Sunday, December 05, 2010

Sete dias: rescaldo

Se eu tenho muita vontade de comer carne porque estou há 7 dias sem lhe tocar?
Não. Não especialmente.

E quando me desafiei a passar esta semana sem comer carne pensei que iria ser mais complicado.
Que seria difícil estar ao lado de pessoas que comiam um bitoque sem lhes atacar o prato.
Que iria começar a ressacar. Coçar-me pelo corpo todo e implorar por uma garfada de bife, em becos escuros e duvidosos.
Não aconteceu.

O meu objectivo ao não comer carne durante 7 dias era fazer-me pensar mais naquilo que como.
Mas não da forma moderna e paranóica que nos faz apenas contar calorias.
Isto não era uma reavaliação pela "forma". Era pelo "funcionamento".
Isto não era uma homenagem ao "Biggest Loser". Era um piscar de olho a um qualquer "Dr.Oz".

A verdade é que para alguém que não esteja numa dieta rigorosa ou seja vegetariano, a carne é sempre a primeira opção, quando nos sentamos à mesa para almoçar. É inconsciente. É mecânico.
Era isso que eu queria combater...

...e consegui.
Primeiro, porque este devaneio me forçou a comer pratos que não comia há imenso tempo.
Tostas de queijo e atum - que só costumo comer em esplanadas da Costa da Caparica no Verão.
Douradinhos - que me fizeram sentir com 5 anos outra vez.
Feijoada de chocos - que não me lembro sequer de alguma vez ter comido de livre e espontânea vontade.
Mc Fish - que pelos vistos sempre esteve lá, e eu nunca tinha dado por ele.
Bifes de atum - vocês sabiam sequer que o atum podia assumir esta forma?
E bacalhau - que é sem dúvida a melhor coisa que me podem pôr na boca.

Segundo, porque me fez sentir diferente.
Ao comer apenas peixe sentia-me menos... cheio. Menos pesado. Menos enfartado.
A carne faz-me sentir muito mais empanturrado. Quando acabamos uma refeição de carne, ficamos "cansados", "pesados". Com o peixe isso não acontece. Não foram precisas pastilhas Renie ou sestas para recuperar da hora de almoço. Comer um bruto almoço não me deixava no mesmo estado que 2 horas de RPM ao som de Eurodance. Era só um almoço.

Se esta semana serviu para alguma coisa?
Eu, o meu nível de omega 3 e uma catrafezada de hindus, pensamos que sim.

Saturday, December 04, 2010

De Perto Ninguém É Normal #5

Ei-lo, o 5º episódio do "De Perto Ninguém É Normal".
E esta semana há um papagaio.
Ou será uma arara?

Não tenho bem a certeza.
E também não gosto de ser corrigido.

Por pessoas, telemóveis ou o Google.

Friday, December 03, 2010

Wikileaks divulga 11º mandamento bíblico nunca antes ouvido

THOU SHALL NOT/GF – Depois de documentos militares, documentos diplomáticos e de documentos governamentais, o site Wikileaks anunciou agora que irá revelar o 11º mandamento – roubado não do Vaticano mas sim directamente do portátil pessoal de Deus – nunca antes revelado ao público.
Depois de milhares de anos a acreditarmos que existiam apenas 10 mandamentos que Deus terá ditado a Moisés, a Wikileaks revela esta semana que existe mais um mandamento secreto, eclipsado das tábuas originais por Barackus Obamus, um oficial romano meio escuro que era corporativista e que não gostava de Jesus porque ele queria pagar para ter seguro de saúde. Segundo o site, este novo mandamento versa algo como “Não comentarás fotografias da mulher alheia no Facebook” e a Igreja anda a escondê-lo há cerca de 562 anos, primeiro num Mosteiro em Espanha e mais recentemente, no fundo do sapato esquerdo da Prada de Bento XVI. A Wikileaks planeia para breve revelar ainda uma regra de boa educação que nem a Rainha de Inglaterra sabe e uma receita de Bacalhau com natas que Jamie Oliver fez apenas uma vez, em 1992.



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ÚLTIMA HORA: Candidatura Ibérica ganha a organização do Mundial 2018 da “rabia” e da “parede”

HERMANOS/GF – A FIFA anunciou ontem à tarde que a Rússia e o Qatar seriam os organizadores dos Mundiais de Futebol de 2018 e 2022, respectivamente, deixando para último a revelação de que Portugal e Espanha seriam os organizadores do Mundial 2018 mas da “rabia” e da “parede”.
No entanto, e apesar da vitória, a corrida para a organização do evento não foi pacífica. A candidatura conjunta sofreu com as acusações de corrupção, que levantavam a suspeita de que na secção de “rabia” seria possível dar-se dois toques antes de se passar a bola – ao invés do único toque permitido pela FIFA. Assim sendo, os jogos serão disputados sem qualquer problema, nos locais previamente anunciados – os jogos de “rabia” serão jogados na A1 – sentido Porto-Lisboa – e na praça de toiros de Madrid, e os jogos de “Parede” terão lugar contra as costas do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa e contra a entrada do Parque Guel em Barcelona. Para ambas as nações esta é uma vitória para a Ibéria, para o desporto nacional e para todos os jogos que se joguem em recreios de escolas secundárias quando “o campo está ocupado”.



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Thursday, December 02, 2010

Picado vs "A Tempo E Horas"

“A Tempo E Horas” – … mas não desta sessão, por favor

CONTRA PICADO/GF – Ninguém dá boleia a ninguém. É perigoso. É desconfortável. E em alguns casos, porco. Quem dá boleia são taxistas, freiras e violadores. E já me estou a repetir. Pessoas normais não dão boleia. Dão trocos para o bilhete de metro. “Dar uma boleia” é um acto de prostituição geográfica. É que não tem nada a haver com bondade. Escrevam o que eu vos digo: quando um desconhecido entra no carro de alguém, 90% das vezes e prostituição, 10% das vezes é a Policia a levar alguém para a esquadra. Sou veementemente contra o conceito da “boleia”, seja em carros, elevadores e muito menos naquelas bicicletas com dois celins. É que nem sinto necessidade de me explicar. Até pelo preço a que está a gasolina. E os produtos de limpeza de interiores de automóveis. Já olharam à vossa volta durante um engarrafamento? As pessoas fazem dentro do próprio carro tudo aquilo que fariam numa casa de banho, mas de gravata posta. Tiram macacos, peidam-se, maquilham-se, lêem o jornal e, pior ainda para a saúde nacional, descalçam-se.
“A Tempo E Horas” falha imediatamente na sua premissa. E é facilmente resumido: um arquitecto chato e sisudo precisa de chegar ao outro lado dos EUA a tempo do nascimento do seu filho. Quem lhe oferece boleia? Um ser homem sinistro que entre outras coisas, lhe dá um tiro. O que faz sentido aqui? Nada. A não ser o facto de um americano dar um tiro a alguém. No país mais paranóico e inseguro do mundo ninguém dá boleia a ninguém. É como a pior viagem de elevador que já tiveram, durante muito mais tempo. Mas não me estranha que vocês queiram ir ver o filme. A única coisa que eu espero, pela saúde mental de todos os portugueses que queiram ir ver o filme, é que honrem o seu ADN de “tuga” e cheguem tudo menos a tempo e horas da sessão.
O meu conselho para esta semana não é um documentário, como se tem vindo a tornar meu apanágio. Esta semana aconselho-vos um vídeo educacional coreano onde Pong To Ka-Long explica, em 64 fáceis lições, como podem tratar da vossa higiene pessoal enquanto se dirigem para o trabalho, no vosso carro. Durante 17 divertidas horas, aprendam com Ka-Long como podem improvisar cotonetes com um colete reflector, lavar os dentes com a escova do pára-brisas ou espremer borbulhas com o aparelho de GPS, tudo com exemplos práticos e filmados com zoom’s.

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Wednesday, December 01, 2010

40% das mulheres com mais de 60 anos são vítimas de abusos

ESTUDO RECENTE/GF – Um estudo sobre violência praticada em idosas revelou que 4 em cada 10 mulheres acima dos 60 anos já foi vítima de abusos, e que maior parte das vezes de alguém próximo, como filhos, netos ou da Júlia Pinheiro.
Roberto Gomes, um jovem da Brandoa acusado de esbofetear a sua avó com um cão de loiça confessou a’O Indesmentível: “bati-lhe sim, mas porque ela me agarra a bochecha com muita força. E puxa. Epá, chega uma altura em que é preciso optar. Ou a meto num lar ou lhe dou um sopapo e por amor de Deus, um lar é uma coisa desumana.” Os abusos mais frequentes em idosas são ao nível emocional ou psicológico – principalmente praticados por familiares – e de nível financeiro – principalmente praticado por programas da tarde como o “Agora é que Conta” da TVI. No que toca às agressões físicas podem ser efectuados por qualquer pessoa, sendo que as mais comuns ocorrem em elevadores, depois da vítima insistir em comentar como “o tempo anda fresquinho, nada dado a brincadeiras”. No entanto, a queixa mais comum da parte das vítimas não é em tom de desagrado mas de insatisfação. É comum as idosas violentadas pedirem para o agressor não abusar delas financeiramente mas sim sexualmente, pedido que maior parte das vezes é ignorado.

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Tuesday, November 30, 2010

Full circle

Ontem tive um pequeno momento de realização pessoal.

Há dois anos atrás, em 2008, tirei o curso de "escrita de humor" pelas Produções Fictícias.
Foi um momento importante na minha aprendizagem, na minha carreira e na minha segurança pessoal.
Como disse na altura, foi com aquele curso que "aprendi a dar o salto de para-quedas com os olhos abertos". A fazer da escrita de humor um trabalho sério e não apenas um hobby atabalhoado.

Dois anos depois estou a trabalhar no Canal Q e sou agenciado pelas Produções Fictícias, fazendo parte da carteira de autores e humoristas deles. Em grande parte devido à porta que esse mesmo curso me abriu e ao talento que a Susana Romana insiste que viu em mim.

Ontem, a convite da dita Susana Romana (minha antiga formadora e agora "madrinha" por apadrinhamento) dei uma aula nesse mesmo curso, com o intuito de explicar "como fazer do humor profissão". Ou como eu lhe chamei "a aula do mete nojo", do "eu já estive aí e agora estou aqui onde vocês querem estar". Com um "toma, toma, toma" no final, de língua de fora.

Fiquei nervoso como não ficava desde os primeiros anos de stand-up comedy.
E foi gratificante como foi nos primeiros anos de stand-up comedy.
Comecei por contar a minha história pessoal, ouvi os medos deles, conversei sobre confiança, persona cómica, sobre valorizarem-se com pesquisa e trabalho constante, com dedicação e uma procura incansável de oportunidades e trabalho. Sobre descobrirem o que querem, o que são e como podem lá chegar.

Disse-lhes que acreditava no humor como um músculo.
Músculo esse que tinha de ser trabalhado todos os dias.

Mas enquanto falava naquela sala, estava a ser ouvido noutro lugar. Apercebi-me que não era só para eles que estava a falar. Eu também precisava de ouvir o que eu estava a dizer. Senti-me orgulho e valorizado por estar nesta nova posição, na outra ponta do círculo, do outro lado do meu sonho, mas a verdade...

...é que eu ainda não sou ninguém.
Tenho milhares de horas de pesquisa e trabalho pela frente para conseguir ser.
Para chegar a ser. Que é preciso tanto trabalho para ficar onde estou, como deu para chegar onde cheguei.

O importante agora é nunca me esquecer, eu próprio, daquilo que lhes disse a eles ontem:
"Luck is what happens when preparation meets opportunity".

Agora, desculpem, mas vou trabalhar.
Nem que seja a dar aulas.

"Isto é o Q?" #9

Já sabemos o que "isto é"!
Não. Espera. Afinal não.

Mas sabemos que trabalhamos num Hotel.
E que esse Hotel nos permite variadas e divertidas actividades lúdicas e divertidas.
Algumas delas verdadeiras e todas elas pouco recomendadas de serem praticadas na presença de responsáveis do mesmo.

Querem ver-nos a imitar os ciganos na França e sermos expulsos daqui?
É carregar play.

Sunday, November 28, 2010

Sete dias

Não tenho nada contra vacas.
Ou porcos.
Ou frangos.
Mas também não tenho a favor.
São comida. E gosto de os manter assim.

No entanto, tomei uma decisão que vai afectar a minha relação com todos eles.
Durante a próxima semana não vou comer carne.

Calma.
Não vou dar em vegetariano. Longe disso. Não gosto de tofu, e sou daqueles que provou o hamburguer vegetariano da Bica e não quer repetir. Ao contrário do militante típico do vegetarianismo - que deixa de comer carne porque têm pena dos animaizinhos - eu gosto muito de os ver cortados, grelhados e entre duas fatias de pão. Com uma fatia de queijo derretida por cima. E cebola. E batatas fritas a fazer companhia. Isto não é uma questão emocional ou de crenças pessoais.

Vou comer apenas peixe durante 7 dias porque sim. Porque quero. Para experimentar.

Todos sabemos que comemos carne de mais e peixe de menos.
O que será que acontece se invertermos a tendência?
O que sente o nosso corpo? E a nossa mente? O peixe não faz bem ao cérebro?
Vou ser capaz de memorizar mais números de telefone se fizer isto? Posso ir ao casino contar cartas?
Vocês sabem o que acontece? Eu não. E quero saber.

O esforço que quero fazer durante esta semana é simples:
Imaginem que todos os dias vão para o trabalho pelo mesmo caminho. É o caminho de sempre, e vocês sabem que demoram exactamente 27 minutos a chegar ao trabalho, nem mais nem menos. No entanto, numa conversa de circunstância com um amigo, descobriram que havia outra maneira de lá chegarem. Uma que vocês não conheciam. Por aquela rua que vocês olhavam mas nunca iam. Não vale a pena ir experimentar?

Isto não é um "adeus" à carne.
É um salivado e curioso "até já".

Friday, November 26, 2010

ÚLTIMA HORA: o Emmy não era para a novela “Meu Amor”, era para o decote da Rita Pereira

GLOBOS DE OURO/GF – Depois da badalada atribuição do Emmy à novela “Meu Amor” da TVI, o comité organizador do evento veio a público revelar que ouve um erro no boletim: o prémio não foi ganho pela novela em geral, mas sim pelo decote da Rita Pereira em particular.
“A confusão era esperada. Quando o apresentador disse que o prémio ia para o Meu Amor, não estava a falar da novela, estava a falar directamente com a Rita Pereira. Ela é que não percebeu a dica, e a confusão lançou-se.” disse Alexandra Lencastre, enquanto saltava freneticamente ao fundo da sala. A visibilidade dada ao decote – pelo evento e pela falta de pano no vestido – foram produtivos e o mesmo já foi contratado para novos trabalhos na América. Fala-se de ambas os seios trabalharem juntos num remake de “Armageddon”, fazendo de asteróide que vem em direcção à terra. No entanto, a produtora cinematográfica já frizou que o contracto de trabalho é apenas para o decote, que a “zarolha que costuma estar atrás dele nas fotos pode ficar em Portugal”.



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Governo vai providenciar pulseiras Power Balance a mulheres que tenham maridos abusivos

TAPINHA/GF – Ontem, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Doméstica, o Governo comunicou publicamente que irá fazer tudo o que for preciso para acabar com o flagelo, nem que tenha de “se dar uns valentes sopapos para que o pessoal se acalme”.
Num novo plano de combate desenvolvido e divulgado pelo Governo estão 50 medidas inéditas para a protecção de mulheres abusadas por maridos violentos, com apenas uma regra de excepção a todas elas: se “a mulher for mesmo, mesmo muito feia e chata”. Umas das medidas mais originais parece ser a de distribuir gratuitamente pulseiras Power Balance a todas as mulheres violentadas. O Ministro Pedro Silva Pereira defendeu as capacidades da pulseira dizendo que “o objectivo é não só ajudar a regenerar as feridas provocadas pelas agressões mais depressa, como permitir à vítima ganhar uma destreza física que a permita desviar-se de pratos, copos ou comandos de televisão arremessados na sua direcção.” Para além das pulseiras serão ainda distribuídos gratuitamente óculos escuros, estojos de maquilhagem e camisolinhas de lã para “ajudar a abafar as cacetadas”.



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Thursday, November 25, 2010

Picado vs "Imparável"

“Imparável” – …mas só até se sair da sala

CONTRA PICADO/GF – Um comboio perigoso? Pessoas em risco? Um clima de suspense e acção? Não, isto não o filme “Imparável”, a estreia da semana. É uma simples e rápida viagem de comboio pela nossa linha de sintra, à hora do almoço. Mais do que químicos em risco de explodir, a linha de sintra tem subúrbios, pessoas deprimidas, um clima de conflito latente e o pior de todos os vilões na história da humanidade. O “pica”. Este filme é totalmente inconsequente. Ninguém gosta, se importa ou quer saber de comboios. As únicas pessoas que lhes dão atenção são estranhas, virgens e têm a mania de os coleccionar em miniatura. E se o “embrulho” não presta, atentem no “recheio narrativo”: Um estagiário é contratado para trabalhar num comboio a abarrotar de resíduos químicos no dia em que este fica descontrolado e põe em risco uma cidade inteira. Tenho alguma compaixão por este protagonista. Não só pode perder a carne que tem agarrada aos ossos devido a químicos potentes e letais como, ainda pior, está a recibos verdes. Uma vergonha.
Mas se acham que isto é a pior coisa que lhe vai acontecer, eis que aparece Denzel Washington na imagem. Aí sim, queremos deitar-nos nos carris de uma estação ferroviária, fumar um cigarro e fechar os olhos. Infelizmente, tenho a teoria que este filme só estreou por pressões do PS e do Governo. Ninguém gosta de comboios e como tal, tentar fazer-se com que um pareça “cool” é uma acção de propaganda triste e envergonhada de alguém que quer, à força toda, construir um. Esquecem-se é que entre poceirão e caia vão apenas alguns quilómetros. Não dá sequer para meter uma segunda no TGV.
Como conselho cinematográfico desta semana quero manter-me dentro do comboio. Em 2002, Chris Alterwood, um limpa chaminés que sofria de asma crónico, teve uma ideia para um documentário. Deprimido e irritado com a sua falta de pontaria em latrinas de comboios em andamento, Alterwood resolveu instalar uma câmara oculta na casa de banho dos homens de um comboio de alta velocidade. Durante 4 horas, veja vários homens tentarem urinar directamente para uma sanita, enquanto os solavancos da viagem os fazem tabelar pelas paredes, espalhando tudo, por todo o lado. O filme chama-se “Sprinkler”.

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Há 26 acidentes de trabalho por hora em Portugal

ESTUDO RECENTE/GF – Se é homem, português, tem entre 25 e 44 anos, está no seu local emprego e tem 25 colegas que nos últimos 60 minutos não sofreram qualquer dano físico, tenha medo. É provável que esteja preste a cair da cadeira, a entalar um dedo numa gaveta ou a entornar café acabado de fazer nos genitais.
Segundo as seguradoras – que zelam pela nossa saúde de maneiras mais carinhosas e chatas que a nossa mãe quando nos impinge uma camisolinha em dias de Inverno – acontece uma média de 26 acidentes de trabalho por hora em Portugal. Segundo os dados, a maior parte são quedas, sendo que as mais comuns ocorrem do topo de telhados – no caso de limpa chaminés – e do topo da tabela classificativa – no caso do Benfica e do Braga. As estatísticas indicam mesmo que 41% dessas quedas chegam a resultar em morte, o que no caso de trolhas é principalmente causado pelo perigoso gesto que é o lançamento do piropo. A segunda maior maleita sofrida em horário laboral são doenças musculares – comuns em desportistas, prostitutas e desportistas que vão às prostitutas – seguida de perto de vários casos de surdez – que podem justificar milhares baixas diárias nos deputados que se sentam junto ao Paulo Portas na bancada parlamentar do CDS-PP. No entanto, a pior maleita de todas as que se podem sofrer no local de emprego continua a ser o “despedimento”.



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Monday, November 22, 2010

"Isto É o Q?" #8

Já conseguiram perceber?
É que nós ainda não sabemos o que é isto.

No episódio desta semana temos... amor.
De vários formatos, géneros e tamanhos.

E atentem bem o momento quando eu apalpo um seio como gente grande.
Eu não disse que havia amor?

Saturday, November 20, 2010

Contos demasiado políticos

Carmona Rodrigues.
Edite Estrela.
Vitalino Canas.
Odete Santos.
Joana Amaral Dias.
Jerónimo de Sousa.
Miguel Beleza.
Marta Rebelo.
Maria de Belém.
Nuno Morais Sarmento.

Não, não está no site da PJ a ler um acordão sobre o caso do "Polvo".
Está a ler uma lista que contém alguns dos políticos que foram convidados pela jornalista Maria Inês Almeida a escrever...
...contos infantis.

A obra chama-se "Contos Pouco Políticos" e a ideia é suposto parecer estranha.
Mas não é. É perfeita. E eu sou fã.

Primeiro porque sou a favor de, num clima de crise como o actual, todo e qualquer profissional liberal, mesmo que político com poleiro, se deixe envergar noutras áreas de actividade. Nunca se sabe quando rebenta um escândalo, cai um governo ou se tem de fugir para países de temperatura mais amena.

Segundo, defendo o brilhantismo desta ideia porque se há alguém que tem a capacidade necessária para escrever um conto infantil, é um político. Aliás, pesando bem ambas as actividades, nem encontro muitas diferenças - se no mundo editorial da literatura infantil também se derem apartamentos a custo zero, então retiro mesmo esta última frase.

O político, por definição, é a criatura mais infantil que existe.
Passa o dia a perceber, definir e aprender regras - tal como uma criança.
Cria cenários de fantasia, onde a sua visão e opinião são imperativas - tal como num conto infantil.
Vive num esquema de angariação de amizades à base do "gostas do que eu gosto, és meu amigo. Não gostas, és meu inimigo" - tal como uma criança.
Não tem noção dos "cinzentos", defendendo um constante sistema binómios como "bom" ou "mau", "esquerda" ou "direita", "certo" ou "errado"- tal como uma criança.
Necessita de atenção, muita, para definir a sua imagem e postura social - tal como uma criança.

O que me pasma no brilhantismo desta ideia literária é não ter nascido mais cedo.
A ideia é tão acutilante, precisa e genial que se tivesse nascido há mais tempo, podia ter evitado a crise em que nos encontramos. É provável que durante anos brilhantes escritores de literatura infantil tenham sido sub-aproveitados em cargos públicos, bancadas parlamentares ou ministérios vários. Tal como defendo que haverá uma batelada de escritores de literatura infantil que teriam feito muito melhor trabalho a governar-nos.

Podem encontrar a obra aqui.
A UNICEF agradece o dinheiro de parte da venda dos livros.
Eu agradeço - com um profundo "finalmente!" - a publicação da ideia.

Friday, November 19, 2010

De Perto Ninguém É Normal #4

Aqui está ele.
O 4º episódio do De Perto Ninguém É Normal.
Com o pretexto de provar que a "normalidade" não existe, continuamos a fazer figuras tristes.

Atentem a como neste episódio dedico a minha atenção ao meu melhor amigo.
E ao Pedro Silva. Personagem principal disto: o telemóvel.

Vocês são que tipo?
- O que não gosta de falar ao telefone?
- Ou o que quando fala, não consegue estar parado?

Enfeites de Natal portugueses são os que mais trabalham na Europa

JÁ?/GF – A média Europeia de início de expediente de um enfeite de natal é meio de Novembro, a puxar para o início de Dezembro. Em Portugal há câmaras municipais, centros comerciais e até consultórios médicos que chamam ao trabalho os seus enfeites no início de Setembro, naquilo que muitos consideram de “exploração natalícia”.
Após a denúncia feita pela “Associação de Pessoas Que Achas Que Se Deviam Colocar Os Efeitos De Natal Mais Perto Da Porra do Natal”, as autoridades do trabalho forçado, sob a latente suspeita de exploração e escravatura, investigaram os horários de trabalho desta bolinhas, grinaldas e luzes pisca-pisca, na esperança de suavizar a sua labuta. A investigação mostrou que o caso é tão grave em Portugal, que há relatos de árvores de natal a serem montadas em Julho, enfeites a serem espalhados em telhados em Agosto e, inclusivé, de uma coroa que ficou pendurada numa porta de entrada de um ano para o outro, sem um minuto de descanso. Por lei, a carga de trabalho estipulada para uma bola de árvore de natal é de 15 de Novembro a 15 de Janeiro, máximo – com excepção legal da Espanha e de doentes de Alzheimer. A Polícia já disse que irá fazer cumprir este regulamento, sendo que a multa para quem quebrar esta lei irá até 10 mil euros com trabalhos forçados, a desmontar a maior árvore de natal da Europa que está no Colombo – desde Maio.



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Thursday, November 18, 2010

65% considera o dinheiro a verdadeira razão de felicidade

ESTUDO RECENTE/GF – Um estudo recente realizado na Grã Bretanha revelou que 65% dos Ingleses acha o dinheiro a verdadeira razão da felicidade. Por cá, 65% dos portugueses também acham que o dinheiro dos Ingleses traz felicidade.
Imediatamente em segundo lugar vêm 32% dos inquiridos que acham a família a sua verdadeira razão de felicidade – não porque gostem de os ter na sua vida mas precisamente por não os terem. Já 12% acham o amor a razão de felicidade nas suas vidas, sendo que o estudo não discriminou se o amor era pelo dinheiro, pela família ou por coisas totalmente fúteis e parvas como a “vida em geral”. Para justificar o resultado do estudo o coordenador disse que “faz sentido que o dinheiro venha em primeiro lugar porque eu com dinheiro posso comprar família e/ou amor. Veja-se o caso da Angelina Jolie ou do Bill Clinton, por exemplo.” O restante 1% está simplesmente feliz, sem razão, justificação ou testes ao sangue para despistagem de drogas leves. No que toca à sua felicidade, se a quiser manter tanto no que toca a dinheiro, família e amor temos um conselho: ignore os momentos que todos se conjugam. Como o Natal.

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Monday, November 15, 2010

"Isto É O Q?" #7

O que é?
Ainda não sabemos.
Temos só um episódio novo.

Esta semana entramos no mundo do sexo, drogas e rock n' roll.
Mas sem o rock n' roll.
Ou o sexo.

Apresentamos o conceito de "early drinking friday" - verdadeiramente praticado aqui no canal q.
Qual é o objectivo? Beber álcool no local de trabalho, antes do meio dia.

O resultado depois é este.

Saturday, November 13, 2010

A palavra

"Words are cheap, the saying goes, they cost nothing, yet they have power to evoke images, sounds and feelings in the listener or reader as every poet and advertising copywriter knows. They can start or break up relationships, sever diplomatic relations, provoke fights or wars.

Words can put us into good or bad states, they are anchors for a complex series of experiences. So the only answer to the question 'What does a word really mean?' is 'To whom?'. Language is a tool of communication and, as such, words mean what people agree they mean. It is a shared way to communicate about sense experience. Without it there would be no basis for society as we know it.

(...)

We each experience the world in a unique way. Words are inherently meaningless, as becomes clear when you listen to a foreign language that you do not understand. We give words meaning through their anchored associations to objects and experiences throughout our life. We do not all see the same objects or have the same experiences. The fact that other people do have different maps and meanings adds richness and variety to life. We are likely to agree on the meaning of the words 'treacle tart' for we have shared the same sight, smell and taste of it. But we argue far into the night over the meaning of such abstract words as 'respect', 'love' and 'politics'. The possibilities for confusion are immense. These words particularly, are like Rorschach onk blots, meaning different things to diferent people."


- "Introducing NLP" by Joseph O'Connor & John Seymour

Friday, November 12, 2010

De Perto Ninguém É Normal #3

Mais uma semaninha.
Mais uma voltinha.

Aqui está o terceiro episódio do "De Perto Ninguém É Normal".
(Carreguem no link e façam-se fãs no facebook. Se chegarmos aos 200 o Sócrates já disse que se demite.)

Desta feita, temos um dilema:
De um prédio a arder, salvam um vegetariano tímido ou um badocha alcoólico?

E não, esta adivinha não é daquelas em que depois vocês passam por parvos.
Só eu é que passei...

Picado vs "RED - Perigosos"

“RED – Perigosos” – …quando pensionistas falham a medicação

CONTRA PICADO/GF – O que faz um reformado no seu dia-a-dia? Eu digo-vos: alimenta pombos. Joga às cartas. Insulta crianças. Faz croché. Visita centros de saúde para pôr a conversa em dia. Dá audiências à TVI. Repete, cerca de 47 vezes por minuto, que a Júlia Pinheiro é “uma senhora de nível”. Muda de fralda. Dá mais audiências à TVI. Comenta que “aquele rapaz escurinho, do Ídolos, canta muito bem e parece ser uma pessoa de nível”. Telefona para fóruns de rádio sobre futebol e insulta toda a gente, incluindo o locutor. Muda novamente a fralda. E ocasionalmente, apenas ocasionalmente, alimenta pombos. Se há coisa que um pensionista não faz, é andar a disparar metralhadoras de calibre elevado. O mais perto que um pensionista está de alguma vez aleijar alguém é no supermercado quando acertam com o carrinho das compras nos calcanhares da pessoa a seguir na fila para pagar.
Não há qualquer verosimilhança nesta narrativa: agentes da CIA retirados que quebram a reforma para um último trabalho? Além da medicação e do osso da bacia, não há nada que um pensionista quebre. A população mais velha devia ser símbolo de nostalgia, de memórias perdidas, de revivalismo, de inocência perdida, não é de pancadaria da grossa sem o uso de bengalas. Haverá algum agente com mais de 65 anos que se lembre que cor de fio cortar numa bomba? Que se recorde de como montar e desmontar uma arma? Que consiga saltar seja o que for? Mesmo para cima de uma passeio. E ver a Helen Mirren num filme de acção? Depois de ter recebido um Óscar de melhor actriz no filme “A Rainha”? É tão fácil de aceitar como se amanhã eu ligasse a televisão e o Marco do Big Brother estivesse a receber o prémio Nobel da Literatura. Se querem ver o filme, vão. Aproveitem e levem o vosso avó, avô e tio avô que ainda julga que está a combater no Ultramar. Eles vão gostar de ir. Vão pôr o sono em dia. E sabem porquê? Porque eles sabem que atravessar fora de uma passadeira é mais perigoso que qualquer coisa que estes actores finjam que estão a fazer.


No que toca ao meu conselho cinematográfico, sigo a mesma linha editorial e menciono “Alka-Seltzerlipse”. O documentário tem 9 horas e meia de duração e acompanha uma semana num lar de terceira idade durante a qual um erro de um dos enfermeiros trocou a medicação a 783 internados. O descalabro alcançou tal proporção que 3 idosos morreram, 78 trocaram de identidade entre si, 321 testemunham ter visto Deus a jogar ping-pong com o Kurt Cobain e 1 acabou casado com o enfermeiro em questão.

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Wednesday, November 10, 2010

37% dos portugueses prefere ter relações sexuais de manhã

ESTUDO RECENTE/GF – Olhe para o relógio mais próximo de si. Já viu as horas? Óptimo. Agora fique sabendo que não interessa onde esses dois ponteiros estão, a não ser que seja de manhã e você não tenha de chegar a horas ao trabalho.
Segundo um estudo recente, 37% dos portugueses prefere a manhã para ter relações sexuais com a cara-metade. “É muito melhor. O ambiente rola, as coisas aquecem, acontece, e só depois… só depois, é que ela acorda, sem perceber o que se passou. É mágico.” confessou Roberto Fonseca, um leiteiro que ainda mora com a mãe. Não muito distantes na estatística estão 32% dos portugueses, que preferem ser acordados a meio da noite para uma “ceia”, independentemente de serem guardas-nocturnos, apresentadoras de concursos de madrugada da SIC ou sonâmbulos. Já à luz do dia, encontramos 21% dos portugueses que acha o meio-dia a melhor hora para ter relações sexuais, o que quer dizer que com a taxa de desemprego em Portugal a 10%, encontramos aqui muitos empresários com “almoços de negócios”. Para finalizar, temos 10% dos portugueses que prefere a hora de deitar para praticar o coito. Faz assim sentido que esta seja a hora menos apetecida, visto que depois do meio da noite, do pequeno-almoço e do almoço, há pouca energia de sobra.



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Monday, November 08, 2010

"Isto é o Q?" #6

Mais do "Isto", sem que nós saibamos ainda o que é.

Neste episódio uma produtora leva o seu trabalho mais longe, até ao coração.
Um anão tenta perceber a homossexualidade para lidar com ela no trabalho.
E Rui Unas anda à porrada com Salvador Martinha.

E eu... tento engatar a Cinha Jardim.
Não, não há publicidade enganosa aqui.
Só há figuras tristes.

É ver.



Sunday, November 07, 2010

Picado vs "A Rede Social"

“A Rede Social” – …Rafael Contra não gosta disto


CONTRA PICADO/GF – Eu não tenho uma página de Facebook porque não tiro fotografias quando vou à praia. Ou sair à noite. Ou à casa-de-banho. Eu não tenho Facebook porque não quero tratar de uma quinta virtual. Ou de uma verdadeira, já que perguntam. Eu não tenho Facebook porque não preciso de uma página de internet para saber que a humanidade é parva, dá erros ortográficos e é pouco interessante. Bastam-me os resultados eleitorais. Eu não tenho Facebook porque para ver mulheres despidas vou sair à noite para o Cais do Sodré e entro em estabelecimentos com pouca luz ambiente. Ou leio os anúncios centrais dos classificados do Correio da Manhã. E eu não tenho Facebook, principalmente e mais importante, porque a minha mãe tem.
Uma pessoa só arranja uma página numa rede social para fazer uma de três coisas: arranjar sexo, arranjar sexo ou controlar os filhos, a ver se eles andam a arranjar sexo. Um aviso para todos os utilizadores de “Facebook”: se não têm amigos na vida real, não vale a pena fingir que têm na internet. As relações de amizade pelo Facebook estão a tornar-se nas conversas de elevador do mundo cibernético. Vazias, rápidas e normalmente desagradáveis para um dos lados. E os amigos de Facebook são os novos amigos imaginários. A verdade é que o “Facebook” não é mais que o “Hi Five” depois de perder a virgindade: já não está tão desesperado, nem tão badalhoco, mas continua com más companhias. Um filme sobre isto é puramente desnecessário. Tanto a internet como o Facebook já são locais onde se mente por definição. Uma mentira sobre uma mentira é só triste – e se não entendem o que quero dizer com “triste”, tomem o cabelo do Justin Timberlake no filme como referência. Se queriam fazer um filme sobre inventores de coisas inúteis, podiam escolher outras coisas ainda mais inúteis como a Segway, a revista “Cais” ou o CDS-PP.

O meu conselho cinematográfico desta semana está relacionado com redes sociais, mas em bom. Karl Karlov Pipo, um ucraniano de meia-idade e meia estatura – é anão – passou 7 meses da sua vida a ser acompanhado por uma equipa de filmagem. Com o objectivo de provar a futilidade e frieza da intimidade criado pelo “Facebook”, por todas as pessoas, locais e objectos que passava berrava a plenos pulmões “Gosto!” enquanto apontava com o mindinho. As 9 horas de filme são uma sequência de 86592 “gosto’s” de Karl, sem parar, sempre a gritar. O filme tem como título “Gostas?”.

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Thursday, November 04, 2010

De Perto Ninguém É Normal #2

Tem 4 minutos.
Só 4 minutos.

Eu não preciso de vos aliciar a carregar play dizendo:
- que (de facto) passou o Nicolau Breyner enquanto filmávamos.
- que (maior parte de vocês) não deve saber se o tomate é um fruto ou um vegetal.
- que o programa é meu e do Pedro Silva e é fixe.

Basta-me dizer que tem só 4 minutos.
Vejam lá, vá.

Wednesday, November 03, 2010

Um terço dos Portugueses sofre de alergias

Esta pessoa é alérgica a que olhem para fotografias dela
ESTUDO RECENTE/GF – Era gozado em criança pelos seus colegas? Há alimentos que não come porque lhe “fazem mal”? É dos sortudos que não oferece flores à sua namorada porque ela incha e pode morrer? Se é, não será surpresa para si que um terço dos portugueses sofre de alergias. Se não é, é de certeza feliz.

“Eu só não gosto dessa mania de culpar a Primavera pelas alergias todas. Há mais reactivos a causar alergias que ninguém se lembra, é uma pouca vergonha…” disse um amendoim que tem um cadastro de 4 engasganços e 18 choques anafiláticos. Sendo que um em cada três portugueses sofre de algum tipo de alergia, o povo português é o que clinicamente se pode chamar de “uma cambada de mariquinhas”. As alergias mais comuns entre os portugueses são a alergia à política, a espanhóis e ao cumprimento de horários. Já as menos comuns são a cerveja, conversas de elevador e reality shows. No entanto, há ainda alguns casos mais estranhos de alergias, como o de um talhante de Monserrate que é alérgico a alergias. Mas não é preciso ir tão longe, mesmo na nossa política se podem encontrar exemplos de alergias: temos um Primeiro-Ministro alérgicos a jornalistas, um Presidente da República alérgico à língua portuguesa e uma oposição alérgica a comboios.

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Monday, November 01, 2010

"Isto é o Q?" #5

Podia parecer que não mas há pessoas competentes no Canal Q.
Há.

Há um comercial competente demais.
Um produtor executivo que é competente da forma errada.
E uma assombração que cumpre a sua função na perfeição.

Tudo isto, com Rui Unas pelo meio.

Orçamento só foi aprovado porque era fim-de-semana de Halloween

BU!/GF – Em fim-de-semana de Halloween, o Orçamento de Estado foi finalmente fechado, num encontro que uniu um Catroga mascarado de “pessoa de confiança do Passos Coelho” e um Ministro da Finanças mascarado de “pessoa razoável”, tudo isto num país mascarado de “Oceanário gigante”.
O acordo ficou finalmente assinado num encontro combinado em casa de Eduardo Catroga. “Reunião? Não lhe chamem reunião. Eu convidei o Ministro Teixeira dos Santos para uma festinha de Halloween em minha casa. Só por acaso é que assinamos o documento, o objectivo era beber uns copos e ver uns filmes de terror”, confessou Catroga, enquanto mostrava outras fotografias mais íntimas que também tinha no seu telemóvel. Mas apesar do casamento da data com o assinar do acordo, havia mais personalidades políticas mascaradas para o Dia das Bruxas. Depois de revelar que se recandidatava à Presidência, Cavaco apresentou a sua máscara de “Novo Santana Lopes”; José Sócrates despediu-se do seu amigo Chávez empunhando a sua máscara de “Obama”; Passos Coelho, mudo e calado durante tudo isto, “ostentava orgulhosamente a sua máscara de ”Manuela Ferreira Leite”.

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Friday, October 29, 2010

De Perto Ninguém É Normal

E eis que estreia em televisão.
No canal Q.

"De Perto Ninguém É Normal" é um devaneio meu e do Pedro Rodrigues Silva.
Um bebé que teve problemas em nascer mas que já anda aos tropeções, contente da vida, a esbarrar contra móveis.

É simples, pequeno, despreocupado e, se tudo correr, divertido.
Com o objectivo de provar que a "normalidade" não existe, vamos explorar pequeninas idiossincrasias, tiques, gostos e manias das pessoas para provar que somos todos verdadeiros anormais.

É um miminho.
Uma brincadeira.
E um prazer fazer.

Picado vs "É A Vida!"

“É A Vida!” – …a pior das creches

CONTRA PICADO/GF – Vou começar com uma anedota: quantos argumentistas americanos são precisos para mudar a fralda a um bebé? Nenhum. Não decidiram que piada escatológica plagiar e entretanto o bebé a quem eles iam mudar a fralda tem 41 anos, é viciado em comprimidos e está numa clínica de reabilitação. Só há três coisas que eu não gosto que me forcem: crianças, doenças venéreas e sexo anal. Não necessariamente nesta ordem. E muito menos se destas se agruparem em pares. “É A Vida!” é mais uma comédia romântica sobre duas pessoas que não gostam uma da outra e se vêm obrigadas a cuidar de uma criança. Além de inverosímil – pessoas que não gostam uma da outra e que têm de ficar juntas, fazem-no não por causa de crianças mas porque estão casadas – é também um enorme cliché cinematográfico. Já vimos três homens com um bebé, um homem e uma mulher com um bebé, um homem a dar à luz um bebé e um homem que se transforma em bebé.
Os bebés são coisas chatas, barulhentas e sujas que só ficam bem em postais de natal, vídeos de youtube e wallpapers de telemóveis de velhas decadentes. Não ficam bem como motores narrativos. Sabem a vontade que vocês têm de assassinar um bebé quando ele chora durante uma viagem de avião? Eu sinto isso na sala de cinema, durante o filme. Todo. “É a vida!” é uma tristeza de uma desculpa para se poupar dinheiro numa creche. Além de ser das piores escolhas de título de sempre. “É A Vida!”, “Vidas!”, “Isto já não é o que era!”, “São uma cambada de ladrões!” não são bons títulos de filmes, são maneiras de acabar e despachar com pessoas que não gostamos de ouvir. Como os pais de uma criança acabada de nascer, por exemplo.
O meu conselho desta semana chama-se “NOME A ANUNCIAR“ e é de um autor do qual não me lembro do nome. O documentário tem 2 horas e segue um doente com Alzheimer enquanto este pratica algumas actividades simples como fazer um sudoku; escolher um prato num restaurante e a refilar depois com os empregados; jogar ao “quem é quem?”; pagar a conta da luz e da água no Multibanco; e por fim, perceber se ganhou ou não o Euro Milhões, ao ouvir os números vencedores sem saber onde está o talão.

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Thursday, October 28, 2010

Ford C-max

Pronto.
Sou um vendido.
Já faço publicidade.
Já não tenho princípios ou qualquer réstia de moral.
Mas que foi divertido fazer isto, foi.

Eu, o Luís Franco Bastos e a Rita Mendes a dançarmos a macarena.
Ou a fazermos com que um Ford C-Max pareça fixe.




Wednesday, October 27, 2010

25% dos portugueses já fizeram sexo no trabalho

ESTUDO RECENTE/GF – Um estudo divulgado esta semana pela revista “Time Out” revelou que 25% por cento dos portugueses confessa já ter tido sexo no local de trabalho, provando que os portugueses, especialmente na redacção da “Time Out”, gostam de fazer “horas extra ordinárias”.
Segundo o estudo, a velha expressão “não comas a carne onde ganhas o pão” não faz qualquer sentido e somos um povo de “prego no pão”, de “bifana no prato” e de “entremeada na sala de reuniões”. No que toca ao lado feminino, 20% mulheres confessou ter tido sexo no local de trabalho – e nem todas o fizeram para ficar com o emprego em si. Já no caso dos homens, o número é de 35,2% – com as longas pausas de café, sozinhos no carro, também a contar. De todas as actividades laborais praticadas em Portugal, há alguns empregos em que se percebe a predisposição sexual, como strippers, o mundo da alta-costura ou o trabalho solitário dos portageiros de auto-estradas. No entanto, há empregos em que considerar tais números se torna mais complicado, como no caso de profissionais dedicados de uma morgue, de creches ou do jardim zoológico. Se por acaso está desempregado, não se preocupe, porque o centro de emprego da sua área com certeza terá uma linha de telefone pronta para o satisfazer.

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Monday, October 25, 2010

"Isto é o Q?" #4

A vida não é fácil para nenhuma canal de televisão.
Especialmente para o Q.
Por isso, neste episódio do "Isto é o Q?", Rui Unas tenta revitalizar o canal, mundando-lhe os conteúdos.
À força. A pontapé mesmo. - ...e a propósito de pontapé, preparem-se para o Marco do Big Brother.

Pelo meio há ainda um guionista que quer saltar à boca de qualquer mulher do canal Q.
Sem muito sucesso...
(E diga-se que qualquer semelhança desse guionista comigo é pura... verdade.)

ÚLTIMA HORA: Foram encontradas as sobrancelhas de Paulo Sérgio

ZEROCELHA/GF – Naquela que foi a operação desenvolvida pela Polícia Portuguesa mais complexa e demorada desde a abolição do bigode, esta semana foram encontradas as sobrancelhas de Paulo Sérgio, sãs, salvas e cofiadas.
Em conferência de imprensa, o comandante responsável pelo resgate e salvamento da pilosidade do treinador leonino revelou que “estão ambas sãs e salvas. Podemos dizer que estiveram este tempo todo debaixo dos nossos narizes, camufladas de bigode durante meses. Neste momento, estão num local seguro: a tapar um buraco no relvado do Alvalade XXI.” No entanto, Gonçalo Amaral tem uma teoria diferente, que irá revelar no seu livro “A Pilosidade da Mentira“. Segundo o investigador, a sobrancelha esquerda manteve-se feliz como tapete de entrada da família Borges, no distrito de Castelo Branco. Já a direita esteve no sovaco de uma porteira de Alcabideche dois meses, até se ter sido chamada para substituir o sinal do Maxi Pereira, que teve uma consulta médica. Paulo Sérgio agradeceu à Polícia portuguesa e pediu para agora, lhe encontrarem os pêlos do peito que não vê desde 1997.

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Hugo Chávez aproveita a época de saldos de Portugal

FEIRA DA LADRA/GF – Em tempo de crise, os descontos de 30, 50 e 70% na Bershka, na Dentinho e em Portugal fazem as delícias de Hugo Chávez. Chegado este domingo, o Presidente Venezuelano já está com Sócrates, seu grande amigo, confidente e merceeiro.
“Em tempo de crise tem que se encontrar mais barato. Eu, por exemplo, gosto da lasanha do LIDL, da fruta no Pingo Doce e dos estaleiros em Portugal” disse Chávez enquanto enchia a banheira com água quente para brincar com os seus barquinhos. De cartão VISA na mão, Chávez terá passeado o dia inteiro pela nossa nação, vendo tralha a preços acessíveis, dizendo que Portugal era “uma loja dos chineses mas em bom, sem chineses”. Outra das compras que Chávez fez em Portugal foi a de mais milhão e meio de computadores Magalhães. Segundo o mesmo, serão todos para transformar em minas anti-pessoais e espalhar pela fronteira com a Bolívia. Sócrates tentou ainda regatear para que Chávez comprasse o Presidente da República, mas Chávez não precisava de bibelots.

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Thursday, October 21, 2010

Picado vs "Agentes de Reserva"

“Agentes de Reserva” – …criatividade a martelo

CONTRA PICADO/GF – Um local ambiental protegido nomeia-se de “reserva”. Um vinho quer-se de reserva. Um lugar num restaurante convém marca-se de reserva. A última coisa que se quer que seja de reserva é um agente da autoridade. Se os activos já passam demasiado tempo a mandar piropos e pouco a correr atrás de criminosos com sacos de dinheiro, muito pior serão dois que são chamados por substituição. O público não quer um filme sobre os Mantorras da Lei. As coisas que estão guardadas de reserva são para ser usadas como última necessidade, como conservas, poupanças monetárias ou ex-namoradas badalhocas. Nunca em primeira instância. “Agentes de Reserva” é um filme de acção e comédia que acompanha dois agentes trapalhões, cómicos e renegados que são eclipsados dentro da sua esquadra por dois super polícias musculados e populares.
Ou seja, é um filme sobre dois Polícias metrossexuais que conseguem fazer mais flexões de seguida que dois Polícias sem namorada e com demasiado tempo livre. Ao menos Hollywood apercebeu-se das possibilidades cómicas de juntar polícias profissionais e sérios com polícias trapalhões e cómicos. É que ainda só foram feitos 108792 filmes com essa premissa. Não percam na próxima semana, quando estrear um romance sobre um casal separado por causa de uma guerra qualquer, um filme de ficção científica com um monstro vindo do espaço e um filme de terror com uma menina assustadora com cabelos à frente dos olhos. Há tanta criatividade nos argumentistas de Hollywood como há vontade de aprovar o OE em Passos Coelho. Querem ir ver este filme? Atentem no cast: Samuel L Jackson, The Rock, Mark Wahlberg, Will Ferrel, Eva Mendes e… Paris Hilton. Isto não é um filme. É o “Natal dos Hospitais” da pimbalhada americana. O público de doentes crónicos e pré-comatosos são vocês, espectadores.
Como conselho cinematográfico desta semana – e sim, tenho noção que vocês dão tanta atenção a estas obras como a irmã do Cristiano Ronaldo dá ao expressionismo alemão na literatura – quero mencionar “Importância a Pagar” uma foto novela romântica sobre um camionista de Bragança com problemas de diabetes, totalmente contada com multas da EMEL.

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Wednesday, October 20, 2010

30 por cento da população portuguesa sofre de dor crónica

ESTUDO RECENTE/GF – Os portugueses, conhecidos por acusarem “os outros”, dizerem sempre que a culpa é “deles” e de se “queixarem daquilo”, finalmente tem um diagnóstico plausível. Um grupo de médicos diagnosticou que 30% dos portugueses sofrem de dores crónicas, sejam elas físicas ou, até mesmo, clubísticas.

“Eu já tentei mas eu não consigo, não consigo deixar de ser do Sporting, não consigo!” disse um doente de dor crónica que pediu para permanecer anónimo porque era presidente do clube em questão. Apesar dos seus já famosos queixumes, parece que 30% dos portugueses não estão só a fazer fita. No entanto, o número de doentes crónicos não está tão alto como seria de esperar para o panorama português. José Romão, da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), explicou que “ainda assim há factores que apesar de agressivos e nocivos não são crónicos ou eternos, como o Sócrates, a TVI ou os Delfins.” A melhor cura para a dor crónica parece ser a prevenção, o que implica que não deve fazer do seu filho sócio de qualquer clube de futebol, partidário de qualquer político ou, se possível, cidadão português. José Romão acabou congratulando Portugal pela celebração da “semana mundial da luta contra a dor”, tecendo apenas a sua tristeza por ter saído o Vasco este fim-de-semana da “Casa dos Segredos”.

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Monday, October 18, 2010

Isto é o (censurado)!

Eu até vos dizia o que eu acho deste episódio...

... mas é provável que fosse censurado.

Resgate de Bugs Bunny da sua toca poderá levar 4 meses

RABBIT HOLE/GF – Às 18h do passado domingo, depois de um pequeno tremor de terra nas placas tectónicas sob Looney Town, a personagem animada conhecida como Bugs Bunny ficou presa na sua toca subterrânea. As autoridades já estão no local e avisaram que o resgate poderá demorar 2 a 4 meses.

“É um tragédia sem nome. Uma coisa são 33 mineiros no Chile, que não interessam a ninguém. Outra coisa é este sacana deste coelho ficar ali debaixo 4 meses sem eu puder tentar acertar-lhe com um tiro e falhar escandalosamente até ele se vestir de mulher para me enganar vezes e vezes sem conta…” disse Elmer Fudge, ainda agarrado à sua carabina. Os planos para o resgate já foram divulgados. Durante as próximas semanas Taz, o demónio da Tasmânia, deverá rodopiar sobre si próprio sempre no mesmo local, fazendo um buraco com 200 metros de profundidade. Seguidamente, e com o buraco já feito, Tweety deverá trazer Bugs à superfície voando. No entanto, e porque o resgate irá demorar, as autoridades já fizeram saber que Bugs Bunny tem na sua toca tudo aquilo que precisa para sobreviver a estes 4 meses: oxigénio, cenouras e roupas de mulher para se ir trocando ao seu gosto.

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Thursday, October 14, 2010

Portugueses têm em média 196 amigos no Facebook

ESTUDO RECENTE/GF – Esta semana a empresa TNS conseguiu juntar as duas coisas mais comuns num funcionário público português – a hora de expediente e o Facebook – e chamar-lhe um “estudo assim para o importante”.
Tendo o Facebook e o e-mail como principais actividades cibernéticas, os portugueses passam uma média de 13 horas online por semana, sendo que 10 dessas são a tratar da sua quinta e 3 a ver pornografia. No que toca ao Facebook, a média mundial é de 130 amigos mas os portugueses conseguem atingir a bela marca de 196 amigos de média, isto apesar de adicionarem ex-namoradas, o chefe e ainda pior, os pais. Ainda segundo o mesmo estudo, os Japoneses são os que têm menos amigos, 28. Ou seja, são tão populares como agora o Moutinho é no Sporting. Com a maior média de amigos estão os Malaios com 233, principalmente porque precisam do maior número de pessoas possíveis para lhes tentarem explicar onde raio é a “Península do Malaia”. Voltando a Portugal, e apesar destes 196 amigos de Facebook, os portugueses só têm uma média de 9 amigos reais, 3 imaginários e 73 daqueles inventados em conversas de café, estilo “ah, eu tenho um amigo que conhece esse gajo, sim.”

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Picado vs "A Cidade"

“A Cidade” – …que se nunca dorme, devia

CONTRA PICADO/GF – Estive a pensar, durante largos minutos – que apenas por acaso coincidiram com uma ida minha à casa de banho – sobre qual seria o equivalente do Ben Affleck para o universo português. Depois de um gloriosos 4 minutos e meio – e a devida lavagem de mãos – apercebi-me de quem seria. Sendo menos jovem do que gostaria, celebridade sem razão aparente e inexplicavelmente considerado um sex symbol: O Ben Affleck português é o Pedro Granger. Agora imaginem que o Pedro Granger realizava um filme sobre um bando de assaltantes de bancos que moram na Amadora. Faz sentido? Não. Primeiro porque o Ben Affleck tem tanta destreza e capacidade para realizar cinema como o Pedro Granger tem para ler telepontos. E depois porque um filme sobre criminosos que assaltam bancos filmado por um betinho é algo que tão verosímil como quando o Cavaco sorri.
“A Cidade” tem tanto de Ben Affleck que me parece perigoso sequer reconhecer que existe. O homem escreve, realiza e protagoniza o filme. Desde o gajo que se esqueceu de um reactor ligado em Chernobyl que uma pessoa não tinha tanta culpa em tão grave acidente. Se quer de facto ir ver este filme, fique sabendo que pode acabar nas notícias. Não porque fica com algum problema de saúde, ou porque acaba o filme com vontade de assaltar um banco mas porque todos os espectadores na sua sala terão de ser resgatados do local, um a um, puxados por uma gaiola através de um buraco no tecto.

Em relação ao meu conselho cinematográfico desta semana, vou permanecer dentro do tema “bancos”. Em 1998, Carlos Ávila Pereira, um minhoto talhante desempregado quis pedir um empréstimo para comprar uma máquina de costura Singer dos anos 20. Ao ver o seu pedido recusado pelo banco, resolveu realizar o documentário “Carimbo 27 na Portaria 2”. “Carimbo 27 na Portaria 2” acompanha o percurso de um formulário 196-A dentro de um banco, desde o seu preenchimento por um cliente anónimo até ser processado e aceite. Tem 10 horas e meia e demorou 17 anos a ser filmado.

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Tuesday, October 12, 2010

Só para verem como a minha família funciona

Eu: "Mãe, ontem a jogar futebol magoei-me numa perna e custa-me a andar. O que é que posso fazer?"

Mãe: "Ah, a sério?! Então, podes levar uma bengala e parecer o House a andar!"

Monday, October 11, 2010

"Isto é o Quê?" #2

A saga nos bastidores do Canal Q continua.

"Isto É O Quê?": a única sitcom que tem render's no Final Cut, discussões entre irmãos Markl, uma colecção de autocolantes de fruta e o Rui Unas, tudo no mesmo hotel.

“XII Campeonato do Mundo de Fumadores de Cachimbo” confundido com encontro de intelectuais de esquerda

ELEMENTAR, MEU CARO FUMADOR/GF – Depois do “Campeonato Mundial de Jogadores de Sardinha” e do “Campeonato Europeu de Coleccionadores de Palitos Usados”, chegou a Portugal a realização do evento mais ridículo que faltava: o “XII Campeonato do Mundo de Fumadores de Cachimbo”.
Nunca competição famosa pela sua competitividade e agressividade em campo, a 12ª edição deste evento desportivo ocorreu sem grandes incidentes, fora um indivíduo que se enganou no tipo de “cachimbo” e levou água e droga. De resto, todos os participantes apreciaram a iniciativa e mostraram-no chupando a piteira dos seus gloriosos cachimbos, naquilo que foi facilmente confundido com um ajuntamento de intelectuais de esquerda armados ao pingarelho. “Já desde o Festival de Cinema Francês que não se viam tantos juntos” disse Armelinda Gomes, uma porteira que achou a palavra “cachimbo” gira para usar como nome para cão. O campeonato decorreu ao longo de todo o domingo passado, com 300 fósforos queimados, 300 cachimbos fumados, 829 conversas sobre Goethe apreciadas e 140982 piadas feitas em que a punch-line era “o Sherlock Holmes”.

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Prestes a serem salvos, mineiros Chilenos recusam-se a sair da mina

NÃO, NÃO E NÃO!/GF – As operações de escavação para chegar aos mineiros soterrados no Chile ficaram prontas antes do prazo inicialmente comunicado, provando que os trabalhadores que fizeram o furo no chão, não são de certeza portugueses.
No entanto, e com o início do salvamento marcado para esta terça-feira, os mineiros soterrados já fizeram saber que não fazem tensões de abandonar a mina tão cedo. “Disseram que eram 3 meses, agora ficamos aqui três meses. Fui eu decorar isto tudo para quê? Uma pessoa cria laços, caraças!” comunicou Manolo, através de um copo ligado à superfície por um fio. Outro mineiro – o que tem a barba mais parecida com a do B Fachada de todos os soterrados – confessou que não gosta da ideia de ser içado num aparelho que está a ser apelidado de “gaiola”. Carlos Guacamala disse mesmo “que raio de nome foram dar àquilo. Era assim tão difícil chamar-lhe elevador? Há assim tão poucos elevadores no Chile que chamamos gaiola a uma porra de um ascensor?!”. Os mineiros prometem assim fazer “birra”, cruzando os braços, batendo o pé, virando costas e fugindo a correr pela sala fora perante qualquer tentativa de os levarem para a superfície.

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Saturday, October 09, 2010

Venha conhecer a "GUIGUITO"

Fui hoje a uma apresentação de uma empresa de renome cujo processo de vendas de serviços funciona por aquisição de representantes. Ou seja, não se gasta dinheiro em publicidade, ao invés disso aliciam-se pessoas a juntarem-se à empresa – por um preço de entrada – e depois a trazerem mais amigos para a empresa, com promessas de prémios, bónus e uma carreira.


Quando abandonei o local, lembrei-me que o melhor seria não me juntar mas sim criar a minha própria empresa.
Aqui fica o meu manifesto:

“Olá. O meu nome é Guilherme Fonseca e eu estou aqui para vos falar de uma oportunidade de negócio fantástica. Não desistam já de mim. Ouçam-me porque o que eu vos vou dizer vai mudar a vossa vida – como o domínio do fogo, a invenção da roda ou até mesmo o oxigénio mudaram. Preparem-se.

A minha empresa chama-se “GUIGUITO”. Podem perceber pelo nome que isto é sério e que se estão a meter numa oportunidade credível e única. – Se não gostaram do nome, ele pode ser mudado. Não é assim tão importante porque o que importa é a fantástica oportunidade de negócio que vocês poderão encontrar aqui. Não interessa o nome. A minha empresa é como aquela rapariga que vocês conhecem num bar, muito gira, metem conversa e depois ela diz que se chama Erica, vocês vão para a cama com ela mas depois não dizem o nome dela aos vossos amigos porque vão ser gozados. A minha empresa é como a Erica, muita boa na cama e tudo.

A ideia é simples. O que é que todos queremos? Dinheiro. O que é que todos somos? Preguiçosos. De que é que temos medo? De ser presos. Unindo estes importantes e vitais pontos que todos temos em comum, desenvolvi o sistema perfeito, legal e inovador de todos melhorarmos as nossas vidas com a “GUIGUITO” – lembrei-me agora que também se podia chamar “GUITOGUI” porque parece o nome de um Transformer. Se gostarem mais, fica este.

Para todos ficarmos muito mais ricos e, consequentemente, felizes, só precisam de… 10 euros. Barato, não? Aposto que todos têm 10 euros nas vossas carteiras agora mesmo. – se não tiverem, a rede nacional de Multibancos deverá estar presente nos vossos bairros. Agora, são esses 10 euros que vos poderão render milhares de milhões de biliões no futuro – só têm de querer, trabalhar e provavelmente, deixarem de fazerem qualquer outra coisa na vida a não ser dedicarem-se à GUIGUITO.

Como funciona? Primeiro passo: pegam nesses 10 euros e dão-mos. Simples. Directo. Não custa nada. E sem saberem, já estão a ganhar. Sim, já estão a ganhar. Fizeram um amigo, ajudaram a economia ao movimentar dinheiro e entraram na melhor oportunidade da vossa vida, sem qualquer entrave ou problema. O que vocês têm de fazer agora é simplesmente arranjarem 2 novos amigos e falarem-lhes da GUIGUITO. Expliquem-lhes que esta é uma oportunidade única e especial numa vida e depois peçam 10 euros a cada um. Desses 10 euros, dão-me 2 a mim e ficam com 8. Já viram? Acabaram de ganhar 16 euros! Já têm 6 de lucro! Agora peçam aos vossos 2 amigos para arranjarem mais 2 amigos e por aí fora – enquanto aumentam o vosso dinheiro à velocidade a que aumentam os vossos amigos no Facebook.

Imaginem agora as potencialidades de todo este negócio se andarem pela rua a pedir 10 euros a toda a gente – mesmo que tenham de arrumar carros, assassinar alguém ou quem sabe, prostituírem-se, não interessa. O dinheiro nunca parará de aumentar e vocês serão eficazes, práticos e úteis para a sociedade. Verdadeiros homens de negócio – o importante é nunca esquecerem os 2 euros que são para mim. É muito importante para que tudo funcione bem. Eu tenho moedas trocadas, se precisarem.

Juntem-se a mim na GUIGUITO. É a melhor maneira, e mais rápida, de se tornarem bilionários sem terem de presidir um clube de futebol ou abrir uma rede de narcotráfico com entrada pelo porto de Lisboa. É legal e permite-vos até conhecerem pessoas novas – aviso: se esses novos amigos forem da DGCI (Direcção Geral de Contribuições e Impostos) o meu nome legal é Rodrigo Cantanhede.

Lembrem-se disto: juntos seremos muitos porque separados seriamos poucos. Com uns simples 10 euros vocês podem ganhar dinheiro suficiente para arranjarem os dentes ou jogarem Golf com homens importantes porque usam fato – coisas que as pessoas com muito dinheiro fazem. Enquanto fumam charuto e tudo.

Se não acreditam em mim – o que eu a esta altura duvido porque já vos disse que esta é uma oportunidade única e especial de mudarem as vossas vidas – leiam os testemunhos de pessoas com muito, muito dinheiro, que falaram da GUIGUITO antes de entrarem nos seus carros descapotáveis e de irem para saunas e assim:

“Esta coisa da (…) GUIGUITO é (…) uma g’randa (…) futuro.
Prof. Dr. Eng Manuel Igrégia – CEO de uma empresa de calçado

“Pirem-se daqui ou (…) presos (…) às vossas vidas (…) isso da GUIGUITO é uma (…) janela.”
Dr. Mestre VIP Catedrático Sandro Cardoso – CEO de uma companhia aérea de transporte de gado

Venham mudar o meu e o vosso futuro.
Eu espero por vocês.
(Só não se esqueçam dos 10 euros, se faz favor.)”

Friday, October 08, 2010

Picado vs "REC 2"

"REC 2” – …porque o STOP está estragado

CONTRA PICADO/GF – Sabem o que eu faço quando me quero assustar? Vou ao Multibanco e levanto um talão com o meu saldo. Ou leio exames de português de alunos do 9º ano. Ou pior, ouço o Sócrates a falar Inglês. Um morto-vivo, por muita vontade que tenha de morder, não me assusta. Só há três mortos-vivos que me conseguem arrepiar: a Betty Grafstein, o Mário Soares e, de certos ângulos, o Santana Lopes. Não há nada que saia de cemitérios que me causa qualquer tipo de terror – a não ser um carro funerário descontrolado a vir na minha direcção. “REC 2” é a sequela de um filme de terror espanhol, sobre um prédio infestado de mortos-vivos. Não há narrativa mais simplista e básica do que esta: “herói, foge daqui o mais depressa possível senão morres”. Ver “REC 2” é como assistir enquanto um hamster tenta sair de um labirinto infestado de rottweiler’s. Ou um grupo de cegos a tentar atravessar um campo minado na Somália.
Ainda por cima estes mortos-vivos são espanhóis. Não há povo na Europa que coma pior que os nuestros hermanos. Eles não tomam pequeno-almoço, almoço ou jantar, só comem Tapas, o que é o equivalente a “lanchar” durante o dia todo. Um morto-vivo espanhol não come um ser humano, dá-lhe umas dentadinhas enquanto aleijar e depois vai ouvir Alejandro Sanz. Só a ideia de estar fechado no meu prédio é que me assustam. A Dona Clara, do terceiro esquerdo, tem o hábito de grelhar sardinhas ao som do hit veranil “Papa Americano”. Escusa de ver o filme, para passar exactamente pelo mesmo tipo de terror basta-lhe trancar a porta do seu prédio, convocar uma reunião de condomínios e dizer que lhe cheira demasiado a fritos aos fins-de-semana. Acredite que 2 horas depois está a lutar pela vida.
O meu conselho desta semana é das peças mais acutilantes e vibrantes do cinema Romeno dos últimos 74 anos. Pralopov e Katraviov são dois irmãos que ficaram desempregados depois da companhia aérea onde trabalhavam fechar devido a uma intoxicação alimentar em massa com uma refeição de peixe. Juntaram trocos, compraram uma câmara e conceberam “Risu”, onde durante 4 horas, vestidos de palhaços, fazem truques de magia e com balões no meio da morgue do hospital central de Bucareste. O filme termina com a aparição de uma bailarina Burlesca que diz para a câmara “este público está um bocado morto” de trás para a frente.

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Ponto.

Estou a fazer um esforço agora, mais do que nunca na minha vida, para ser puro.
Para dizer o que sinto.
Quando sinto.
A quem sinto.

Estava cansado de ver cenas inteiras a passarem por mim. Frustrado de não ter tomates para me mexer e ser eu a controlá-las. Irritado de ter a oportunidade de voltar para trás, dizer as palavras que queria dizer, e viver com as consequências. E de acabar por ter esses momentos a passar como meros replays eternos na minha consciência.
Agora, ando a fazer deles a minha narrativa.

Mas por muito libertador que isso seja, sinto-me controlável.
Sinto que não tenho segredos.
Atirar-se o baralho para cima da mesa dificulta qualquer tentativa de bluff.

Mas ao menos durmo descansado. Ao menos disse o que queria.
Já não deixo a minha história na mão de escritores terceiros.

Ponto.
Parágrafo.
Travessão.

Thursday, October 07, 2010

1 em cada 4 portugueses tem uma arma de fogo

ESTUDO RECENTE/GF – Na semana em que se comemoram 100 anos passados desde a Implementação da 1ª República, foi divulgado que 1 em cada 4 portugueses possui uma arma de fogo – provando que estamos a um Rei e um cartucho de balas de distância de uma viagem no tempo.
Depois de se analisarem as zonas mais armadas em Portugal o norte fica claramente a ganhar, sendo que só em complexos desportivos o número de armados é de 5 em cada 3. Os locais onde existe menos presença de armas são Escolas Primárias, Igrejas e Esquadras de Polícia. Os Directores da PJ e da GNR aproveitaram assim a divulgação destes dados para lançarem um apelo, pedindo ajuda ao Governo para melhorar o armamento das suas forças. Devido ao débil orçamento disponível, as forças de segurança portuguesas andam armadas com armas de plástico, bisnagas e o indicador estendido dentro do bolso do casaco. Numa rápida onda de solidariedade, centenas de armas já estão a ser cedidas por ex-militares, taxistas e líderes partidários de extrema-direita – sendo que só estes últimos já cederam tanto armamento como o presente num condomínio na Quinta da Fonte.

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Monday, October 04, 2010

"Isto é o Q?"

O que acontece quando misturamos uma sitcom,
...um documentário falso,
...e o funcionamento de um canal de televisão inteiro?

Não sabemos bem.
É por isso que nos perguntamos o que raio é isto.

"Isto é o Q?" é a nova série do Canal Q, que passa aos domingos pelas 22.40h.
Sigam o Rui Unas enquanto ele... apresenta... conhece... tenta trabalhar... pelo Canal Q.

(Faço só uma pequena chamada de atenção aos brilhantes - e inesperados - cameos no final deste primeiro episódio.)

Oposição recusa-se a fazer “ponte” ou qualquer outra obra pública só porque é “véspera de feriado”

WORK IN PROGRESS/GF – Vários partidos da oposição disseram hoje, segunda-feira véspera de feriado, que não fariam “ponte” ou qualquer outra grande estrutura que apenas vá piorar a situação económica do país.
“A nossa posição não é surpresa para ninguém. O país não está em condições de fazer mais uma ponte, muito menos em véspera de um feriado.” disse Francisco Louçã quando entrava ao trabalho hoje de manhã. Completou ainda dizendo que era uma vergonha “os portugueses irem na conversa do primeiro-ministro e ajudarem todos a fazer essa tal nova travessia sobre o Tejo, só porque amanhã não trabalham”. Também justificando a sua tomada de posição com a débil situação financeira do País, Paulo Portas foi mais longe e lançou mesmo uma acusação a José Sócrates, defendendo que “fazer-se ponte, TGV ou Aeroporto e depois parar-se no dia seguinte é contraproducente e debilitante para o país”. No entanto, e apesar desta consternação da oposição, milhares de portugueses aproveitaram que dia 4 era véspera de feriado e enveredaram pelas obras públicas, ficando no sofá sem se mexerem de capacete protector colocado.

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Hoje comemora-se o dia 4 de Outubro, Dia da Implantação da Ideia de Implantar a República

FELICIDADES/GF – Tão pontuais e importantes como as comemorações do centenário da República no dia 5 de Outubro deste ano, são as comemorações do centenário do dia 4 de Outubro, onde há 100 anos se mostrou veementemente que se tinha a ideia de Implementar a República mas só no dia seguinte.
“É uma data claramente ofuscada pelo dia seguinte mas que também merece o seu devido destaque e reconhecimento. Não é todos os dias que se implementa a ideia de se implementar uma república.” confessou José Hermano Saraiva a’O Indesmentível, depois de 7 horas em que explicou como se construía uma caravela no Séc. XV. Os festejos do dia 4 de Outubro são festejados preparando-se os festejos do dia 5, com milhares de portugueses a juntarem-se para escolherem canapés, que roupa vestir e que música se vai ouvir no dia seguinte. “Se há 100 anos os nossos antepassados a esta hora estavam à pancada, que isso sirva de pretexto para darmos um belos açoites numa quiche de legumes!” disse José António Costa, um ávido fã da comemoração do dia 4 de Outubro e de entradas servidas frias. Infelizmente para os adeptos desta data nem toda a gente compareceu aos festejos. Segundo os puristas da data, há muita gente que fica de ressaca depois de comemorar o dia 3 de Outubro, o dia da Tomada de Consciência de Que Era Porreiro Implementar-se Alguma Coisa.

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Friday, October 01, 2010

Picado vs "Comer Orar Amar"

“Comer Orar Amar” – …não necessariamente por esta mesma ordem

CONTRA PICADO/GF – Comer todos comemos. Amar todos tentamos. Orar alguns de nós evitamos. No entanto, estes três conceitos juntos no mesmo título pode levar a confusões desnecessárias. Para um obeso, comer e amar são exactamente a mesma coisa, e no meio das suas inseguranças camufladas à base de sobremesas, o obeso só irá orar quando estiver deitado numa maca, prestes a ter agrafes no estômago. Para o mundo da prostituição, comer é sempre mais barato do que amar, se bem que pelo meio se reza de joelhos. No caso de um Padre Católico, a confusão pode ainda ser maior. Comer e amar são sinónimos de orar, principalmente em aulas de catequese, baptismos ou crismas. No que toca a orar, é onde Hollywood está pior habituado. Rezar o terço é apenas um hábito de actrizes que querem começar carreira e deixam cair umas folhas no chão do gabinete do produtor executivo.
Comer ainda pior. Há pouca gente em Hollywood que coma – se bem que depois actores como John Goodman ou a Renée Zellwegger. Amar já é mais comum pelas terras do Tio Sam. Há até demasiadas pessoas apaixonadas por elas próprias e/ou pelo dinheiro dos outros. “Comer Orar Amar” parece muito pouco o título de um filme e bastante mais as instruções de sobrevivência numa orgia de obesos. E se olharmos para a narrativa, não está muito longe: Uma mulher americana percebe que é infeliz e depois de se divorciar do seu marido, parte numa viagem pelo mundo para se descobrir. Isto parece-me exagerado. A maior parte das mulheres que se querem “descobrir” usam um espelho de mão e nenhuma roupa interior. Não vos vou aconselhar a não irem ver este filme. Prefiro que vão e que se tornem anorécticos. É mais saudável.
No que toca ao meu conselho cinematográfico desta semana, quero mencionar “Papa La Papa, Papa”, um documentário de 6 horas, filmado por Giocomo LaGuardi Pepi. Nos últimos 25 anos, Giocomo filmou clandestinamente todos os Papas que passaram pelo Vaticano a comer e lança agora publicamente esta obra, que mostra como João Paulo I não come a sopa até ao fim, como Bento XVI não gosta das batatas fritas mais queimadas e como João Paulo II roubava colheradas de mousse de chocolate aos seus acólitos.

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