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Friday, July 16, 2010

Há ideias boas demais?

Nas aulas de argumento disseram-me que uma boa ideia é "desdobrável".
Nas aulas de escrita de humor disseram-me que uma boa ideia "dava pano para mangas", que as melhores premissas são aquelas que têm mais por onde trabalhar e explorar.
A experiência depois confirmou, mostrando-me que uma "ponta por onde se lhe pegue" é aquela que cria espaço para variações, inversões, conclusões e suposições.

Agora pensem nesta ideia: imaginem um mundo onde ninguém mente. Toda a gente diz a total e bruta verdade. Até que um homem mente pela primeira vez.

Esta é a premissa de "The Invention of Lying", um filme escrito e realizado por Ricky Gervais e Matthew Robinson, que juntos provam que ainda é possível ter boas ideias. Que o cinema não tem de ser apenas sequelas de sequelas de remakes de ideias antigas com actores novos.

No entanto, o filme não consegue chegar ao nível da ideia. Tem problemas de ritmo, de dramatismo e - infelizmente porque sou o maior fã dele - o Ricky Gervais não consegue aguentar um papel dramático durante uma hora e meia. E "Ghost Town" tinha sido o primeiro aviso.

A verdade é que quando tem de se passar da "boa ideia" para a "narrativa", a sátira à Igreja é boa, a qualidade do humor é irrepreensível mas a história de amor é banal.

O filme vale a pena ser visto porque a ideia é excelente; porque tem fantásticos momentos de humor; porque tem uma boa camada de sátira sobre a moral e os bons costumes; e porque é uma boa lição sobre "como esmiuçar uma excelente ideia". Mas não é uma obra prima. É divertido, bem conseguido mas, infelizmente, é um daqueles casos em que a ideia era simplesmente boa demais.
Fiquei desiludido pelo que a premissa prometia mas o resultado final não deixa de funcionar. Talvez a ideia seja tão boa que na cabeça de quem a ouve, resulte sempre melhor do que numa tela de 7 metros e meio por 18.

Apenas uma menção para o role de actores que fazem cameos neste filme. De Edward Norton a Philip Seymour Hoffman, passando pela Tina Fey e pelo Louis C.K., há todo um vasto leque de celebridades que, durante alguns minutos, dizem javardice em barda.

Saturday, March 07, 2009

Who watched the "watchmen"?

Ontem fui ver o Watchmen...
... e se há filme que conseguiu corresponder às minhas espectativas foi este.
Tinha a fasquia bastante alta mas conseguiu sulplantá-la, até com aquela "leve" alteração do final... Depois de tribunais, datas desmarcadas e remarcadas e setecentos empréstimos da minha BD, finalmente consegui entrar na sala, sentar-me e saborear um filme de uma ponta à outra.

Grande, sim, mas muito bom. Apanhou cada gesto, cor e metáfora da BD (até na banda sonora, cuidadosamente escolhida) provando ao Alan Moore que não tem nada que ficar em casa triste e amuado em casa porque não sabem adaptar as suas coisas. Por um lado percebo, é da cabeça dele que sai isto tudo e sim, eu vi o Liga de Extraordinários Cavalheiros... mas por outro pode sair da toca e assinar o filme.

Muito foi dito sobre o filme e não vale a pena chover sobre o molhado, queria só fazer menção a um dos actores que apesar de estarem todos fieís e evoluidos da BD, há um que se destaca por ser, totalmente, quem se propõe a ser.

Jackie Earle Haley - Rorschach


Está totalmente lá. Quando se olha ou mesmo ouve a voz ele está totalmente lá. Rorschach existe na pele deste homem. Tinha o difícil papel de pegar numa das personagens mais "fixes" e profundas da história da BD e conseguiu... booyah!

Não vejam não o filme, não...

gui

Monday, January 26, 2009

Caso Curioso

The Curious Case of Benjamin Button



É bem filmado, bem montado e bem dirigido.
É bem actuado e bem construído.
É bem escrito e bem orquestrado.
É profundo e sabe o que dizer, quando dizer.
É um filme sobre o "tempo", mesmo para pessoas que julgam que não o têm.
É mágico, profundo e incisivo, mas com uma pitada de pessimismo.
É longo, sim. Mas é muito bom.
E tem uma sequência absolutamente de antologia que envolve a preparação de um atropelamento...

Agora, se é menino para Óscar de melhor filme?
Não sei. Preciso de ver os outros.
O único Óscar que lhe dou garantido é o de melhor caracterização.

gui

Wednesday, December 24, 2008

I'm the dude, playin' the dude...

Acabei agora de ver isto...




... e deixem-me dizer que há muito tempo que não me ria tanto. Desde os trailers iniciais, em que o Robert Downey Jr começa a mostrar o excelente papel, acabando na dança dos créditos finais, não parei de rir.

O Tom Cruise então faz um papel inacreditável. Totalmente atípico, não tem maneira de descrever. Nunca imaginei que fizesse algo assim e faze-lo, com a piada com que faz, é capaz de ser a melhor ajuda possível para a sua descendente popularidade. Mostra que tem sentido de humor, bom jogo de cintura e habilidade para dançar hip hop e gritar palavrões salva qualquer saltitão de sofás da Oprah. Desculpem Top Gun's e Fourth of July's, mas este é o meu papel preferido da carreira do Tom Cruise.

Um filme que resulta muito bem, com muita piada e que consegue ser uma comédia fora do comum, supreendendo sempre pela positiva. Do cast ao argumento, que não sendo genial está muito bem conseguido, prova-se o talento de Ben Stiller para escrever e dirigir, porque actuar é capaz de ser o mais apagado de todos, coitado. Até o Jack Black que neste filme está meio apagadito, está melhor. Então amarrado a árvores e prometer sexo por droga, indiscritível...

Não vejam, não...

gui

Sunday, December 14, 2008

Vicky Vicky Vicky

Já foram ao cinema em Italia?

Não, não vou falar das dobragens. Esse é um tema que me entristece. Que humanoíde letrado que povoe a terra não consegue ler legendas? Porque é que Espanhois, Italianos e afins insistem em dobrar as vozes dos actores originais é algo que me perturba quase tanto como gatas no cío. Mas pronto...

A piada dos cinemas em Itália é que têm o ecrã para cima. Enquanto que num cinema em Portugal o ecrã está ao nivel dos olhos ou mais baixo, no cinema em Bolonha a que fui o ecrã estava elevado, o que me fez ver um filme inteiro como se estivesse na primeira fila. E fosse um anão. De boné posto. Por um lado percebe-se. Não há cabeças à nossa frente. Boa, Italiano que pensou nisso. Mas por outro é muito, muito, muito pouco ergonómico, porque a cadeira não era de longe igual às do planetário...

O que vale é que o filme que fui ver me fez esquecer todo e qualquer tipo de torcícolo.

Olhem bem para o poster. Olhem bem. Até o poster fala do filme. Até o poster é bom.

A verdade é que o Woody Allen não está nada morto. Continua a saber escrever de uma forma bastante séria sempre com a piada certa no sítio certo, e isso faz dele dos meus argumentistas favoritos, senão mesmo O favorito.

O cast é fantástico (o que é provado pelas nomeações recentes a Globos) e a fotografia seduz a cidade de Barcelona de uma maneira irrepreensível. A história é... deliciosa. Negra. Uma "comming of age tale" das melhores. O que é para sempre? O que não é? O que é custa ser-se emocional? E racional? E nenhum? Sem ser genial, é dos mais consistentes e melhores filmes de Woody Allen.

Só uma menção especial para a actriz Rebecca Hall, que apesar de ser actriz principal no filme e de não merecer espaço no poster... vai muito, muito bem na personagem. As outras duas actrizes, mais famosas e conhecidas, também estão bem. Então em salas escuras... de fotografia... estão... especiais...



Obrigado aos Italianos por já terem estreado o filme. Mesmo com cadeiras e salas esquisitas.

Quando cá estrear, vejo outra vez.

gui

Wednesday, November 26, 2008

Cegueira condicionada

A maior crítica que faziam ao filme é que não era o livro...

...parafraseando qualquer adolescente amerciana: "Dhuu!"

"Blindness" é um grande filme, amigos.



Primeiro, do alto da minha ignorância, deixe-me dizer que é a melhor adaptação cinematográfica que já vi. Entre adaptar um livro numa aula de argumento e ter lido/visto vários livros/filmes adaptados, este é sem duvida o melhor trabalho que já vi. (Sim, há livros de que não vi a respectiva adaptação e vice versa, mas este paragrafo começa com "do alto da minha ignorância".)

Muitos diziam que estava lá tudo do livro. Confere. Mas que não estava lá a alma do mesmo. Que era uma sequência estruturada do livro mas que não se "sentia a história" da mesma maneira, que não havia a profundidade e a entrega emocional que tinham encontrado no livro. O problema das adaptações é que têm sempre um ponto de comparação. E ainda mais ingrato que isso, é que esse ponto de comparação vem da nossa imaginação, aquele local fantástico onde tudo acontece como nós queremos e desejamos. Como pode um filme rivalizar com o nosso imaginário utópico?

Com um fantástico realizador chamado Fernando Meireles e um argumentista que soube trabalhar com o autor do livro, Saramago. Um livro e um filme são produtos diferentes, autónomos que respeitam regras e conveções diferentes. Claro que há momentos do filme diferentes do livro porque palavras são diferentes de imagens. Cada vez mais me cansam as pessoas que dizem que "o livro era muito melhor". Não comparem. Blindness é prova disso. Aconselho a ler-se o livro primeiro e a ver-se o filme depois, tal como aconselho exactamente o inverso. É a mesma história contada de maneira maravilhosa em mediuns diferentes.

O problema é que infelizmente temos sempre a tendência para "relativizar". "Este é melhor que aquele". "Aquele é pior que este". "Já vi um melhor". "O meu preferido é tal e não este". Estamos sempre a pesar as coisas com outras que nem devem ter nada haver. Blindness é uma obra cinematográfica digna, muito bem feita e interpretada que representa e honra em tudo um livro de antologia, obrigatório a todo o ser humano que respire. E talvez mesmo até aos outros.




Vão ao cinema! Mas não vão preparados para dizerem que preferem a outra sala sobre esta. Que as pipocas de X até são melhores que as de Y. Nem que o livro é melhor do que o filme. É apenas diferente. Se é bom ou não diz-lhe apenas respeito a ele e não ao livro de onde vem.


hug,
gui

Friday, June 13, 2008

What happened?

Acabei de ver o The Hapenning, de M. Night Shyamalan.



Porque pode condicionar aquilo que vou dizer do filme, tenho de começar por dizer que nutro uma profunda admiração pelo senhor M. N. Shyamalan. Filmes como O sexto Sentido, O Protegido ou até mesmo A Vila são metros de película mais que bem gastos, que nos mostram da parte deste senhor mais um apto dote para o argumentismo que para a realização. Nao obstante, são grandes obras e estão na minha colecção, como deviam estar na de toda a gente. Tenho dito.

Sendo fã deste senhor foi com algum descoforto que sai da sala depois deste filme. Por muito que me custe é verdade. Sinto-me desiludido com o filme, porque 3 obras e meia (o Senhora da Água conta como meio) de qualidade não me faziam prever isto.

A Senhora da Água não me fez confusão, apesar de ter tido críticas valentes. Eu vejo o filme como uma "birra" para com todos aqueles que criticavam a sua previsibilidade nas histórias e narrativas, fossem os acusadores críticos conceituados ou john doe's da vossa rua. Por isso é que ele constroi metade do filme dando "trabalhos" a certas personagens e depois a meio as troca como se dum engano se tratasse. "Ai é? Estão-me a chamar previsivel? Então tomem lá um "monomito"/"arquetipo" fresquinho inventado por mim, com que vos posso chamar de anormais! Ha Ha!". A cena em que o crítico de cinema morre é a cereja no topo do bolo. Eu gostei do filme.

Em relação a este tenho de confessar que fiquei desludido. Para ilustrar aquilo que senti do filme vou usar a minha pessoa numa metáfora. Yupii! Eu estou no último ano do meu curso de argumento cinematográfico e tenho de apresentar um último argumento como trabalho final da cadeira. Estou bastante contente com o que escrevi e faço tenções de fazer este filme em algum ponto da minha vida. Indepedentemente da nota que tiver, professor. Agora imaginem que daqui a 20 anos sou um realizador/argumentista conceituado que já mostrou provas de que tem talento para caraças, mas que obviamente evoluio no seu trabalho e já sabe melhor "contar histórias". Tenho de apresentar um novo projecto e o que resolvo fazer? Ir buscar aquele argumento que fiz no meu último ano de curso. The Happening parece isto mesmo. M. N. Shyamalan foi buscar um argumento de "escola" e não lhe mexeu, realizou simplesmente como o encontrou.

Parece um enorme retroceso de qualidade em relação a qualquer coisa que já tenha feito o que na minha cabeça não pára de sublinhar a minha teoria. Os tempos narrativos são péssimos, as personagens mal dirigidas e escritas (saltam de comédia para profundo-drama num tocar de interruptor), os momentos dramáticos mal preparados e a história não tem twist ou sequer final. Algo perto disso, mas que sabe mesmo a pouco. Tipo bolacha de água e sal, mesmo.

Calma, apesar de achar estas coisas todas que digo aqui em cima, tenho de me pôr do lado do senhor M. N. Shyamalan em algumas coisas. Há dois momentos deliciosos. Quando a personagem principal (Mark Wahlberg) fala com uma planta de plástico e a frase "You deserve this" escrita no billboard da casa modelo. Pormenores que nos mostram que ainda há vida, ou algo parecido, na escrita e realização de Shyamalan.

Gostava de o ver admitir que aquilo é um trabalho de curso. A sério. E que nem teve boa nota esse semestre. Que ficou nostálgico e que lhe apeteceu realizar um argumento de "gaveta", porque por muito que me custe dizer, é isso que parece.

Shyamalan, tens mais uma hipotese.
Depois fico-me pelos dvd's da minha colecção.
Desculpa.

hug,
gui

Saturday, November 24, 2007

"Que se fodam os meus convidados!"

Fui ver o Corrupção, ontem a noite!

Sim, isto é dito assim meio em tom de confissão... queria mesmo ter ido ver outra coisas, mas achei que só se pode falar das coisas (bem ou mal) depois de se conhecer! Portanto quero falar aqui dele com calma, em tom de conversa de café mas sendo constructivo! O melhor que conseguir...

Primeiro ponto: o filme é mau! Não há qualquer dúvida disto, ok?! Não me venham com merdas, é mesmo "mau", mesmo, caraças... e não me parece que isso venha da polémica produtor-realizador durante a montagem do filme! Maior parte dos problemas que vou apontar e desconstruir são coisas de PRÉ-produção, portanto senhor realizador e argumentistas, fiquem lá aí sentadinhos, que ainda não acabei!

A base de qualquer filme é o argumento! É disso que um filme nasce, e sinceramente, se isso não é bom, bem estruturado e bem feito, não vale a pena, na minha opinião fazer um filme... não andam pessoas em greve nos EUA, para que a Margarida Vila Nova possa dizer "Levar pontapés no chão a frente dos filhos é fodido..." em cenas descartáveis e auto-promotoras da senhora Carolina Salgado... algum comentário? Também me parece que não...

Para dizer a verdade, a estrutura do filme nem está má de todo! "Congrats"! Não li o livro, mas conseguiram fazer uns bons alicerces, simples, com a histórinha de amor com o polícia e o casamento dela com o "presidente". Como disse, não venho para aqui dizer mal por dizer, apesar do meu sangue ser "tuga". Os meus parabéns pelo inicio do filme! Com a grelha de "som", tipo AVID, dos telefonemas, e a brincadeira da "Carolina/Sofia" falar para o espectador, numa introduçãozinha! Parabéns sinceros! Apatir daí é que... mas pronto, eu já continuo...

As resposta rápidas e "espertalhonas", pré-arranjadas da "sofia" são cansativas e anti-natura! Não conheço a peça verdadeira de lado nenhum, mas se ela é uma chica-esperta que responde em tiradas de puto inbirrento 24 horas por dia, os estalos que leva no fim nem são tão mal dados assim! É cansativo, amigos! Não leram o argumento em voz alta antes de o dar or terminado? Ninguém aqui está a declamar poesia! Estão a insultar-se, a dizer que são corruptos e a dar papagaios uns aos outros! Poesia é na Fnac... é mau ver um filme cujos diálogos são tão mal construidos, estlizados e datados! Se tenho de ouvir pessoas a falar durante uma hora e meia, que seja agradável... poupem-me a "Sabe que é a mulher mais famosa de portugal, não sabe?", por favor...

A pessoa seguinte a levar uma "réguada" nos rins é o director de fotografia! Amigo, isto não é o "nosferatu"! Não estamos nem nos anos 20, nem num filme de terror! A luz, ou a queimar na cara, ou escuridão total no fundo da sala, é péssimo!!! para um filme actual que não tem preteções de que um monstro salte do fundo da sala, claro! Wrong movie, buddy! Que cena é essa de trabalhares com 2 holofotes? Falta de dinheiro? A Carolina Salgado que faça mais umas noites... Aconcelho este senhor de imagem a ir ver o português "Filme da Treta" que, criticas à parte, tem uma direcção de fotografia fora do normal, aqui no nosso rectangulo, e muito bem conseguida!

A última pessoa a quem me vou dirigir com um martelo pneumático apontado a uma rótula é ao realizador, João Botelho. Não conheço muito o trabalho, confesso. Sei que é simpático e afável, porque já o foi comigo, e sei também que tem bom senso, porque eu também não assinaria aquele filme... Mas há coisas que se passam no filme que são culpa dele! Eu enumero algumas, porque a minha palavra também é pequenina, e conta como espectador-estudante de cinema. Posso até fazer isto em forma de perguntas. Porque é que a "Sofia" está sempre virada para a câmara? O perfil dela não presta? "Afoguem-na numa piscina", então... Não é normal ou aceitável que as personagens estejam em pose de teatro filmado, de frente para a câmara, numa aceitação fútil do que é o "Cinema puro", ou qualquer coisa intelectualóide deste género... As pessoas falam de frente umas para as outras! Há há, calma! Até mesmo no cinema, não só na realidade... Não percebo porque tem a "Sofia" de falar de lado para as outras personagens o filme todo, coitada... pagaram-lhe o curativo do torcicólo? Isto é simplesmente planificação e direcção de actores!

Segundo, e a titulo exemplificativo, o que é aquele plano das mãos em forma de sombra que lhe aparecem na cara, durante a moca de comprimidos? Cof cof... ok, eu percebi o que era. Mas... será mesmo...? Tipo... eu já falei aqui do "nosferatu"? Se já, não falo mais em metáforas visuais datadas e desnecessárias... se ela se sente calustrofóbicas, presa ou perseguida pela morte e a solidão, vamos fazer isso mais no Séc. em que estamos, ok?
'Bora ao cinema? Não, não falei do quarteto... nem da cinemateca...!

(Quero deixar claro que aqui passaram impunes a musiquita à lá "padrinho" das reuniões da "máfia", e as vezes que me chamaram "estúpido", enquanto espectador, por exemplo quando na orgia o arbitro põe o apito na boca... we get it, folks!)

Uma última palavra para o produtor! Parabéns primeiro porque deve estar a conseguir fazer o dinheiro que previa. E aqui um grande suspiro da minha parte! Agora toda a gente julga que estou do lado do "produtor", "Já percebi de onde vem isto tudo, seu tendencioso!" Errado! Eu defendo que quanto mais pessoas se levarem ao cinema actualmente, durante esta crise de espectadores que passa o cinema português, mais espaço e dinheiro há para se fazerem "filmes pipoca", "Nosferatus" actuais ou insistências baratas e cansativas de revivalismos da Nouvelle Vague! Vão ao cinema, se faz favor! Também para ver o Corrupção...? Sim, caraças!! Sim!! Eu quero as pessoas sentadas nas salas! Sim, a verem filmes de fraca qualidade! Mas não necessáriamente... Sem filmes que puxem pessoas para as salas não há... tipo... PESSOAS NAS SALAS!!!

Por isto, o filme "Corrupção" vale o que vale! Como esforço e como incentivo! E prova que um realizador e um produtor com objectivos diferentes de filme sai... assim... merda! Não só dentro da equipa como há coisas que não colam... As equipas devem fazer-se de pessoas que têm não só objectivos de vida para o filme iguais, como visões de cinema iguais! Se um adora o "Dawn of the dead" e o outro o "La boute soufle", dispara um alarme e vai dar asneira...

Perguntam-me se aconselho o filme a ninguém...? Aconselho as pessoas a sairem de casa e a irem ver filmes... se forem portugueses melhor! Daqui a uns anos são os meus, e não quero que saiam directamente para dvd...

Haaaa... já me sinto melhor! =)

Obrigado por terem apanhado esta seca, mas soube bem...

Hug,
gui

Sunday, July 31, 2005

Não, não tem nada haver com música...

"Quarteto Fantástico"
* *
& & & &

Continua a adaptação de B.D.'s para filmes (Não me importava nada de ser um dos Administradores da Marvel...), com alguns trabalhos de génio, como o excelente "Sin City", autênticas aberrações como "Elektra" ou "Catwoman", ou outros filmes de puro entretenimento! E é isso que "Fantastic Four" é... um blockbuster de verão de puro entretenimento! Não sou conhecedor das B.D.'s, mas conhecia as personagens minimamente e como comum mortal digo que se passa uma boa hora e meia!
Mas, como homem, tenho que relatar que há um grande desiquilíbrio neste filme... Enquanto que o gajo que faz de "Tocha" passa meio filme em tronco nu, a Jessica Alba só aparece durante 2 segundos em roupa interior!!! E ainda por cima TAPA-SE!!! Não concordo com esta descrepância! Porquê? Há mais mulheres a ver o filme? Eu até não me importava de ver 45 minutos seguidos do Chris Evans sem camisola, DESDE DE QUE a Jessica Alba passa-se 50 também com menos roupa! (Há sacrificios necessários...) Espero que os extras do DVD melhorem isso...
Portanto, força! Vão ver o "Quarteto Fantástico", é um excelente filme pipoca!
Bom- É divertido! Vê-se bem...
Mau- O desiquilíbrio homem/mulher sem roupa...

Sunday, July 24, 2005

Está está...

"O Amor está no ar"
"A Lot Like Love"
* * *
& &
De: Nigel Cole
Com: Amanda Peet, Ashton Kutcher
Antes de comentar o filme quero fazer um pedido a todos os casais de Portugal (não costumo ir ao cinema no estrangeiro...):
Por favor, independentemente da vossa idade, sexo, duração de relacionamento ou falta de sexo, POR FAVOR, não se vão "comer" para o cinema! É um bocado irritante para as outras 458 pessoas na sala! Se têem mesmo de se comer no cinema (sei lá... por motivoes de força maior...) vão para o Colombo! Lá é quase proibido ver o filme e obrigatório passar 2 horas a fazer barulho, seja de que maneira for! Ouvir risinhos, sons de sucção e o movimento das cadeiras em redor (Sim! Porque as cadeiras de cada fila estão juntas umas às outras...), dificulta MUITO o visionamento de um filme!
Obrigado!... E continuem a fazer bébés!
Passando ao filme, não há muito a dizer... Usando uma expressão de uma amiga minha, o filme é "NHAC"! Para quem não percebeu (... chatos...), "nhac" quer dizer... come-se; vê-se; papa-se; pode ser; (encolher de ombros...)
O filme é medíocre, a história até é engraçada mas é "seca", sem adornos, um pouco como todas as outras ( já todos vimos a piada de se chocar contra um vidro!)... É um diamante em bruto que devia ter sido mais trabalhado! Os actores não brilham quando até podiam... Falta qualquer coisa! Mas de um modo geral até funciona! Não é bom, mas também não é mau... serve! É "nhac" mas entretêm... Aconselho esperar pelo DVD e ver a dois (+ gelado + manta + sofá + tempo livre depois do filme!)
Resumindo é óptimo para um domingo/noite de Inverno!
Bom- Passa-se bem 2 horas!
Mau- Poder ser algo mais...
Guilherme Fonseca

Depende do Papão...

"Quem tem medo do Papão"
"Boogeyman"
*
& &

Não estava a espera de muito quando fui ver este filme... E "surprise, surprise!"... não supreendeu nem desapontou! O que é que se espera de um filme que se chama "Quem tem medo do Papão?"? (traduções à parte!) Exactamente... Ou um brilhante titulo de filme pornográfico ou um filme para assutar "pitas"...
O filme é muito mau... A história é lenta e previsivel e o final rebuscado! Os actores não têem personagens, são caras bonitas que correm e gritam de um lado para o outro... E parece-me que exageram no "escurecer" dos cenários! É que nem como metáfora "dos nossos medos" este filme resulta... É tão mau como o novo anúncio da bebida "B" dos ucranianos!
Portanto se têem entre 11 e 15 anos ( ainda sem idade para experiências lésbicas...) e vão para casa de uma amiga passar a noite (o que seria um cenário bom para começar!)... Excelente! Só têem de esperar que este saia em DVD! Caso contrário... escolham outro qualquer!
Bom- Ter 1,30h...
Mau- Tenho mesmo de dizer?
Guilherme Fonseca

Sunday, July 17, 2005

Salgadas ou com açucar?

Oi! Como estão? OK...
O mundo está em constante evolução e aqui no Devaneios sinto que também tenho de evoluir! Resolvi criar uma nova zona, área, vertente, etc.. (como queiram chamar!!!). As pessoas que me conhecem sabem que a minha grande paixão é o Cinema, as que não me conhecem (estender de mão) "Prazer, Guilherme Fonseca!", e indo ao encontro (mas suave, não quero problemas...) dessa minha paixão resolvi vir aqui partilhar a minha opinião sobre os filmes que vou vendo! Não que a minha opinião valha mais que as outras, mas mesmo que se discorde, ajuda na análise de um filme! Ou seja, vou como que postar a minha crítica ao que vou vendo! Ainda num espírito de evolução vou revolucionar o sistema de estrelas de outros críticos de cinema... Os filmes Blockbuster, de verão, de entretenimento, vou avaliá-los em pipocas, enquanto que os outros será apenas em estrelas! OK? Estão a perceber? Hoje fui ver a Guerra dos Mundos portanto vamos testar, ok? Bora...

Guerra dos Mundos
* * (estrelas de qualidade)
& & & (pipocas por entretenimento)

Já devem estar a estranhar eu ter dado apenas duas estrelas ao filme ("Hééé... mas a minha vizinha disse que era buéda fixe!!!!!"), mas deixem-me explicar! Vou tentar falar do filme sem que VOCÊ que ainda não o viu não me odeie para todo o sempre, portanto não conto o fim, nem nada de fulcral! Podem ler à vontade...
O comum espectador de cinema que vai ver A Guerra dos Mundos apenas sabe que entra o Tom Cruise (para delírio de mulheres, e alguns homens, com calores em sítios "especiais"...), que é realizado pelo Steven Spielberg (que publicita qualidade!), e que trata da invasão da terra por parte de extraterrestres! Até aqui tudo bem... O filme começa bem, calminho, graçolas esporádicas, Tom Cruise sem camisola (nada gratuito...), problemas familiares, etc... mas a certa altura torna-se ridículo, inconsistente e cheio de buracos no argumento! Impossibilidades no enredo, o final que me parece forçado e seco e uma má interpretação por parte de quase todos os actores (Salva-se a "piquena" Dakota Fanning, filha de Tom Cruise no filme!) transformam uma super manobra de publicidade numa má mistura do filme "Sinais" (com Mel Gibson de M. Night Shyamalan) com "O Dia Depois de Amanhã" (mega filme catástrofe!)... Desaparece uma personagem a meio do filme que reaparece no final sem explicações (Vejam e percebem...); Guia-se numa autoestrada cheia de carros "à abrir" sem problemas; Os "aliens" devem sofrer de miopia (Vejam e riam-se...); Os problemas familiares são dum segundo para o outro resolvidos; Pássaros não poisam em algo em movimento (vejam e percebem...); A lista continua...
É que nem como filme "Pipoca" se salva levando apenas 3 Pipocas da minha parte! Se puder, veja o filme até aparecer o Tim Robbins numa de "Isto até 'tá fixe...", depois levante-se e vá-se embora porque, não por culpa do Tim, mas apartir desse momento o filme perde-se completamente... A primeira hora de filme vale a pena pelos efeitos especiais...
Se gostou e por acaso discorda de mim comente este texto que terei prazer em tentar percebe-lo! Estou a brincar... (",)
Concluindo:
Bom- Dakota Fanning e de alguma maneira a primeira hora de filme
Mau- O resto...
Só espero que se formos algum dia invadidos por "aliens" que a invasão tenha a qualidade deste filme, porque acabavamos todos vivos...

Guilherme Fonseca