"For men sex is such a constant thing. It's not even sex to us, it's just pussy. That's what we call it. Pussy. It has nothing to do with women. It's not about girls or chicks, like it was in the fifty's. There's no guys anywhere in the world saying "let's go meets some chicks. Kiss them on the mouth and see what happens." There's none of that. "Hmm. I sure would like to have my arm around a girl". It's just... pussy. It's not even A pussy. It's not some people's pussys. It's just pussy. Like big pink ballon letter's in front of our face's all the time. To men it's just an element of the universe. Like, it should be on the chart of the elements. Next to tin and ammoniac. PY. With an atomic weight of twelve. Or whatever pussy atoms weigh."
- Louis CK no espectáculo "Live at Beacon Theater"
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Wednesday, December 14, 2011
Beacon Theater
Tuesday, December 06, 2011
Being Rude
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Wednesday, November 23, 2011
Like, Totally
"But. Anyway. Now, i meant to talk about something else, earlier on. And i forgot what it was. I've remember what it is again, but i also forgotten. And that's really... what adulthood is like most of the time. You know you spend a lot of time walking back to the room to get the thing that you left the room so that you would go and use it somewhere else and on your way back to the room to get the thing you forget not only what it is but what room it was in..." - Dylan Moran no espectáculo "Like, Totally" (2004)
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Sunday, October 16, 2011
"Thrift" - Restrained or disciplined spending habits
"(...) The Wall Street Journal says that the entire country is living on a precarious precipice of debt; the government is deeply in hock and so are most of its citizens. It's a joy ride, they add but nobody in Washington seems to give a damn.
In the old days, when people were poor they lived poor. Today they live rich. I've discussed this with many wage earners in the eight-to-ten-thousand-dollar-a-year class and, in most cases, they admit that almost everything they own, they don't - their automobiles, their television sets, their houses, and the furniture. Their philosophy seems to be, 'What the hell - we may be dead tomorrow!' However, if their prediction is a few decades off, many of them will spend their old age living off the state.
Cleanliness may be next to godliness, but to my mind thriftiness would be closer. I consider myself one of the last survivors of a dying era. I'm the type that turns out the lights when i leave the room. I turn the water taps securely to make sure they don't drip. Although i have a cook, i go to the supermarket myself and pick out the food that she will eventually ruin."
- Groucho Marx em "Memoirs of a Mangy Lover", escrito em 1963.
In the old days, when people were poor they lived poor. Today they live rich. I've discussed this with many wage earners in the eight-to-ten-thousand-dollar-a-year class and, in most cases, they admit that almost everything they own, they don't - their automobiles, their television sets, their houses, and the furniture. Their philosophy seems to be, 'What the hell - we may be dead tomorrow!' However, if their prediction is a few decades off, many of them will spend their old age living off the state.
Cleanliness may be next to godliness, but to my mind thriftiness would be closer. I consider myself one of the last survivors of a dying era. I'm the type that turns out the lights when i leave the room. I turn the water taps securely to make sure they don't drip. Although i have a cook, i go to the supermarket myself and pick out the food that she will eventually ruin."
- Groucho Marx em "Memoirs of a Mangy Lover", escrito em 1963.
Thursday, September 08, 2011
Fry
"I worried that i was going to have to be primarily a writer. Why worry, you might ask? Well, although it is true that one feels fantastic when one has finished a writing task, it is mostly horrible while one is doing it. You will see therefore that writing, ghastly at the time but great afterwards, is exactly the opposite of sex. All that keeps one going is the knowledge that one will feel good when it's all over. I knew, as all writers know, that performers have a much easier life. They swan about being admired, recognized, pampered, praised and told how wonderful they are and what energy and resource and strength they have to cope with the pressure. Pah. They only work while they are in rehearsal, on set or on stage; for the rest of the time they can get up late and laze and lounge about like lords. Writers on the other hand are in a permanent state of school exam crisis. Deadlines croak and beat their wings above them like sinister rooks; producers, publishers and performers nag for rewrites and improvements. Any down time looks like evasion and indolence. There is no moment at which one cannot, and should not it seems, be at one's desk. It is also a desperately lonely calling.
(...)
Hugh (Laurie) and i were writer-performers - we wrote the material that we performed. I could not decide whether this meant we had the best of both worlds or the worst. To this day i cannot be sure."
Stephen Fry em The Fry Chronicles: onde fala da sua juventude, carreira, amores e amizade com Hugh Laurie e Emma Thompson.
(...)
Hugh (Laurie) and i were writer-performers - we wrote the material that we performed. I could not decide whether this meant we had the best of both worlds or the worst. To this day i cannot be sure."
Stephen Fry em The Fry Chronicles: onde fala da sua juventude, carreira, amores e amizade com Hugh Laurie e Emma Thompson.
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Saturday, June 04, 2011
Louie
Ando deliciado com isto.
É deprimente, lento e desconfortável. Mas é óptimo.
Do stand-up a esta série, Louis CK está a tornar-se rapidamente um dos meus comediantes preferidos.
A sua série chama-se "Louis" e é claramente, e oficialmente, inspirada em "Seinfeld".
Tem momentos de stand-up, um comediante a viver em Nova Iorque e humor sobre praticamente tudo. Mas a série "Seinfeld" era jovial, alegre e espalhafatoso. "Louie" é o lado negro da sua inspiração. Com a mesma piada.
Ora vejam um pedaço, com uma participação especial.
É deprimente, lento e desconfortável. Mas é óptimo.
Do stand-up a esta série, Louis CK está a tornar-se rapidamente um dos meus comediantes preferidos.
A sua série chama-se "Louis" e é claramente, e oficialmente, inspirada em "Seinfeld".
Tem momentos de stand-up, um comediante a viver em Nova Iorque e humor sobre praticamente tudo. Mas a série "Seinfeld" era jovial, alegre e espalhafatoso. "Louie" é o lado negro da sua inspiração. Com a mesma piada.
Ora vejam um pedaço, com uma participação especial.
Sunday, May 29, 2011
Making People Laugh
Para pessoas que gostem de stand-up, de comédia ou de coisas bem feitas em geral, "Making People Laugh", o último espectáculo do Jimmy Carr, devia estar para vocês como o tempo de antena para as eleições.
Obrigatório e hilariante.
O homem faz piadas rápidas e simples. Portáteis e descartáveis. O espectador está a digerir uma e já lhe estão a enfiar outra pela goela a abaixo. É bruto, rápido e gere o ritmo como poucos comediantes que eu tenha visto até hoje.
Mas o melhor de tudo, é a capacidade de improvisar com o público. São muitas actuações a virar frangos. E talento, claro.
Não acreditam em mim, vejam por vocês.
Este clip e todo o espectáculo.
Obrigatório e hilariante.
O homem faz piadas rápidas e simples. Portáteis e descartáveis. O espectador está a digerir uma e já lhe estão a enfiar outra pela goela a abaixo. É bruto, rápido e gere o ritmo como poucos comediantes que eu tenha visto até hoje.
Mas o melhor de tudo, é a capacidade de improvisar com o público. São muitas actuações a virar frangos. E talento, claro.
Não acreditam em mim, vejam por vocês.
Este clip e todo o espectáculo.
Tuesday, May 03, 2011
O jantar dos Correspondentes
Imagine que se mete numa sala o Presidente dos EUA, um monte de jornalistas, comediantes e uma dose cavalar de auto-ironia. E claro, estrelas de Hollywood, ou não fosse isto a América.
Ah, e o Donald Trump.
É bom ver este sentido de humor em pessoas que conseguem falar a sério, matar terroristas a sério, fazer photoshop nessas fotografias a sério, e depois brincar quando é preciso.
É bom ver quem manda sabe rir de si próprio.
Ah, menos no Donald Trump.
Seth Meyers (coordenador de guiões e membro do cast do SNL)
E o Presidente dos EUA, senhoras e senhores.
Ah, e o Donald Trump.
É bom ver este sentido de humor em pessoas que conseguem falar a sério, matar terroristas a sério, fazer photoshop nessas fotografias a sério, e depois brincar quando é preciso.
É bom ver quem manda sabe rir de si próprio.
Ah, menos no Donald Trump.
Seth Meyers (coordenador de guiões e membro do cast do SNL)
E o Presidente dos EUA, senhoras e senhores.
Tuesday, April 26, 2011
Talking Funny
Queria só dizer que isto é muito bom.
Não no sentido "muito bom" de "muita bom! Tem bués de piada!" mas no sentido "muito bom" de "vale a pena ver os maiores a conversar". Sobre ser-se os maiores.
Sobre como o Seinfeld ainda tem nervosismo antes de entrar em palco. Que eles também duvidaram deles próprios no início. Saber que há quem seja piquinhas. Quem seja infantil. E quem seja asneirento. E que todos, apesar de saberem que são os melhores, trabalham todos os dias para continuarem a ser.
A comédia americana pode ser uma realidade a palcos, comediantes e piadas de distância da portuguesa mas faz um calorzinho no estômago bom acompanhar esta hora de conversa e saber, sem qualquer dúvida, que todos os dias faço aquilo que mais gosto.
É por isso, que é muito bom.
E está apenas a um torrente de distância.
Não no sentido "muito bom" de "muita bom! Tem bués de piada!" mas no sentido "muito bom" de "vale a pena ver os maiores a conversar". Sobre ser-se os maiores.
Sobre como o Seinfeld ainda tem nervosismo antes de entrar em palco. Que eles também duvidaram deles próprios no início. Saber que há quem seja piquinhas. Quem seja infantil. E quem seja asneirento. E que todos, apesar de saberem que são os melhores, trabalham todos os dias para continuarem a ser.
A comédia americana pode ser uma realidade a palcos, comediantes e piadas de distância da portuguesa mas faz um calorzinho no estômago bom acompanhar esta hora de conversa e saber, sem qualquer dúvida, que todos os dias faço aquilo que mais gosto.
É por isso, que é muito bom.
E está apenas a um torrente de distância.
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Thursday, April 07, 2011
Quente. Morno. Frio. Gelado.
A casa de banho é um lugar sagrado, não é meramente o quarto onde lavamos as mãos antes das refeições. (A propósito, uma senhora perguntou-me porque é que os homens só têm pressa de ir lavar as mãos quando se anuncia que o jantar já está na mesa.)
"Depois de chegarem a casa", disse esta senhora, "têm todo o tempo e mais algum para se arranjarem para o jantar. Mas sentam-se a ler o jornal da tarde, entretêm-se com o rádio ou põem-se a fumar um cigarro, de pé, no meio da sala, à espera de que alguém diga: "O jantar está pronto." Nessa altura, respondem: "Vou já para baixo", correm escadas acima para a casa de banho e ficam por lá a chapinhar com a água, a mexer no sabão e nas toalhas, durante tanto tempo que uma pessoa pensa que eles estão a lavar a roupa toda da semana. E enquanto isso a sopa fica gelada."
E eu, também por acaso, queria saber porque é que na gíria das donas de casa tudo fica "gelado"quando a culpa é do homem. Quando a culpa é de outra pessoa qualquer, a comida apenas fica "fria", mas quando é do homem, fica sempre "gelada".
- Robert Benchley na crónica "Imaginação na Casa de Banho" do livro "Wit".
"Depois de chegarem a casa", disse esta senhora, "têm todo o tempo e mais algum para se arranjarem para o jantar. Mas sentam-se a ler o jornal da tarde, entretêm-se com o rádio ou põem-se a fumar um cigarro, de pé, no meio da sala, à espera de que alguém diga: "O jantar está pronto." Nessa altura, respondem: "Vou já para baixo", correm escadas acima para a casa de banho e ficam por lá a chapinhar com a água, a mexer no sabão e nas toalhas, durante tanto tempo que uma pessoa pensa que eles estão a lavar a roupa toda da semana. E enquanto isso a sopa fica gelada."
E eu, também por acaso, queria saber porque é que na gíria das donas de casa tudo fica "gelado"
- Robert Benchley na crónica "Imaginação na Casa de Banho" do livro "Wit".
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Wednesday, January 12, 2011
"Salvador Martinha está numa relação a solo"
Um conselho de amigo.
De amigo e para um amigo.
Vão ver isto, amigos.
As informações todas que importam estão no poster.
As piadas no espectáculo.
De amigo e para um amigo.
Vão ver isto, amigos.
As informações todas que importam estão no poster.
As piadas no espectáculo.
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Tuesday, January 11, 2011
Tuesday, December 28, 2010
"The great lie of modern dating"
"Male sexuality may seem on the surface like it runs rampant in society - there are strip clubs, porn websites, Maxim-style magazines, and titillating advertisements everywhere. But despite all this, true male desire is often kept repressed.
Men think about sex more than they will ever let women, or even each other, know. Teachers think about fucking their students, fathers think about fucking their daughter's friends, doctors think about fucking their patients. And right now, for every woman with even an iota of sex appeal, there's probably a man somewhere in the world who's touching himself and thinking about what it would be like to fuck her. She may not even know him: He may be that businessman who walked past her in the street or the college student who sat across from her on the subway. And any man who tells a woman otherwise is most likely doing so because he's trying to get in her pants, or the pants of someone else within earshot. The great lie of modern dating is that in order to sleep with a woman, a man must pretend initially as if he doesn't want to.
Most appaling to women is the male obsession with strippers, porn stars, and teenage girls. It is abhorrent because it threatens a woman's reality. If all men really desire a woman like that, then where does that leave her marriage and happily-ever-after fatasies? She's doomed to live them with a man who really wants that Victoria's Secret model or the neighbor's daughter or that dominatrix in the video he hides in his closet. As a woman ages, an eighteen-year-old girl will always be eighteen. Love is dashed on the rocks in the face of the possibility that a man doesn't want a person but a body.
Fortunately, this is not the entire story. Men are visual thinkers; thus we're often deceived by our eyes. But the truth is that the fantasy is often better than the reality. I had just learn that lesson. Most men evenually learn that lesson. (...)
Men are not dog's. We merely think we are and, on occasion, act as if we are. But, by believing in our nobler nature, women have the amazing power to inspire us to live up to it. This is the reason why men tend to fear commitment - (...)."
Nas páginas 408 e 409 do livro "The Game", escrito por Neil Strauss.
Men think about sex more than they will ever let women, or even each other, know. Teachers think about fucking their students, fathers think about fucking their daughter's friends, doctors think about fucking their patients. And right now, for every woman with even an iota of sex appeal, there's probably a man somewhere in the world who's touching himself and thinking about what it would be like to fuck her. She may not even know him: He may be that businessman who walked past her in the street or the college student who sat across from her on the subway. And any man who tells a woman otherwise is most likely doing so because he's trying to get in her pants, or the pants of someone else within earshot. The great lie of modern dating is that in order to sleep with a woman, a man must pretend initially as if he doesn't want to.
Most appaling to women is the male obsession with strippers, porn stars, and teenage girls. It is abhorrent because it threatens a woman's reality. If all men really desire a woman like that, then where does that leave her marriage and happily-ever-after fatasies? She's doomed to live them with a man who really wants that Victoria's Secret model or the neighbor's daughter or that dominatrix in the video he hides in his closet. As a woman ages, an eighteen-year-old girl will always be eighteen. Love is dashed on the rocks in the face of the possibility that a man doesn't want a person but a body.
Fortunately, this is not the entire story. Men are visual thinkers; thus we're often deceived by our eyes. But the truth is that the fantasy is often better than the reality. I had just learn that lesson. Most men evenually learn that lesson. (...)
Men are not dog's. We merely think we are and, on occasion, act as if we are. But, by believing in our nobler nature, women have the amazing power to inspire us to live up to it. This is the reason why men tend to fear commitment - (...)."
Nas páginas 408 e 409 do livro "The Game", escrito por Neil Strauss.
Wednesday, October 13, 2010
Thursday, September 23, 2010
Modern Family
A série já ganhou prémios, bateladas de dinheiro e carradas de espectadores mas só agora é que ganhou o meu afecto.
Eu não a conhecia e graças à publicidade dos Emmy's - e de ávidos colegas de trabalho - em 3 dias vi a primeira série toda e hoje começou a 2ª série. Ainda não me conseguiu desiludir.
A ideia não é original, o formato não é original e o humor não é original mas a série é brilhante. É como a boa cozinha. Os ingredientes já aqui estão todos. O bom cozinheiro é aquele que os junta da melhor maneira.
E "Modern Family" é especialmente fantástico em duas coisas: nos actores e no guião.
Como qualquer sitcom tem de o ser, mas como poucas sitcom's o conseguem ser.
O cast é aprimorado, não há personagens mais fracas e os 20 minutos passam depressa demais. É cómico quando tem de ser, dramático quando precisa ser e hilariante quando lhe apetece ser.
Era o passo lógico necessário na comédia televisiva depois do "Arrested Development" e do "The Office". Não é tão esteriónico como um, nem tão seco como o outro. É simplesmente al dente.
E obrigatório.
Eu não a conhecia e graças à publicidade dos Emmy's - e de ávidos colegas de trabalho - em 3 dias vi a primeira série toda e hoje começou a 2ª série. Ainda não me conseguiu desiludir.
A ideia não é original, o formato não é original e o humor não é original mas a série é brilhante. É como a boa cozinha. Os ingredientes já aqui estão todos. O bom cozinheiro é aquele que os junta da melhor maneira.
E "Modern Family" é especialmente fantástico em duas coisas: nos actores e no guião.
Como qualquer sitcom tem de o ser, mas como poucas sitcom's o conseguem ser.
O cast é aprimorado, não há personagens mais fracas e os 20 minutos passam depressa demais. É cómico quando tem de ser, dramático quando precisa ser e hilariante quando lhe apetece ser.
Era o passo lógico necessário na comédia televisiva depois do "Arrested Development" e do "The Office". Não é tão esteriónico como um, nem tão seco como o outro. É simplesmente al dente.
E obrigatório.
Monday, September 13, 2010
Handling the Undead
"Children, children, children...
David stood in the school yard and watched as the children poured out of the school like a liquid. Three, four, ten, thirty multi-coloured little beings with backpacks ran down the stairs. Pieces of humanity, a mass to direct and discipline. Four hundred of them were stuffed into this building six hours a day, four hundred were let out again when those six hours were up.
Material.
But zoom in on one single child and there you had an upholder of the world. A child with a mother, a father, grandparents, relatives and friends. A child whose existence is necessary for the proper functioning of many lives. Children are fragile, and carry so many lives on their frail shoulders. Fragile is their world, controlled by adults. Everything is fragile.
All day David had walked around as if in a dream.
(...)
Even on his way toward the school he felt how the threads that usually connected him to the world were severed. At most he was a pair of eyes hovering throught the air, avoiding obstacles, stopping for a red light. At the school he grasped a black metal railing, held onto it.
Then the bell rang and the children came pouring out. He opened his eyes and saw the mass of biological tissue that hopped and skipped its way down the stairs and he held onto the railing so that he would not float away.
When the flood had spread out across the school yard and started to gush through the gates, Magnus came out. Pushed open the doors with all his might and ended up standing on the landing, looking around.
David became aware of the railing in his hand. Aware that he had a hand that was holding onto the railing; that the hand was attached to a body that was his. He fell back into his body and became... a father. He was back in the world and he went to meet his son.
'Hi buddy.'
Magnus hoisted his backpack and stared at the ground.
'Dad...'
'Yes?'
'Has Mum become like one of those orcs?'"
- in "Handling The Undead" escrito por John Ajvide Lindqvist
David stood in the school yard and watched as the children poured out of the school like a liquid. Three, four, ten, thirty multi-coloured little beings with backpacks ran down the stairs. Pieces of humanity, a mass to direct and discipline. Four hundred of them were stuffed into this building six hours a day, four hundred were let out again when those six hours were up.
Material.
But zoom in on one single child and there you had an upholder of the world. A child with a mother, a father, grandparents, relatives and friends. A child whose existence is necessary for the proper functioning of many lives. Children are fragile, and carry so many lives on their frail shoulders. Fragile is their world, controlled by adults. Everything is fragile.
All day David had walked around as if in a dream.
(...)
Even on his way toward the school he felt how the threads that usually connected him to the world were severed. At most he was a pair of eyes hovering throught the air, avoiding obstacles, stopping for a red light. At the school he grasped a black metal railing, held onto it.
Then the bell rang and the children came pouring out. He opened his eyes and saw the mass of biological tissue that hopped and skipped its way down the stairs and he held onto the railing so that he would not float away.
When the flood had spread out across the school yard and started to gush through the gates, Magnus came out. Pushed open the doors with all his might and ended up standing on the landing, looking around.
David became aware of the railing in his hand. Aware that he had a hand that was holding onto the railing; that the hand was attached to a body that was his. He fell back into his body and became... a father. He was back in the world and he went to meet his son.
'Hi buddy.'
Magnus hoisted his backpack and stared at the ground.
'Dad...'
'Yes?'
'Has Mum become like one of those orcs?'"
- in "Handling The Undead" escrito por John Ajvide Lindqvist
Friday, September 10, 2010
David Thorne
Perdoem-me mas gozar com as pessoas é uma arte.
Não apreciada por todos - o que é compreensível - a arte de "gozar" pode assumir vários formatos.
O melhor de todos é o "gozo" que é classy, directo, irónico e cuidado.
E no que toca a "debochar", David Thorne é o Leonardo DaVinci.
Tudo começou com um e-mail (em que David tenta pagar uma conta com um desenho de uma aranha com 7 patas) e nunca mais parou de ser profundamente inconveniente e cómico em iguais medidas.
Australiano, humorista e sarcástico a níveis que nem Ingleses conseguirão entender, David tem no seu site uma colecção de conversas por e-mail que deverão ser lidas, relidas e apreciadas como um bom gozo o deve ser.
Destaco a procura de uma senhora pelo seu desaparecido gato.
Uma proposta de trabalho.
E uma dissertação sobre o prazer de jogar ténis.
O meu conselho?
Tirem o dia. Vão precisar.
Não apreciada por todos - o que é compreensível - a arte de "gozar" pode assumir vários formatos.
O melhor de todos é o "gozo" que é classy, directo, irónico e cuidado.
E no que toca a "debochar", David Thorne é o Leonardo DaVinci.
Tudo começou com um e-mail (em que David tenta pagar uma conta com um desenho de uma aranha com 7 patas) e nunca mais parou de ser profundamente inconveniente e cómico em iguais medidas.
Australiano, humorista e sarcástico a níveis que nem Ingleses conseguirão entender, David tem no seu site uma colecção de conversas por e-mail que deverão ser lidas, relidas e apreciadas como um bom gozo o deve ser.
Destaco a procura de uma senhora pelo seu desaparecido gato.
Uma proposta de trabalho.
E uma dissertação sobre o prazer de jogar ténis.
O meu conselho?
Tirem o dia. Vão precisar.
Thursday, July 29, 2010
Inception
Quer os ”pseudo-intelectualoides bebedores de chá na esplanada da Cinemateca” queiram, quer não, os novos grandes filmes do cinema estão a ser também blockbusters. O cinema mudou. O cinema para as grandes massas já não é apenas vazio, oco e fútil. Tudo começou com Hitchcock e, o último grande exemplo disso é Christopher Nolan. O cinema de autor também vende bilhetes, senhores realizadores portugueses.
O cinema de autor está a ter orçamentos grandes, explosões e a agradar a muita gente. O cinema que está a mudar a história do cinema está, além de fazer amor e miminhos com a nossa exigente intelectualidade, a agradar visualmente. Entretêm, além de nos surpreender, hipnotizar e rejuvenescer.
Para falar de “Inception” quero ir buscar o “Matrix”. Na minha opinião, “Matrix” é o filme mais importante dos anos 90. Sim, eu lembro-me do “Titanic” e do peso que teve mas foi o filme dos irmãos Wachowski que mostrou ao cinema, uma nova linguagem, um novo estilo, um novo caminho. O "Titanic" só pôs adolescentes a chorar compulsivamente, não mudou nada a não ser a carreira dos protagonistas.
O “Matrix” redefiniu a maneira de se contar histórias tendo em conta a componente visual. Porque, porra, é importante. É cinema, de que estamos a falar! É um ecrã gigante, convém que seja atractivo além de bom. Nesta década em que estamos, que filme fez isso? O “Avatar”? O “Avatar” fê-lo apenas em termos técnicos. Tem essa importância, de facto, mas sem chegar ao patamar da história e da emoção. Matrix tinha tido isso. 11 anos depois, aparece-nos “Inception”, um filme que volta a vincar os dentes no lombo da história do cinema.

Tal como “Matrix”, “Inception” é novo, original e comercial. É uma lufada de ar fresco que demonstra que o cinema não morreu. Que ideias originais, boas e megalómanas podem chegar a grandes ecrãs e redefinir a maneira como o cinema vai ser feito. (Mesmo tendo em conta que aqui se inventa mais que no Matrix, altamente baseado no “Ghost In A Shell”).
Não vou falar da história. Porque o meu blog é pequeno e porque ela tem de ser acompanhada (e bem acompanhada) pelo espectador na sala. Vou dizer que é O meu tipo de histórias. Os meus filmes favoritos são “Fight Club”, “Memento”, “Eternal Sunshine Of The Spotless Mind”, “Oldboy” e “Shutter Island”. O que têm em comum? A exploração das capacidades, defeitos e virtudes da mente humana. E “Inception” mexe-se nessa praia. Mas num canto dessa mesma praia onde ninguém ainda pisou areia.
Ontem sai da sala com a mesma cara de parvo, no mesmo estado de choque, que sai dos melhores filmes da minha vida. Ontem sai da sala de cinema com o mesmo “gostinho” na boca dos filmes mais importantes da minha vida. Sai da sala de cinema contente por saber que o cinema ainda pode ser original no meio de um mar de remakes, sequelas e chicletes coladas em tampos de cadeiras. Sai do cinema sabendo que ainda há génios que vão ficar na história da sétima arte. Sai do cinema com a consciência de que Nolan me tinha implantado uma ideia no subconsciente (quando sabemos que uma ideia pode mudar a maneira como nós somos...)
Se eu gostei de “Inception”?
É o tipo de filmes que me levou a estudar cinema.
É o tipo de filmes que me levou a querer escrever para saborear a vida.
O cinema de autor está a ter orçamentos grandes, explosões e a agradar a muita gente. O cinema que está a mudar a história do cinema está, além de fazer amor e miminhos com a nossa exigente intelectualidade, a agradar visualmente. Entretêm, além de nos surpreender, hipnotizar e rejuvenescer.
Para falar de “Inception” quero ir buscar o “Matrix”. Na minha opinião, “Matrix” é o filme mais importante dos anos 90. Sim, eu lembro-me do “Titanic” e do peso que teve mas foi o filme dos irmãos Wachowski que mostrou ao cinema, uma nova linguagem, um novo estilo, um novo caminho. O "Titanic" só pôs adolescentes a chorar compulsivamente, não mudou nada a não ser a carreira dos protagonistas.
O “Matrix” redefiniu a maneira de se contar histórias tendo em conta a componente visual. Porque, porra, é importante. É cinema, de que estamos a falar! É um ecrã gigante, convém que seja atractivo além de bom. Nesta década em que estamos, que filme fez isso? O “Avatar”? O “Avatar” fê-lo apenas em termos técnicos. Tem essa importância, de facto, mas sem chegar ao patamar da história e da emoção. Matrix tinha tido isso. 11 anos depois, aparece-nos “Inception”, um filme que volta a vincar os dentes no lombo da história do cinema.

Tal como “Matrix”, “Inception” é novo, original e comercial. É uma lufada de ar fresco que demonstra que o cinema não morreu. Que ideias originais, boas e megalómanas podem chegar a grandes ecrãs e redefinir a maneira como o cinema vai ser feito. (Mesmo tendo em conta que aqui se inventa mais que no Matrix, altamente baseado no “Ghost In A Shell”).
Não vou falar da história. Porque o meu blog é pequeno e porque ela tem de ser acompanhada (e bem acompanhada) pelo espectador na sala. Vou dizer que é O meu tipo de histórias. Os meus filmes favoritos são “Fight Club”, “Memento”, “Eternal Sunshine Of The Spotless Mind”, “Oldboy” e “Shutter Island”. O que têm em comum? A exploração das capacidades, defeitos e virtudes da mente humana. E “Inception” mexe-se nessa praia. Mas num canto dessa mesma praia onde ninguém ainda pisou areia.
Ontem sai da sala com a mesma cara de parvo, no mesmo estado de choque, que sai dos melhores filmes da minha vida. Ontem sai da sala de cinema com o mesmo “gostinho” na boca dos filmes mais importantes da minha vida. Sai da sala de cinema contente por saber que o cinema ainda pode ser original no meio de um mar de remakes, sequelas e chicletes coladas em tampos de cadeiras. Sai do cinema sabendo que ainda há génios que vão ficar na história da sétima arte. Sai do cinema com a consciência de que Nolan me tinha implantado uma ideia no subconsciente (quando sabemos que uma ideia pode mudar a maneira como nós somos...)
Se eu gostei de “Inception”?
É o tipo de filmes que me levou a estudar cinema.
É o tipo de filmes que me levou a querer escrever para saborear a vida.
Friday, July 16, 2010
Há ideias boas demais?
Nas aulas de argumento disseram-me que uma boa ideia é "desdobrável".Nas aulas de escrita de humor disseram-me que uma boa ideia "dava pano para mangas", que as melhores premissas são aquelas que têm mais por onde trabalhar e explorar.
A experiência depois confirmou, mostrando-me que uma "ponta por onde se lhe pegue" é aquela que cria espaço para variações, inversões, conclusões e suposições.
Agora pensem nesta ideia: imaginem um mundo onde ninguém mente. Toda a gente diz a total e bruta verdade. Até que um homem mente pela primeira vez.
Esta é a premissa de "The Invention of Lying", um filme escrito e realizado por Ricky Gervais e Matthew Robinson, que juntos provam que ainda é possível ter boas ideias. Que o cinema não tem de ser apenas sequelas de sequelas de remakes de ideias antigas com actores novos.
No entanto, o filme não consegue chegar ao nível da ideia. Tem problemas de ritmo, de dramatismo e - infelizmente porque sou o maior fã dele - o Ricky Gervais não consegue aguentar um papel dramático durante uma hora e meia. E "Ghost Town" tinha sido o primeiro aviso.
A verdade é que quando tem de se passar da "boa ideia" para a "narrativa", a sátira à Igreja é boa, a qualidade do humor é irrepreensível mas a história de amor é banal.
O filme vale a pena ser visto porque a ideia é excelente; porque tem fantásticos momentos de humor; porque tem uma boa camada de sátira sobre a moral e os bons costumes; e porque é uma boa lição sobre "como esmiuçar uma excelente ideia". Mas não é uma obra prima. É divertido, bem conseguido mas, infelizmente, é um daqueles casos em que a ideia era simplesmente boa demais.
Fiquei desiludido pelo que a premissa prometia mas o resultado final não deixa de funcionar. Talvez a ideia seja tão boa que na cabeça de quem a ouve, resulte sempre melhor do que numa tela de 7 metros e meio por 18.
Apenas uma menção para o role de actores que fazem cameos neste filme. De Edward Norton a Philip Seymour Hoffman, passando pela Tina Fey e pelo Louis C.K., há todo um vasto leque de celebridades que, durante alguns minutos, dizem javardice em barda.
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Tuesday, July 06, 2010
Isolated Incident
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