Digamos que eu já era nessa altura uma central de cervejas móvel, em busca de toda e qualquer casa de banho que encontrasse… quando me cruzo com uma rapariga no meio da rua.
Não sei porquê, juro que não sei, disse-lhe “boa noite”. Sim, é bem-educado cumprimentar as pessoas com quem nos cruzamos, mas uma estranha que se cruze com um rapaz semi-alcoolizado que lhe diz boa noite não vê “educação”, vê “engate rasca”. E vê bem. A verdade é que eu não a estava a engatar, nem nada do género (desculpa, Zézé), estava apenas a ser engraçadote e cordial.
Enquanto esperei apenas uma reacção fria e distante, ou mesmo nenhuma recção – o esperado na situação que descrevi – ela respondeu. E foi aí que entre na “twilight zone”.
Disse boa noite e ouvi as últimas palavras que esperei na altura. “Não é nada uma boa noite! A Maria arranja-se toda porque faz anos, sai à noite toda bem disposta e as amigas dela de repente desaparecem… Não sei delas…”. Primeiro pensamento que tive na altura: é bom não ser o único alcoolizado no Algarve. Segundo pensamento que tive na altura: isto vai dar “molho”.
Resolvi entrar na toca do coelho, caindo até um mundo onde encontrasse a Alice e a sua mesa longa de chá, repleta de chapeleiros loucos.
“Primeiro que tudo, parabéns, Maria. Que contes muitos e bons. Agora vamos lá procurar as tuas amigas… viste de que lado?”. Com estas palavras entrei numa situação de semi-flirt/desenrascanço de uma donzela embriagada/parvoeira de verão. Ela agradeceu os parabéns – nunca olhando para mim como um violador, o que foi agradável - pediu mais uma vez para eu olhar para o vestido que alegremente tinha vestido para a ocasião e explicou de que lado é que vinha. Eu alistei-me nessa altura para procurar as amigas dela.
Nos dez metros que percorremos para encontrarmos as amigas dela percebi duas coisas. Primeiro, que ela era um “peixe de aquário”. Não há outra explicação para se ter perdido das amigas ali tão perto que não fosse ter uma memória de apenas 3 segundos. Segundo, que se chamava Maria Bettencourt, que era divertida e que podíamos ser amigos. Porquê? Ela em 30 segundos que esteve comigo disse que eu tinha piada. Sim, estava bêbada. Sim, a cabeça dela obviamente não estava a funcionar na total das suas capacidades. Mas disse.
Quando avistamos as amigas, a loucura cresceu de tamanho. “Olha, vou dizer-lhes que és amigo da minha irmã. Chama-se X, não te enganes.” Eu nem tive tempo de responder ou sequer criar um raciocínio lógico que fundamentasse uma necessidade para tal afiliação. A Maria já estava com as amigas. “Então, onde é que vocês andavam?! Deixaram-me ali… Este é o Guilherme. É amigo da minha irmã.”
Eu já disse piadas, em espectáculos, que não resultaram minimamente. O silêncio e a animosidade que presenciei nesses momentos não foi nada em comparação com o que as amigas da Maria me mostraram naquela altura. Tornei-me invisível. Fui ignorado e olhado de lado como se tivesse Gripe A, malária, herpes genital e cartão de sócio do FCP, e tudo publicitado na t-shirt. Foi então que percebi. Estas “amigas” da Maria tinham-na perdido de propósito. Eu fui o c*br*o que a trouxe de volta. Em poucos segundos despedi-me da Maria Bettencourt e pirei-me dali. Precisava da realidade de volta. Nunca tinha precisado tanto dela. A Maria era gira de corpo, feia de cara e louca de universo.
Epílogo: Três dias depois vim-me embora do Algarve. Parei numa bomba de gasolina e olhei para a capa da Bola. É costume. Sou português e tenho pénis. Mesmo que não queira, a minha biologia obriga-me a relançar pelas capas desportivas. Na capa da Bola estava uma notícia que figurava o Presidente do Sporting a dizer bem das contracções do Benfica. Enquanto me ria e imaginava o como os Sportinguistas iam gostar daquilo… lembrei-me do apelido da Maria “não sei das minhas amigas, faço anos e estou de vestidinho especial para passar a meia noite”. Bettencourt. A Maria era feia de cara porque era igual, prensada a quente em máquina industrial, do presidente do Sporting. Naquela altura estava capaz de apostar um testículo, com opção de lateralidade, que ela era a herdeira do actual presidente do Sporting. Mas…
ADENDA NECESSÁRIA: …convém dizer, para o bem da verdade “desportiva” (várias camadas existem nesta escolha de termo) que ela não era filha dele. Era só mais uma Betencourt dos muitos que devem existir em Lapas e Quintas do Lago desse país fora. Mas se quiserem, e eu dou-vos total permissão para isso, podem contar esta história como se fosse. A história merece. Nem que seja, em honra da total insanidade que foi o meu encontro imediato de grau 1.5 de alcoolémia.
Friday, August 21, 2009
Depois da gripe A, a pandemia agora é de bandeiras monárquicas
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Thursday, August 20, 2009
Contra Picado na estreia da semana
Não me responsabilizo.
“A B C da Sedução” – Um filme que apenas é original na forma como seduz, corteja e engravida do “machismo”
CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver
este filme foi a mesma de estar a arrumar carros na João XXI, drunfado em ácidos potentes da Eslovénia, enquanto ouvia a Carolina Patrocínio no vídeo do PS a falar de uvas e alucinava com personagens da Anatomia de Grey a dançarem Tony Carreira. Quero começar por mandar embora desta crítica metade dos leitores. Aqueles que, primeiro, sabem ler e chegaram até aqui, segundo, gostam verdadeiramente de cinema e tem boa memória. Amigos, o realizador deste filme é, nem mais nem menos, Robert Luketic. Robert Luketic é o desumano, satânico e desavergonhado homem que colocou na terra o filme “Legally Blonde – Legalmente Loira”, sem ter sido preso e/ou torturado em Guantanamo. Não vos chega? Ainda não pararam de ler? Uma saltitante, irritante e ofuscante Reese Witherspoon que se torna advogada sem nunca deixar o seu cãozinho longe do seu colo ou da sua vida sexual, não vos chega? Então olhem para os actores deste mesmo filme. No papel de macho dominante, que irá conseguir fazer do “sexismo” tão popular como “porrada em deficientes com capas vermelhas e escudos grandes demais”, está o “espartano a roçar a homossexualidade” Gerard Butler do 300.No papel feminino está a sedutora fêmea principal que fará do termo “feminista sem pêlos debaixo dos braços” tão popular como “séries fracas e repetitivas passadas em Hospitais e arraçadas de telenovelas mexicanas ”, Katherine Heigl (ou “Izzy”, como o seu agente lhe chama) da Anatomia de Grey. Tudo aqui transpira a “contracto para filme que me vai fazer ganhar dinheiro para gastar em Ibiza durante o verão”. A história é desnecessária e, surpreendam-se, mais uma subversão de toda e qualquer comédia romântica americana. Vejam a história do filme: Katherine Heigl, uma produtora de televisão, é obrigada pelos seus superiores a suportar e a manter no canal um apresentador sexista, machista e bruto que a irá ajudar na sua vida amorosa. Portanto, mulheres deste país que estão a pensar ir ao cinema, vão ver um “porco” a ser “porco” durante um filme inteiro em que quer ter orgasmos tão longos como o de um “porco”. No final, se o vosso namorado estiver a cuspir tabasco, de palito no canto da boca, enquanto se coça e vos grita que quer “daquilo, e rápido”, não digam que não leram isto. Para os homens, saiam mais de casa e não deixem que sejam as comédias parvas americanas a ditar como se vão comportar diante das mulheres com quem querem ter orgasmos tão curtos como o tempo em que estive acordado durante este filme.
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Wednesday, August 19, 2009
All garve and no lisbon make Gui a Happy Boy #2
Todos.
A “mão direita ser penalti”.
O X querer ou não “ser cá da malta”.
Todos os jogos de beber são parvos e são evoluções naturais do brinde. O brinde não é mais que um reconhecimento da amizade e carinho que se tem pelas pessoas com quem se choca o copo e pelo tema pelo qual se choca o copo. As variações vieram em anos posteriores. As ressacas vieram em manhãs posteriores.
No entanto, há uns jogos mais primitivos e primários que outros. Há jogos elaborados, como a Árvore das Patacas, o Anel de Fogo ou o Ping. E há jogos estúpidos e medievais. Como o… “vamos ver quem bebe primeiro este copo todo”.
Quero dizer, em jeito de lançamento dos parágrafos seguintes, que não bebo para ficar bêbado. Acho uma noção parva, deprimente e totalmente desprovida de bom senso. É assim que as pessoas acabam alcoólicas ou presas quando só começaram parvas ou com sede.
Nessa noite eu já estava tocado, verdade. Não nego. Tenho um esquema com um amigo que é simples e saudável. Da frequência normal daquele carro só nós os dois temos carta, portanto se ele bebe, eu não. Se eu bebo, ele não. E vamos alternando. Para sorte dos conduzidos e azar do me fígado, era a vez dele de conduzir. E apenas tocado tinha aceite um desafio daqueles. Espero eu.
No meio do “Deck”, ao lado da Marina, estavam com um indivíduo que a partir desta linha se chamará S. S é dos maiores bebedores que já vi na minha vida. E não esconde. Aliás, mesmo que quisesse, as histórias, os números e as estatísticas hão de o perseguir enquanto ele conseguir pegar num copo. E surrupir o que lá dentro estiver.
Nos bares do “Deck”, e não me perguntem porquê, há duas variantes de copos de cerveja. Um copo de 33cl e um copo de 75cl. S iluminou-se como o estádio do Benfica em dia de derby quando ouviu falar da segunda variante. “Desafio-te…” foi a palavra que mudou a minha noite.
Basicamente, e para saltar um pouco de suspense directamente para a acção, ambos acabámos com um copo de 75cl na mão, a olhar olhos nos olhos o nosso oponente. Só para terem uma noção ao ler isto da quantidade de cerveja, o copo pesa. Nunca tinha bebido de um copo que pesasse. Quando uma pessoa nota o peso do copo pelo qual está a beber, sabe que algo já está errado.
Em “3, 2, 1…” eu e S começámos a fazer desaparecer a cevada fermentada. Não tenho noção de quanto tempo demorou a “batalha”, nem de quantos golos tive de dar, nem da minha figura para quem passava ao nosso lado. Sei que ganhei. E sei que “arroto” ganhou uma nova conotação na minha vida.
Quem bebe cerveja, para além de ter barriga, sabe que quando se subtrai a sua essência depressa demais, ar condensado sobe até à nossa garganta. Mas quem bebe cerveja não tem noção do que é um arroto provocado por 75cl de cerveja bebida quase de penalti. Não foi, porque não queria que na minha lápide dissesse: “Aqui jaz Guilherme, que morreu afogado com cerveja enquanto tentava ganhar apenas honra, sim não havia dinheiro envolvido na aposta, era apenas honra.”
Os arrotos pareciam soluços. Vinham entre golos, depois de golos e antes de golos de cerveja. Para bem da minha vitória e resultado, nunca vieram durante golos de cerveja. Que fique registado que eu, Guilherme Fonseca, ganhei a S a ver quem bebia 75cl de cerveja mais depressa. Que fique registado que o meu orgulho está envergonhado e que vai voltar para dentro. Obrigado.
(ADENDA: No final, como bons otários e bebedores que somos, fizemos um “double or nothing” de desforra - o S merecia, tinha uma imagem a limpar – com um copo de 33cl. Esse resultado pouco importa, como o leitor mais competitivo sabiamente saberá mas aqui fica registado, para o caso do Guiness aqui passar, que S ganhou. Ele é campeão dos “copos leves”, eu dos “copos pesados”.)
Apenas uma dúvida me permanece daquela noite. Não é se a diversão do momento se sobrepôs à estupidez e infantilidade do acto, não. Não é se o gesto fez de mim o macho alfa do meu grupo de amigos, não. Nem é se aos 40 anos vou lamentar aquela noite quando estiver no ginásio a chorar por dentro por causa da minha barriga protuberante, não. É apenas e só se hei de pôr este resultado no meu Currículo Vitae.
Estudo recente
ESTUDO RECENTE/GF – Depois de mais horas à frente da televisão a ver novelas, maiores gastos nos saldos e mais horas de psiquiatra devido a stress com o excesso de peso, parece que as mulheres portuguesas também sorriem mais que os homens. Num relato honesto, choroso e barrigudo de um homem que apanhámos numa praia da Quarteira com a mulher, filhos, cão, sogra e vendedor de bolas de Berlim, percebemos o porquê do resultado. “É normal. Não é fácil ser-se homem em Portugal actualmente. Veja só, já nenhum dos nossos clubes de futebol ganha, empatam todos. As revistas de mulheres nuas que nos deviam alegrar, têm astrólogas tão decrépitas e artificiais que parecem instalações contemporâneas da Joana Vasconcelos. E já nem nos conseguimos rir com aquele programa de televisão, o Tempo de Antena.” Quando pedimos um comentário à respectiva mulher, ela apenas sorriu e continuou a ouvir o seu cd do Tony Carreira.
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Monday, August 17, 2009
Impossible quotes #1 - Edição Taxistas
"Desculpe, amigo, mas de bola não percebo nada..."
Resolvi então fazer aqui uma lista de tudo aquilo que eu taxista nunca dirá.
- "É claro que sei onde isso fica..."
- "Palavrões no meu carro? Amigo, tenha lá tento na língua."
- "Desculpe se está com pressa mas o vermelho é para parar."
- "Em vinte anos de serviço nunca, mas nunca bati em nada..."
- "Álcool? Isso é para os miúdos se divertirem. Eu só bebo água, que faz bem..."
Ed Byrne
Há um canal só de poker... mas Comedy Central, nada.
Há um canal... zen. E um canal zen com música. E ainda outro canal zen com música e exercícios de relaxamento... mas Comedy Central, nada.
Há um canal arabe. Sem legendas... mas Comedy Central, nada.
Há um canal em que pessoas têm de atravessar paredes de esferovite para não cairem numa piscina, enquanto vestem o fato mais rídiculo e constrangedor da história da alta costura... mas Comedy Central, nada.
Para os amantes de stand up comedy (que não o conheçam já, obviamente) aqui fica a minha descoberta. Ed Byrne, um irlandês que prova que o humor do país não foi todo para Billy Connolly.
Ed Byrne fala de fumadores
Ed Byrne fala de beber
Sunday, August 16, 2009
Improvável

É uma série de acção/suspense com pitadas de humor negro, que vai directamente para a net.
E à equipa que promete, junta "muita" bom aspecto.
Carlos Moura encabeça um projecto com diário digital aqui.
A acompanhar.
gui
All Garve and no Lisbon make Gui a Happy Boy #1
Para quem não conhece é uma discoteca que fica entre a Quinta do Lago e Vale do Lobo.
Para quem não conhece, são os dois sítios onde a nata da sociedade portuguesa passa férias.
Os parques de estacionamento das respectivas praias são mais caros que qualquer stand em Portugal.
As praias são as únicas do país em que as mães são tão boas como as filhas.
No centro, e frequentados durante a noite, o T Clube e a Trigonometria estão lado a lado. A Trigonometria é a discoteca dos filhos, o T Clube a discoteca dos pais. A Trigonometria tem centenas de crianças bêbadas com dinheiro a mais, o T Clube tem centenas de pais dessas mesmas crianças, a quem dão dinheiro a mais.
Na minha primeira noite de Algarve, uma amiga disse conhecer o RP do T Clube e sugeriu irmos lá beber um copo, entrando sem consumo mínimo. Não me pareceu mal. Nessas condições até no Inferno beberia um copo. (Sítio onde maior parte da frequência do T Clube vai acabar invariavelmente a eternidade a sair à noite.) Quem quer pagar consumo mínimo para ver donos de iates e de acções de multinacionais a dançar, abraçados a mulheres 30 anos mais novas que eles? Not my kind of fun.
Com saudades do já extinto Klube, que muitas noites me alegrou em temporadas de Algarve, lá me aventurei para o T Clube.
À entrada a referida amiga cumprimenta o RP do espaço e aponta para o grupo atrás de si. O rapaz dá uma vista de olhos a todos e pára em mim e noutro amigo meu.
(Adenda necessária: Eu estava de t-shirt preta, do Hardrock, com uma guitarra, calças de ganga e sapatos bejes. Normal. O meu amigo – vítor - tinha a barba por fazer, piercing no lábio, t-shirt branca, tatuagens no braço esquerdo e umas calças de ganga acabadas com All-Stars. Eu estava normal. Ele estava “rocker”. Como na verdade… é.)
O RP olhou para nós e disse à amiga: “X, o pessoal hoje está um bocado… alternativo.”
O vítor riu-se, eu fiquei estupefacto. Nunca tinha sido rotulado de “alternativo” por associação. Estar ao lado de um amigo com tatuagens, vestindo a minha t-shirt com uma guitarra, fez de mim… alternativo. Resultado entraram todos com cartões sem consumo menos nós. Mas o T Clube tinha um negócio para nos oferecer. Ou uma alma para nos comprar.
Era noite de uma acção de beneficiência encabeçada pelo espaço. T-shirts estavam a ser vendidas e as receitas iriam ser revertidas a favor de alguém que, honestamente, não faço a mínima ideia que era. Não me explicaram isso. Só que para passar aquela porta, tinha de vestir aquilo. Eu e o Vítor vestimos aquelas t-shirts, o vítor tirou o piercing e tapou as tatuagens com um casaco e lá entramos, com um cartão sem consumo e 15 euros de tshirt por pagar. Um negócio rasca mas que me tornava muito menos “alternativo” para o espaço.
Estivemos lá dentro uma hora. Estava vazio. Vi ingleses agarrados a inglesas e a garrafas de champagne, ouvi música dos anos 80 que só ouço no Platou e fiquei com ainda menos vontade de lá voltar. Uma imperial… 7 euros. Uma caipirinha… 14.
Aquilo não é o meu espaço. E não por uma questão de não ter um centésimo do dinheiro na conta que aquelas pessoas têm. Simplesmente porque não é. Não quero estar na capa de revistas, não quero convidar outros cirurgiões e empresários para o meu barco e muito menos quero conhecer a fantástica e plástica filha do tio do primo do médico do senhor engenheiro que vai casar em Setembro com o forcado filho do dono da empresa que gere as toneladas vindas da argentina todas as quintas em petroleiros.
Á saída fui buscar a minha t-shirt alternativa, mostrei o meu cartão que sem consumo, me custava 0 e sai. Só cá fora é que me apercebi. Não paguei a t-shirt.
Estive no T Club, sem pagar, sem consumir e sai de lá com uma t-shirt grátis, que me levou de “alternativo” a “caridoso e atento a causas sociais graves”. Causas essas que não me lembro porque não me explicaram quais eram. Nem estão descritas na própria t-shirt.
Querem ouvir a piéce-de-resistênce? Não vi nem uma pessoa com uma t-shirt daquelas lá dentro. Nem uma. Eu e o Vítor, os alternativos, fomos os únicos que abrimos um pacote com uma t-shirt daquelas. Os “alternativos” eram de tal forma “alternativos” que foram os únicos que apoiaram causas sociais por definir. Os “alternativos” usam as únicas t-shirts de beneficência, que custam 15 euros. Os “normais” bebem caipirinhas que custam 14.
- Conto só mais uma história dessa noite. A amiga que nos meteu lá dentro, que ficou honestamente desconfortável com a ocorrência da “alternatividade”, já estava bastante tocada. É das poucas pessoas “loucas” que conheço que o são de uma forma saudável, alegre e bem disposta. Onde quer que esteja é a “pulsação” de uma festa, e sempre será. A tal X dentro da discoteca, viu uma rapariga que conhecia. Aproximou-se dela e fez-lhe uma pergunta. Enquanto esperava pela resposta olhou para ver com quem a sua amiga conversava. Era o Sá Pinto. Ela olha para o Sá Pinto e simplesmente diz: “Desculpa, mas sou do Benfica.” E vira-lhe a cara. O Sá Pinto riu-se e acabou a pagar-lhe uma bebida. Enquanto conversavam, ela conseguiu “melhorar” a situação. Virou-se para o Sá Pinto e disse “És um porreiro… mas não jogas um cu”. Quem fala assim não é gago. E normalmente já está alcoolizado.
Gripe A de Cristiano Ronaldo já é a mais cara do mundo
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Baixa de número de oficiais leva PSP a recrutar strippers masculinos
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Friday, August 14, 2009
De volta, ainda a meio gás...
E digo a meio gás porque estou em Valença, no minho. Uma terra linda que vê a espanhola Tui do outro lado do rio. Mas o que a vista tem de bom, a internet tem de mau. Apanho aqui com roaming na rede, o que multiplica por alguns milhares os "a pagares" da minha internet. Sim, venho aqui matar saudades, mas em versão "rapidinha". Só até dia 17, que há história do Algarve para serem contadas...
Até lá, tomem produção Indesmentível fresquinha.
"Estudo revela que por cada beijo dado se ganha um minuto de vida
ESTUDO RECENTE/GF – Os mais cépticos poderão duvidar, os mais católicos poderão odiar e os mais badalhocos poderão durar, mas este é o resultado de um estudo recente que prova que um beijo dado resulta num novo minuto de vida.
Se esse mesmo minuto de vida é passado com nova companhia amorosa ou com herpes, o estudo não discrimina, a verdade é que um “ósculo” dado e/ou recebido aumenta a nossa vida em 60 segundos quando dado num ser humano, e em apenas 53 segundos quando dado em equídeos, pelo que Ciccolina já estará a financiar do seu bolso uma confirmação destes estudo. Outra celebridade que gostou deste resultado foi Paris Hilton, vista há dias atrás numa discoteca de Los Angeles, osculando efusivamente quatro homens e dois poodles. A famosa herdeira do espólio Hilton e incubadora de 78% das doenças venéreas conhecidas à humanidade terá dito: “Um beijo dá um minuto de vida? Então aqueles que me chamaram de porca que me chamem santa, porque no fundo o que eu faço por milhares de homens é serviço cívico…”."
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O Rafael também voltou de férias. Com a sua boa disposição latente a cada palavra, falou da estreia desta semana, o "G.I Joe":
“G.I. JOE: The Rise Of Cobra ” – Quando bonecos ganham vida, perdem neurónios e mantêm a plasticidade
CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar em alto mar, sufocado, totalmente enrolado em papel de cozinha transparente enquanto afundo atado a um frigorífico da Singer, tudo dentro de um derrame de óleo provocado pelo naufrágio de um petroleiro. Parece que estão finalmente a faltar as desculpas aos americanos para explodir coisas. Que fique registado que em Agosto de 2009, depois dos Power Rangers, dos Transformers e das Tartarugas Ninja, é a vez de G.I Joe (vulgo “Action Man” na Europa. Sim, porque nós compramos os bonecos americanos mas temos de lhes mudar o nome para serem ainda mais básicos…), ficando apenas a faltar o Noddy nos bonecos que ainda não foram figuras principais em filmes de acção Hollywodescos. E devo dizer que espero entusiasmadamente esse filme de acção que será “Noddy: Rise of the Mailman”, em que o carteiro alegre de guizo no chapéu tem de explodir um pequeno país do médio oriente para conseguir ir entregar o correio no Japão. Sim, porque este filme virá, não se enganem. Se eles conseguem pegar num boneco vendido durante a minha infância e fazer um filme sem qualquer propósito, razão ou pingo de talento, o Noddy bem que pode ir começando a ir ao ginásio.
Criados em 1964, os G.I. Joe são bonecos articulados que constituem uma unidade militar americana. Já são mais de 40 anos de infâncias estragadas com pequenas pistolas de plástico e se nos E.U.A. há psicopatas a entrarem em escolas armados e a fuzilarem alunos e professores a torto e a direito, não é por causa do cubo de Rubik de certeza. Olhem para o realizador e digam-me não seria de esperar: Stephen Sommers. O que fez este frenético americano com amor por gastar dinheiro dos outros? Todo e qualquer filme da Múmia e seus associados. “The Mummy”, “The Mummy Returns”, “The Scorpion King”, “Revenge of the Mummy: The Ride” e “The Mummy: Tomb of the Emperor Dragon”. E quando julgávamos que os filmes da múmia iriam ficar por aqui, Hollywood dá-nos a volta e em Outubro estreará “This Is It”, um documentário sobre os últimos dias de Michael Jackson. Fico honestamente feliz de ver que Hollywood está a ficar sem razão para fazer filmes. Espero ansioso pelo dia em que dirão… “acabou. Não temos mais razões para sugar dinheiro a esta gente e a Coca-Cola que andamos a beber já não nos ajuda a escrever coisas novas…”. Nesse dia o cinema comercial morrerá por falta de combustível. A não ser que morra outra celebridade que precise de ser beatificada depois de ameaçar atirar crianças pela janela.
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Sunday, August 02, 2009
O voo do guilherme
Que som faz um guilherme a caminho do Algarve?
Este:
O som de regresso, 10 dias depois, é que ainda não foi decifrado.
Até daqui a 10 dias, amigos leitores.
Na minha ausência façam aquilo que eu faria... mas mais bem feito.
gui
No jogo da “apanhada” que é a política, o Tribunal Constitucional é o “coito”
Friday, July 31, 2009
Verdade absoluta #52
... quando sais de casa e o primeiro gajo que vês tem a mesma t-shirt que tu.
@my twitter
gui
Thursday, July 30, 2009
Maya na capa da FHM é apenas um novo método de contracepção
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Rafael Contra desanca Hannah Montana
“Hannah Montana”: o título é a rima mais complicada e que mais orgulho deu a quem escreveu isto
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Wednesday, July 29, 2009
Estudo mostrou que 59% acreditam no amor à primeira vista
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Monday, July 27, 2009
Verdade absoluta #51
Desconforto e uma pequena lágrima...
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gui
Toxicodependentes vão ajudar os portugueses na troca de seringas da Gripe A
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TVI vai ter de pagar consumo mínimo para entrar no estádio do S L Benfica
“A RTP traz a Sónia Araújo e a SIC a Carolina Patrocínio. A TVI traz-me a Manuela Moura Guedes e eu já expliquei… sem companhia feminina ninguém entra.” disse um indivíduo de dois metros de altura, com uma musculatura inversamente proporcional à quantidade de neurónios, que estava à porta do estádio de óculos escuros. A ameaçar uma multa na Entidade Reguladora da Comunicação, o porteiro do estádio do Benfica explicou aos jornalistas: “São ordens da direcção de coordenação da entrada em portas do estádio do clube. Se as discotecas podem, um estádio de futebol também pode. Se nos quiserem comparar, pomos o Nuno Gomes a dançar numa coluna outra vez.”
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Lugar de Manuel Alegre na Assembleia será ocupado por deputado coreano
“Estamos a preparar a próxima época política como sempre o fizemos, com calma, organização e estardalhaço” disse Jaime Gama, o “mister” dos deputados portugueses. “Manuel Alegre era uma boa peça da nossa equipa mas sabemos que a política portuguesa como está não é mais que uma rampa de lançamento. Quem é bom, não fica muito tempo.” Num esforço de dinamizar o plantel de deputados, o coreano que despoletou a pancadaria no parlamento coreano há uns dias foi contratado para a traseira da Assembleia portuguesa. “É o deputado ideal para colmatar a saída de Alegre. Sim, o nosso “poeta nº10” era calmo, ponderado e apenas levemente do contra, mas como queremos mudar de estratégia de jogo, fomos buscar um gajo danado para a porrada, só para apimentar as coisas.” Para Jaime Gama “uma assembleia perder um Manuel Pinho e um Manuel Alegre no mesmo ano, deixa um vazio considerável se queremos alcançar qualquer género de título este ano”.
Friday, July 24, 2009
Até domingo...
(Pronto... levo telemóvel, ps2 e há lá televisão...)
Voltarei a espaços cibernéticos no domigo, sim?
Até lá, fiquem com isto para se entreterem.
gui
Thursday, July 23, 2009
Rafael Contra e o "Barco do Rock"
CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar mocado com erva má, no fundo de uma moshe-pit de Woodstock, espezinhado por havaianas brasileiras fabricadas por crianças a custo zero, enquanto os Placebo davam um concerto de 7 horas e meia. Acústico. “Barco do Amor” é uma comédia sobre os anos 60, sobre libertinagem e música. Sobre a revolta de uns vanguardistas perante um governo opressivo e ditatorial. Onde é que esta maravilhosa premissa falha? Quando é burlada no realizador, nos actores e no género. Primeiro, esta história nunca poderia ser uma comédia, com actores oscarizados. Teria de ser um épico de 5 horas, um drama existencialista a preto e branco, um “Lawrence da Arábia” versão hippies. Segundo, o realizador do filme nunca seria o Richard “vamos-fazer-quarentonas-inglesas-gordas-e-depressivas-acreditar-no-amor” Curtis. Este homem realizou tentativas desprezíveis de cinema como “Love Actually” ou “Quatro casamentos e um funeral”. Este homem só produz filmes simples e masturbatórios com o entuíto de dar um pequeno orgasmo à auto-estima despedaçada de uma geração solitária. Um homem que nos traz a “Brigdet Jones” três vezes sem pedir desculpa não pode pegar na melhor época da história da humanidade e fazer dela um preso de Caxias, contra uma parede fria e pútrida.
E por falar em frio e pútrido, tenho de falar aqui de um encontro que tive com um colega do jornal. Nunca me dei bem com nenhum colega jornalista d’O Indesmentível. Não me quero misturar com pessoas que não só não frequentam o Bairro Alto, como apenas visitam a Cinemateca para verem reposições de filmes do Steven “sou-judeu-e-faço-disfarçadamente-filmes-para-ganhar-dinheiro” Spielberg. Sebastião B. Pessoa do “Editorial” estava entusiasmado com uma ideia para um filme que consistia em recriar o caminho marítimo até à Índia através da realização de Manuel de Oliveira. Não só Sebastião B. Pessoa peca por ter três nomes, coisas que apenas banqueiros, políticos e jornalistas pomposos e capitalistas fazem, como não percebe uma “Padeira de Aljubarrota” da sétima arte. Não só o filme seria apenas mais uma propaganda governamental aos nossos antepassados, como não se pode deixar que Manuel de Oliveira produza filmes de época mais alguma vez na sua vida. “Non ou vã glória de mandar” é uma obra que não pode, deve ou será alguma vez, tentada ser repetida ou imitada. Seria heresia, querido Sebastião.
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"Papel Químico"

Wednesday, July 22, 2009
Estudo revelou que 18% dos portugueses está na pobreza
Sócrates comentou o estudo com a sua já conhecida voz anasalada condimentada de demagogia, “Sim, não nego que 18% dos portugueses estão em situação de pobreza extrema, mas não é uma pobreza monetária, é uma pobreza de espírito. Há muitas famílias que estão mortas intelectualmente simplesmente porque ainda não têm um Magalhães que as entretenha e eduque no verão.” Jerónimo de Sousa fez um esforço e comentou o resultado do estudo sem tirar a camisola, “18%, portanto 2 em cada 10 portugueses está na pobreza? É preciso dizer de quem é a culpa? Não fossem esses socialistas, madeirenses de sotaque estranho ou não, a governar e estávamos todos felizes e todos pobres, não eram só 18%.” Quando O Indesmentível esperava o resultado do estudo sobre a percentagem de ricos em Portugal, o coordenador do estudo pediu licença para sair, porque tinha de ir “receber o deste mês antes de ir de férias para a Jamaica”.
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Monday, July 20, 2009
Verdade absoluta #50
... é porque estou a fazer alguma coisa bem.
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gui
Sunday, July 19, 2009
Abriu a época de caça ao ciclista em França
“É verdade, começou ontem a época de caça ao ciclista aqui em França”, disse um francês enquanto carregava uma caçadeira de canos cerrados. “Antigamente ainda era difícil encontrá-los, tínhamos camisolas amarelas e metas falsas para os enganar e encontrar, mas agora basta ligar a televisão e sabemos logo onde eles andam todos.” Um desporto cada vez mais praticado em França, os seus adeptos explicam que o prazer vem também de “conseguir acertar num pelotão, fazer cair dois ou três e levá-los para casa. É não só revigorante como uma excelente actividade para se fazer com a família. Depois disto, só mesmo a época da Largada de Motociclistas ou a Apanha de Mergulhadores Olímpicos, ambas em Setembro, é que se equiparam.”
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Instituto do Sangue proíbe homossexuais de darem sangue mas obriga-os a darem conselhos de decoração
Toda a gente sabe que eles espalham o SIDA, a Gripe A e as roupas coloridas. Temos de acabar com essas pandemias antes que se alastrem a toda a população portuguesa”, disse o director do Instituto do Sangue, enquanto beijava efusivamente uma super-modelo. Não proibindo os homossexuais de se dirigirem a centros de saúde, explicou o que eles podem lá fazer. “Quando um homossexual entra numa clínica ou urgência para dar sangue, não lhe tiramos sangue mas obrigamo-lo a redecorar o espaço. Com ou sem feng-shui eles não saem de lá sem doar pelo menos duas horas de decoração de interiores.” Concluiu dizendo: “Cada um dá o que pode. Aos ciganos também não pedimos sangue, pedimos para nos fazerem o IRS. Aos brasileiros pedimos para nos tratarem das cáries e aos Benfiquistas pedimos para nos fazerem rir.”
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Benfiquistas assustados com boas exibições do Benfica
PRÉ-EPOCA/GF – Depois de quatro bons resultados, uma taça do Guadiana e nenhuma lesão agravada no Mantorras, o Benfica parece estar no bom caminho, o que deixa os seus adeptos assustados, confusos e crentes em magia negra.
“Não sei o que se passa. Se fossem só empates, tudo bem, estávamos no mesmo caminho do ano passado, mas andamos a ganhar jogos! A marcar golos!”, disse um adepto que jurou ter assistido ao Benfica – Olhanense de olhos abertos. Pouco habituados a dizer bem da sua equipa e muito menos do seu treinador, os adeptos da equipa encarnada já duvidaram que esta seja mesmo a sua equipa. “Eu só sei que este é o mesmo Benfica por causa dos guarda-redes, esses estão na mesma. Continuam potenciais estrelas que dão erros infantis”, continuou o mesmo adepto. Respirando fundo e abrindo de seguida o seu coração, concluiu: “Não sei o que dizer, não sei o que fazer, não sei quem insultar. O que é que as equipas que têm treinadores competentes fazem? A nação benfiquista não está preparada para isto. O que mais me assusta… é termos hipóteses de sermos campeões.”
verdade absoluta #49
...é como ir ao Chimarrão depois de uma operação de colocação de banda gástrica.
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gui
Thursday, July 16, 2009
Verdade absoluta #48
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gui
Rafael Contra e o novo Harry Potter
“Harry Potter e o Príncipe Misterioso”: mais uma dose cavalar de cocaína juvenil para se esquecerem as más notas nos exames
CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de cair de umas escadas abaixo, com a cabeça dentro de um saco de plástico fechado, com as mãos algemadas aos pés pelas costas, enquanto crianças na idade dos porquês me perseguiam. Sabem o que fazem os vendedores de droga aos compradores novos? Dão uma primeira dose grátis, deixam que eles se viciem e depois cobram dinheiro pelas seguintes compras, a que estes já não conseguem fugir. É um processo nojento e decadente que leva um ser humano ao mais baixo nível de humanidade. E é isto, sem tirar nem pôr, que J. K. Rowling faz com Harry Potter e os seus jovens leitores. Primeiro livro da saga: 300 páginas; último livro da saga: 1000 páginas. Isto não é mais que um processo de viciação num produto. Uma criança acompanha um Harry Potter panhonha e imberbe no primeiro livro e, assim o acaba de ler, está viciado numa droga que o destruirá por mais milhares de páginas fora, até ao último livro da saga em que acompanha um Harry Potter ainda virgem e parvo. Já que o acompanhámos em 7 anos de escola, será que vamos ser obrigado a acompanhar o Harry Potter no desemprego, no MacDonald’s, na segurança social a desculpar dívidas e depois num beco escuro dentro de caixa de cartão a dormir? Haverá livros por cada ano da vida do pequeno e irritante feiticeiro? Então por favor dêem-lhe...
A crítica continua neste link.
Wednesday, July 15, 2009
Um estudo recente mostrou que apenas 13% dos portugueses acha que a justiça “é igual para todos”
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Tuesday, July 14, 2009
Yannick Djaló pede as maminhas de Luciana Abreu em namoro
"LUCIANAABREU.PT/GF – Há poucos dias Luciana Abreu revelou no seu site, com entusiasmo e erros ortográficos, que Yannick Djaló do Sporting a pediu em namoro e que a apelidou como a “pessoa que sempre idealizei por dentro, por fora e no meio”.
A mãe de Luciana Abreu, um pinheiro plantado na zona norte de Monsanto, terá comentado “Não é nenhum Cristiano Ronaldo mas desde que dê chutos na bola e ganhe o suficiente para implantes, pode ficar com a mão de minha filha.” Radiante o casal correu a divulgar a notícia no website da cantora para que todos os 3 fãs e 4 tarados sexuais que o visitam pudessem ficar a saber da novidade. Foi então que o jogador de futebol, e agora de basketball a duas mãos, deu “uma aliança fora do normal, muito especial” a Luciana Abreu. Segundo esta terá explicado mais tarde, o anel é “extensível, pegajoso, é de enfiar e vem num pacotinho quadrado de plástico muito querido. É lindo!”."
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Verdade absoluta #47
- Lançamento da gripe A;
- Triplo-espirro em suíno;
- Assalto "à vara";
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gui
Monday, July 13, 2009
Sunday, July 12, 2009
Problemas com O Indesmentível impedem Marcelo Rebelo de Sousa de preparar programa de domingo à noite
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Tony Carreira vai tocar com os Metallica
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Friday, July 10, 2009
Coisas parvas que as pessoas fazem durante concertos
- Telefonar para alguém que gosta muito daquela banda mas não pôde ir. Ele vai adorar ouvir ruído indistinto pelo telefone.
- Tentar explicar onde se está. "Ao pé da cena alta" ou "para a esquerda do palco mas não muito, tipo, mais ao lado..." não são direcções específicas o suficiente.
- Ir à casa de banho e voltar para os amigos a meio de um concerto. Vai dar origem à anterior.
- Comer e beber cerveja ao mesmo tempo, a andar pelo recinto.
- Pedir desculpa quando se embate contra alguém. É educado mas vai-se tornar repetitivo.
- Tentar furar a multidão em direcção ao palco. É bom que se tenha treinado apneia. E defesa pessoal.
- Tirar fotografias ao palco com o telemóvel. Um clarão de luz esbatida não serve como prova de: "vês?! aquele é o vocalista!!"
- "Air Guitar" e "Air Drums". Eu sei que sabe bem. Eu também faço. Mas para quem está a ver de fora estamos pedrados...
gui
METALLICA
Estes gajos têm mais energia que o CERN.Estes gajos têm mais estilo que o Bruce Willis no Die Hard 1.
Estes gajos são do c*r*lh* e não há mais nada a dizer!
Um conselho, não joguem duas horas de futebol antes de um concerto deles. Já me doiam as pernas antes de entrar no recinto. Slipknot não ajudou. Metallica então foi um ponto final. Ou deveria ser. Tive de esperar meia hora por um comboio para lisboa. Onde vim em pé. Quando cheguei ao Cais do Sodré tentei apanhar o metro. "É o apanhas". Vim até casa a pé. Do cais do sodré até às Amorerias. Depois de duas horas de futebol e de 6 horas de Alive, em pé. As minhas pernas para além de me insultarem a cada passo, estavam a suplicar por um cama. Ou uma cadeira. Ou chão.
O que vale é que ainda há almas caridosas. À saída do Alive uma rapariga de chaves, chamada Susana, perguntou-me como ia para a estação do Oriente. Expliquei-lhe, ao pormenor com a minha simpatia e destreza goegráfica. No final ela perguntou-me: "Gostas de Metallica?" Eu respondi, no alto do meu prazer do concerto que tinha assistido: "Muuuuito". Ela estendeu a mão, "então fica com uma palheta que o James atirou. Eu estava na segunda fila". E sorriu. Eu agrdeci 17 vezes, em quatro línguas diferentes e prometi a mim mesmo que vou passar a andar com mapas de lisboa no bolso.
Foi uma bela noite e um "concertaço". Esperam-se mais duas.
gui
Thursday, July 09, 2009
Coisas que eu quero fazer antes dos 30
- Publicar um livro
- Ser traído por alguém que amo e insultá-la durante horas com razão
- Ser preso
- Bunjee Jumping
- Queda livre
- Andar à porrada
- Beijar uma mulher com um piercing na língua
- Vender a minha (e do Canelo) série de televisão
- Ver o Kobe Bryant a jogar ao vivo
- Escrever uma longa metragem
- Fazer sexo com uma mulher que tenha "tramp stamp"
- Marcar 5 triplos seguidos num jogo de basket
- Ser elogiado por alguém que admiro
- Ter uma mulher que me ignorou no passado atrás de mim
- Tirar carta de mota
- Conhecer uma celebridade "platónica"
- Escrever para um programa de comédia de televisão
- Vender milhares de dvd's da Porra do Deserto
- Fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo
- Fazer uma tatuagem
- Ficar bêbado ao ponto de aparecer na capa de uma revista
- Fazer com que esta seja a última lista porque fiz tudo nela...
gui
Exquisite Corpse
- Poppy Z. Brite in "Exquisite Corpse"
"Bruno" por Rafael Contra
O violento, irritante e pseudo-intelectual crítico de cinema d'O Indesmentível esta semana criticou o "Bruno", o novo filme de Sasha Baron Cohen.Wednesday, July 08, 2009
Um estudo recente mostrou que 17 % dos europeus são fumadores passivos e a causa não é apenas a geografia de Amsterdão
gui
Sunday, July 05, 2009
Sim, sou viciado em contos sobre o sobrenatural. E depois?
Pequeninos, +- 10 páginas cada.
São bons mas sabem a pouco. Canapés da literatura, no fundo.
O primeiro é de um senhor chamado Richard Matheson. Quem não conhece, fica a saber que é o senhor que escreveu o livro I Am Legend, depois violado à bruta por trás num chuveiro por Hollywood.
O conto chama-se "Long Distance Call" e é sobre uma velhinha que recebe chamadas estranhas no telefone de casa. Matheson é um bom escritor mas o que gosto principalmente nele é como consegue escrever uma história "estranha" sem nunca perder o realismo. O maior céptico de todos não é o leitor. É a personagem principal. E isso dá ainda mais prazer à leitura porque dá uma carga maior (e possível) de realismo.
O segundo é de um senhor chamado Charles Beaumont. Não tão conhecido e sodomizado como o anterior, podem reconhecê-lo em guiões da série Twilight Zone.
O conto chama-se "The vanishing american" e é sobre um homem que pura e simplesmente desaparece. Fica invisível. Um conto sobre a indiferença na sociedade, sobre como a rotina nos "adormece". Sempre com uma subtil camada de humor até ao fim.
gui
news update #6
ESTÁDIO DO BENFICA/GF – Sexta-feira, durante uma entrevista à RTP1 em directo sobre as eleições do Benfica, Manuel Vilarinho disse ao jornalista que sabia que aquilo era para a rádio, antes de soltar um palavrão. Vilarinho prova assim que além da desordem e do caos, uma eleição do Benfica não passa sem tinto com menos de cinco anos.Depois de desligadas as câmaras o jornalista fez o esforço para explicar ao ex-presidente encarnado que aquilo era uma câmara de filmar e não um microfone “gordinho”. (Continua n'O Indesmentivel)
Jackpot do Euromilhões desta semana são bilhetes para o funeral de Michael Jackson
MUNDO/GF – Com o funeral de Michael Jackson cada vez mais próximo, os lugares na primeira fila para a despedida e posterior barbecue começam a escassear. Como “não há fome que não dê em fartura”, a família Jackson resolveu “alimentar-se” dos fãs para uma posterior “digestão” de milhões.Num esforço conjunto com o Euromilhões, Latoya, Janet e o macaco Bubbles, os três parentes mais chegados e parecidos com Michael Jackson, vão sortear bilhetes para o funeral. (Continua n'O Indesmentivel)
Friday, July 03, 2009
Mantorras perde carreira como actor dos Morangos com Açucar
(Continua n'O Indesmentível)
Thursday, July 02, 2009
news update #5
HOSPITAIS/GF – Depois do governo ter experimentado colocar medicamentos genéricos nas farmácias, num esforço de levar as pessoas a comprarem medicamentos “à la Heath Ledger style”, e de ter resultado, quer agora fazer o mesmo aos médicos em si. Num esforço pelo melhoramento da saúde em Portugal, vão ser trazidos médicos genéricos para os hospitais, centros de saúde e programas da TVI."
(Continua n'o Indesmentível)
O Rafael (do) Contra, esta semana pegou no Ice Age 3... o resultado já se esperava...
"“Ice Age 3”: Uma terceira repetição pouco “animada” feita de pura ociosidade, e que domina mentes podres dos 9 aos 99
Wednesday, July 01, 2009
A mulher da loja
Eu todos os dias faço a mesma viagem a pé para ir trabalhar, que me dura meia-hora. Tenho de ir do ponto A ao ponto B. Ida e volta. I-Pod, roupa fresca, almoço comido e lá vou eu ao meu passeio. Um destes dias, ao fazer essa exacta viagem, passei por uma loja apertada entre dois prédios, que nunca tinha reparado. Não conhecia a "marca" por cima da porta e espreitei lá para dentro. Quando olhei vi sofás, mesas e uma recepção dessa mesma loja. Nessa recepção estava sentada uma mulher.
Quando a vi, pensei: “Gira”. “Engraçada”. “Tem piada”. E segui o meu caminho. Como repito com exactidão todos os dias, lá passei outra vez. Quando o fiz, os olhos levantaram-se ao passar por lá. Lá estava ela, ao computador, no seu mundo, a dedilhar pelo teclado fora. Pensei para comigo: “É de facto gira”.
Todos os dias, quando lá passava, tornava-se hábito, primeiro inconsciente e depois curioso e consciente, de a procurar. Pensava: "Bem, é mesmo muito gira". Dia seguinte: "Hoje está especialmente bonita." Dia seguinte: "Chiça, guilherme... não sei se já tinhas reparado mas aquela mulher é bem bonita." Dia seguinte: "Ok, ela é lindíssima".
Hoje quando lá passei, já procurando a ver se lá estava e não apenas a cruzar o olhar nela por acaso fortuíto, fiz uma introspecção. Cada vez que aqui passo e a vejo, a acho mais bonita. Como ela é uma mulher normal, sentada ao computador, que não deve sofrer mutações diárias em torno da perfeição humana... eu estou a exagerar cadavez mais, a cada dia que a vejo.
Porque é que fiz isto? Porque é que durante duas semanas e meia, uma alegre e trabalhadora anónima ao computador de uma loja repleta de sofás, passou de "gira" a "lindíssima"? Que processo acontece dentro de mim? Paixão? Isso seria um disparate imenso, eu não estou apaixonado. É uma mulher. Ao computador. No seu local de trabalho. Falta de sexo? É um disparate talvez um pouco menor. Os meus critérios de atracção podem alterar-se, e é natural que o façam, quando estou solteiro, mas diariamente achá-la cada vez mais atraente é demais. Sou um tarado? Espero que não. Não estou nem sequer perto de me ver todo nu, só de gabardina, encostado à montra que separa o meu trajecto diário ao seu local de trabalho.
Este "crescendo" dentro da minha cabeça fascinou-me. Quando hoje abri os olhos, comecei a pesquisar dentro de mim as razões para tal acontecer. E não encontrei nada. Nicles. Zero. Não faço a mínima ideia porque isto acontece. Será porque a vejo todos os dias e a estou a "conhecer"? Ou será porque no fundo, e sem ter bem consciência disso, sou um "romântico" e estou a idealizar sem barreiras?
Não sei. Não sei o suficiente sobre mim ou sobre o funcionamento da humanidade para me conseguir “travar” ou interpretar. Só sei que amanhã vou passar lá, e que ela vai estar bonita como sempre. Talvez até um bocadinho mais...
gui
Estudo recente
ESTUDO RECENTE/GF – Seja num esforço pré-Verão para melhorar a linha óssea, seja por engano nos pedidos na tasca mais próxima, os portugueses andam a beber mais leite, como prova este estudo agora publicado.“No mês de Março cada português bebeu sete litros de leite, provando a todos, e especialmente ao Cristiano Ronaldo, que as vacas portuguesas também têm qualidade” disse um representante de uma companhia de leite que possuía, na altura da entrevista, um bigode branco."
Continua na secção Estudo Recente d'O Indesmentível.




