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Saturday, March 17, 2012

Texto escrito para o site Hoje Não Vai Dar.

"No mundo há várias pessoas detestáveis como ditadores, racistas e assassinos em série. Mas há pessoas piores, que apesar de não tirarem a vida a ninguém com uma faca de queijo, conseguem massacrá-las de forma muito mais desumana. Essas pessoas são as que gostam dos seus próprios posts.

As redes sociais servem para socializarmos, em rede. Simples. Uma rede social depreende um contacto entre duas ou mais pessoas, seja o conteúdo dessa mensagem algo interessante, engraçado ou conversa sobre chuva, não interessa. Quando A fala, B pode responder, ignorar ou, na loucura da inovação tecnológica, “gostar”. E “Gostar” é o equivalente interpessoal ao momento em que reconhecemos o que a outra pessoa disse com um sorriso forçado, aquele que surge da mais pura solidariedade e educação. Em nenhum momento da interacção humana as pessoas reagem às próprias coisas que dizem. Nenhum ser humano que tenha a plenitude das suas funcionalidades intelectuais – ou seja, que não que janta por uma palhinha – se surpreende com o que diz ao ponto de “gostar”. Mesmo que não pensemos antes de falar, sabemos o que estamos a dizer.

Um indivíduo “gostar” do seu próprio “post” é um atentado humanitário. Se escreveram “gosto de roer as unhas dos pés depois de as cortar” é porque queriam escrever “gosto de roer as unhas dos pés depois de as cortar”. Onde está a surpresa disto? Gostar do próprio post é estúpido. É auto-bajulação idiota. É masturbação, mas de uma forma errada e anti-natural, que essa sim, devia provocar cegueira e pilosidade na mãos. Mas não pêlos daqueles fraquinhos que crescem nos mamilos, pêlos púbicos mesmo, que era para crescerem mais depressa e haver a possibilidade de apanharem chatos.

Só faz sentido gostarmos dos nossos próprios posts se formos bipolares. E mesmo nessa situação a pessoa que o fizer não deve ser mais convidada para festas. Só tendo duas personalidades distintas que não se conheçam mas que habitem no mesmo corpo é que A pode gostar de algo que A disse. Fora o caso de bipolaridade, o acto não é mais do que poluição cibernética. É como dizer “eu gosto de comer gelado” e imediatamente a seguir responder a si próprio “Pois gosto! Tenho toda a razão, sim senhor!”. Defendo que o acto devia ser punido com suspensão imediata do acesso ao Facebook. É como um carro, uma arma de fogo ou um saca-rolhas. Quem não sabe usar, não pode mexer porque se não pode ferir outras pessoas.

Leiam bem o que eu vos digo.
E fiquem sabendo que nem gostei do que escrevi."

Sunday, April 17, 2011

Um título… de filme

Quando em Portugal se fala em títulos de filmes o caminho mais comum é gozar-se sempre com os mesmos dois aspectos: as traduções brasileiras - que comicamente explicam, estragam ou ridicularizam os filmes que batizam; e os títulos pornográficos - que de modo ordinário, e sempre em tom jocoso de andaime, fazem rir a criança que temos dentro de nós.

No entanto, nos últimos anos, tem estado a aparecer um novo fenómeno cinematográfico que merece a nossa atenção. Porque enquanto que os dois exemplos supra citados são bons de um ponto de vista cómico, claramente não têm a dedicação à forma, à humanidade e à ortografia que estes novos trabalhos têm.

Sim, porque enquanto nós, portugueses, tratamos com desprezo e indiferença o “simples” título de um filme, há quem esteja empenhado em torná-lo numa obra de arte de per si. Para nós, comuns mortais, o título é apenas uma identificação fonética. Para este novo artista, é uma tela em branco, que leva e eleva o cinema mais além.

Falo assim, obviamente, das reticências nos títulos de filmes.  Porque deverá apenas a pelicula em si, conter dramatismo? Não pode o espectador, mesmo antes de se sentar numa sala - munido de pipocas, bebida e com o telemóvel por pôr no silêncio – ter já começado a experiência cinematográfica antes? Quem são os distribuidores retógrados e tradicionalistas para nos impedirem de usufruir de acção, comédia e suspense, ainda antes da sessão? E tudo… com umas reticências no título.

O artista é anónimo. Prefere manter-se assim – como todos os grandes artistas o fazem. Não tenho garantias que seja sempre o mesmo mas gosto de acreditar que tamanha originalidade, arrojo e dedicação seja obra de uma mente iluminada e, garantidamente, incompreendida. Uns meros minutos de investigação na internet, onde procurei toda a sua obra, levaram-me até inícios  de 2008. Mas é provável que tenha dados os seus primeiros passos bem antes disso.

Mas passemos à sua obra, propriamente dita.

Talvez o seu trabalho com maior visibilidade seja a comédia “Um Belo Par De… Patins” (estreado em Maio de 2008). Aqui, na sua obra mais popular, o artista demonstra como sabe respeitar o género do filme, sem que isso o impeça de criar. “Um Belo Par De… Patins”, sendo uma comédia, deu espaço ao autor para fazer ele próprio uma piada. “Um Belo Par” de quê? De “Mamas” como pensará o leitor mais básico? Não. “Patins” porque assim pode transmitir, mesmo que brincando, a mensagem do filme (a de um homem saído de uma relação à pouco tempo). Mais exemplos deste emprego da reticência para fins cómicos podem ser encontrados em títulos como “Adoro-Te… À Distância” (Setembro de 2010), “Batom… E Botas Da Tropa” (Outubro de 2009), “Padrinho… Mas Pouco” (Junho de 2008) ou “Amar… É Complicado” (Março de 2010) - De notar o transtorno emocional pelo qual o artista estaria a passar quando criou este título.

No seu trabalho com comédia quero ainda realçar o meu trabalho preferido de toda a sua obra: “Plano B…ebé” (Junho de 2010). Sem dúvida um clássico instantâneo, no mínimo, pela forma como brinca com as designações das palavras como se fossem castelos de areia numa praia da Costa da Caparica.

No entanto, ele não trabalha apenas comédia. Quando não era preciso fazer rir, o artista foi versátil o suficiente para aplicar o seu trabalho a novos propósitos. As reticências também podem ser aplicadas como forma de enunciação narrativa. Em títulos como “Por Amor…” (Setembro de 2009), “Thirst – Este É O Meu Sangue…” (Abril de 2010), “Para Sempre. Talvez…” (Março de 2008) ou “Vista Pela Última Vez…” (Fevereiro de 2008) é claro o esforço do artista em deixar o espectador, mesmo no final da leitura do título, em profunda ponderação filosófica do mesmo. A reticência é aqui usada como meio de deixar “no ar” um silêncio contemplativo pela leitura do título. Sim, porque o artista não é egoísta. Gosta que apreciem o seu trabalho mas não o faz pela fama. Fá-lo pelo bem da própria película. Ele sabe que a reticência pode muito bem ser usada como forma filosófica e emotiva de ponderar a narrativa.

Encontrei ainda trabalhos em que a reticência foi reforçada com mais pontuação, numa clara luta do génio por explorar todo o seu talento, sem reservas. E este é talvez o seu trabalho mais arrojado. Já cansado de umas meras reticências, procurou incorporar, que nem um expressionista na sua máxima força, o máximo de elementos que conseguiu, procurando provocar no leitor um claro e directo êxtase literário. “Com Outra?! …Nem Morta!” (Junho de 2009) é uma miscelânia arriscada e bem conseguida de pontuação ortográfica. Esta orgia de elementos visuais no título vão, sem dúvida, ficar na história – sendo ainda um mito que este título tenha causado mau-estar e vómitos em tantos espectadores como alguma crítica quer fazer acreditar.

O importante é reparar que o artista, ao colocar as reticências, está a deixar um pouco de si no seu trabalho. Ele coloca os famigerados três pontinhos nos locais onde ele, enquanto indivíduo, encontrou dúvida, comédia ou profundidade humana. Ele deixa a sua marca pessoal dizendo indirectamente ao espectador “olha que isto mexeu comigo. Perde um pouco do teu tempo a pensar nisto, se fazes favor”.

No entanto, e com toda a certeza, o público não compreende, aceita ou valoriza a arte deste artista. É sempre assim com mentes brilhantes, colocadas em tempos que não são os seus. Aposto que o povo português continua a fazer pedidos nas bilheteiras sem dar a devida pausa nas reticências. Brilhantes títulos como “Padrinho… Mas Pouco” ou “Adoro-te… À Distância” estão para sempre condenados a ser entoados como “Padrinho Mas Pouco” ou “Adoro-te À Distância” num profundo desrespeito pelo trabalho de quem cria, verdadeiramente, no cinema de hoje em dia.

Mas infelizmente... é o país que temos.

Thursday, April 07, 2011

Quente. Morno. Frio. Gelado.

A casa de banho é um lugar sagrado, não é meramente o quarto onde lavamos as mãos antes das refeições. (A propósito, uma senhora perguntou-me porque é que os homens só têm pressa de ir lavar as mãos quando se anuncia que o jantar já está na mesa.)

"Depois de chegarem a casa", disse esta senhora, "têm todo o tempo e mais algum para se arranjarem para o jantar. Mas sentam-se a ler o jornal da tarde, entretêm-se com o rádio ou põem-se a fumar um cigarro, de pé, no meio da sala, à espera de que alguém diga: "O jantar está pronto." Nessa altura, respondem: "Vou já para baixo", correm escadas acima para a casa de banho e ficam por lá a chapinhar com a água, a mexer no sabão e nas toalhas, durante tanto tempo que uma pessoa pensa que eles estão a lavar a roupa toda da semana. E enquanto isso a sopa fica gelada."

E eu, também por acaso, queria saber porque é que na gíria das donas de casa tudo fica "gelado" quando a culpa é do homem. Quando a culpa é de outra pessoa qualquer, a comida apenas fica "fria", mas quando é do homem, fica sempre "gelada".

- Robert Benchley na crónica "Imaginação na Casa de Banho" do livro "Wit".

Monday, May 10, 2010

Ser Benfiquista

Acho que hoje é o dia perfeito para relembrar uma crónica que escrevi no dia 17 de Abril de 2008.

Um texto sobre o prazer de ser benfiquista, escrito numa altura em que não era fácil ser benfiquista. Sim, porque nas alturas más também se o é.

Espero que gostem.

"Sim, sou benfiquista. E é sobre essa “condição” que me apetece falar hoje.

Não foi à toa que durante o “regime”, essa época áurea de criatividade e inovação, existiam 3 F’s importantes e vitais. O primeiro F era de “Fátima”, espelhava a nossa ligação com a Igreja. A relação entre padres e congregações, especialmente crianças. Foi produtiva e educativa, sendo que se fomentava veemente tanto troca de conhecimentos como troca de fluidos corporais. Respeite-se a história e as vontades do clero. O segundo “F” vem de “Fado”. Estilo musical que se dizia característico dos portugueses. Faz sentido. O luto e a tristeza tinham de comandar um povo que não podia contar uma piada. Compreendam que faltavam ainda alguns anos para termos uma Carolina Salgado ou um Cláudio Ramos. O último “F” vem de “Futebol”. Este último ainda hoje nos acompanha e move, demonstrando que Salazar não era parvo nenhum. Até ficar cansado e decidir sentar-se, claro.

O futebol é-nos importante em Portugal como em poucos países o é para o seu povo. Nós vivemos futebol. Conversamos futebol. Choramos futebol. Até suamos futebol. Não porque joguemos nós próprios mas porque gritar com o Chalana é cansativo. É esta emoção que nos move, que nos seduz, que nos apaixona. O futebol é no fundo isso mesmo, uma paixão. Os treinadores são nossos pais. Os dirigentes são nossos patrões. Os jogadores do nosso clube são nossos irmãos. As mulheres dos jogadores nossas mulheres! Vá lá, é pelo bem da enumeração!

O benfiquismo é, no fundo, uma condição porque “sofremos” dele. Não podemos “optar” usá-lo. Não é uma camisola. É um herpes ou uma borbulha. Não é uma namorada. É uma mãe. Mas não se enganem, é um herpes que eu adoro carregar. Não estou triste de ser benfiquista. Estou orgulhoso e repleto de cremes e loções. Gosto de ser do Benfica mesmo quando levamos na (censurado) ou nos (censuradíssimo). Ser do Benfica é isso mesmo! É sofrer. É perder. É adorar contratações megalómanas de verão. É amar e respeitar as velhas guardas. É confiar sempre na equipa no início da época. É ter sempre a certeza de que vamos ser campeões! É ser gozado nas goleadas…

Ser do Benfica é um prazer sem igual. E estão a ler isto do teclado de alguém que não sabe nada de futebol. Não sei quem foi o melhor marcador do Campeonato em 1967. Nem sei quem é o treinador do Real Madrid neste momento. Não sei quem foi o defesa centro do Sporting ontem à noite! Sim, tenho testículos. Sei que sou do Benfica e que isso me faz feliz. Faz-me feliz porque sou realista. Acho que isso convém ser aos benfiquistas. Mesmo que seja só um bocadinho. Já que temos um problema de pele na genitália, vamos saber reconhecê-lo.

O adepto do Benfica tem duas enormes características que o acompanham sempre e que sem elas não seria “Benfiquista”. Os engraçadinhos vão dizer “Barriga de cerveja” e “Uma mulher com olhos negros”. Não é que estejam enganados mas calem-se lá para eu acabar de escrever, se faz favor. O Benfiquista é como uma criança. É infantil e sonhador. É fácil então perceber o bem que faz ser benfiquista. Solta a criança que há em nós, com ou sem catequese na altura do regime. Mas é sermos crianças também por sermos “anti-formalidade”. Um Benfiquista detesta tudo o que é “formal”. A conversa “formal”, a etiqueta “formal”, a postura “formal”. É uma característica portuguesa que nós sabemos levar a todos os cantos do mundo, de tasca em tasca até à vitória final. Detestamos distâncias e friezas. Queremos proximidade. Seja num abraço quando marcamos golo, seja num murro a um Portista num parque de estacionamento. É um calor humano que sabemos cultivar e hiper-activar como crianças que somos. A última característica comum a todos nós é que somos detestados por todos os outros clubes. Não é difícil perceber isto. Ouçam o que cantam os Portistas quando ganham um jogo qualquer e constatem a importância freudiana que temos para eles. Pode ser só uma ideia minha mas eu acho que no fundo o Futebol Clube do Porto queria era ir para a cama com o Sport Lisboa e Benfica, levou foi uma gigantesca nega.

Portanto colegas leitores e adeptos de futebol, eu sou Benfiquista e digo-o até nas piores alturas. Se virem o meu clube a levar 3 de um clube “menor” não estiquem o indicador e esbocem um sorriso. Se virem o meu clube a ter uma péssima segunda parte depois de uma primeira de luxo, não guinchem em jeito de catarse. Não comentem em tom jocoso. Não gozem. Não servirá de nada. De absolutamente nada. Ser Benfiquista é ser assim mesmo. É ser feliz com os nossos problemas. É ser "doente" por futebol. É saber relaxar e respirar fundo, aceitando a nossa condição. É saber que se a metáfora do “herpes” continuar, temos de ir ao médico rapidamente.

Guilherme Fonseca"

Se chegaram até aqui, relembro que tenho mais uma catrafezada de textos online, aqui.

Thursday, June 11, 2009

Eu continuo a duvidar que vocês carregam nestes links

Esta semana vou pôr mais três.

As crónicas ("Desfoques" e "Coçadelas") acabam para a semana que vem e em principio não morrem por aí. Coisas bonitas e vendáveis vão acontecer-lhes o que, a acontecer de facto, será fantástico para mim e dispendioso para vocês. :)

Portanto, tomem lá penultimas:

"Coçadelas", sobre a nossa abstenção:

"Nós somos o povo que tínhamos um pastel de nata sem sabor e fomos ao outro lado do mundo para ir buscar canela. Somos o povo que é capaz de fazer uma espera a um indivíduo da EMEL só para não pôr moeda ou insultar a mãe dele. Somos o povo que deu a volta quando estava a perder 2-0 com a Inglaterra e foi ganhar 3-2. Somos o povo que se moveu em bloco para ir encher auto-estradas, só porque um autocarro com 22 jogadores de futebol estava de viagem por lá. Somos o povo que fundou o seu país andando à porrada com a própria mãe. Somos esse povo mas não somos capazes de ir votar a um domingo à tarde."
(continua aqui neste link. Não se abstenham.)

O "Desfoque" de quarta feira está pejado de paranormal. Um fantasminha no penúltimo texto só fica bem.

"Há diversas coisas que as pessoas podem fazer para se divertirem. Bunjee jumping, ir ao cinema, sair à noite, jogar ps3, ver uma série de televisão, andar de bicicleta, paintball, karaoke, jantar com amigos ou cortar as unhas dos pés. Mas isso são as pessoas. Os fantasmas, ou espíritos, ou aparições, têm de encontrar outras actividades. Como espreitar balneários femininos, perturbar sessões em tribunais ou assombrar rodagens de cinema. Hoje era esta última que eu ia praticar."
(O conto humoristico continua aqui neste link. É favor carregar.)

Para acabar, o meu amigo e insuportável Rafael Contra escreveu sobre o "I Love You, Man", a nova comédia romântica que estreou esta semana nos cinemas. A ler no "Indesmentível".

"CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma que suportar sete horas de uma reunião da JSD, sentado entre dois obesos com problemas de flatulência, numa cadeira com as pernas de diferentes tamanhos, tudo ao som de hits dos anos 90 tocados em flauta de Pã. Já não há comédias românticas suficientes? Já foram virgens com 40 anos, amigos que se casam por emprego, dinheiro e nacionalidades, desconhecidos que se conhecem e casam à primeira vista, casais à distância, casais perto demais, casais com problemas com animais de estimação, inclusive casais que têm o Owen Wilson em casa."
(Continua pelo jornal a dentro. Aqui neste link.)

gui

Thursday, June 04, 2009

Leitura em dia

Não têm nada para fazer, pois não?

Então tomem lá entretenimento cibernético do bom e do melhor:

Crítica do Rafael Contra ao "Terminator 4: Salvation" em "Contra Picado":

"“Terminator 4: Salvation” – Electrodomésticos armados até aos dentes disparam contra actores com problemas temperamentais


CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de yuppees portugueses filiados no PP, armados com alicates e gravatas cor-de-rosa, me arrancarem as unhas devagarinho, enquanto recitam o código deontológico dos seres demoníacos que são os advogados, tudo dentro de um McDonald’s à hora do jantar. Quem teve a ideia de fazer um quarto filme desta saga de bimbys assassinas vindas do futuro? Não perceberam que iria ser má ideia fazer este filme quando o realizador do primeiro e do segundo e argumentista dos outros três, James Eu-afundo-barcos-e-ganho-dinheiro-com-isso Cameron, disse mal do projecto?"
(Continua aqui neste link.)


A "Coçadela" desta semana é sobre videojogos, um amigo antigo de que nunca tinha falado no meu espaço cibernético. E se ele merecia...

" Impressionante. Em quase dois anos de “Coçadelas” nunca falei de videojogos. Olá, o meu nome é Guilherme Fonseca e sou mais nerd que benfiquista. É como estar à conversa com amigos de longa data e descobrir-mos uma característica dele que nunca tínhamos ouvido falar mas que sempre lá esteve. “Ah, mas tu tens uma tatuagem? Onde? Porque estiveste na guerra?! Onde fizeste dois filhos?! Bem…” Eu adoro videojogos. Aliás, gosto tanto que filho meu há-de jogá-los ainda na maternidade. Ou julgam que o tetris foi só inventado para se jogar na casa de banho?
A casa de banho é a melhor altura para ficarmos nostálgicos. E não estou a falar de nostalgia pelo nosso próprio corpo, estou a falar pelos videojogos que já não há em consolas, apenas no telemóvel. Pong, Archangel, Tetris, Puzzlebubble, Castelvannia e 32 bits por aí fora. Eu até digo mais, de peito cheio: quando vou à casa de banho não aproveito para matar saudades do Pong. Eu quando vou matar saudades do Pong aproveito para ir à casa de banho."
Para acabar, porque não um conto sobre um escritor entupido sem ideias? A cura? Meter-se num taxi...

" - Quando ele entrou no meu taxi topei-lhe logo a pinta toda. Barba por fazer, banho por tomar, roupa por passar e vida por relaxar. Falam de nós taxistas mas haviam de ver a velocidade a que este tipo entrou pela porta dentro e se sentou no banco de trás. Respirou fundo duas e três vezes, talvez para curar a bebedeira (o que seria assustador, sendo que era meio dia), e ficou em silêncio uns segundos.
“Amigo, isto é para onde? Olhe que o taxímetro já pinga.” Tive de o acordar. Estávamos a começar uma viagem ou a brincar aos apanhados da SIC? Ele só respondeu “Para onde quiser. Eu só preciso de andar. Dê umas voltas por Lisboa, se faz favor. Eu pago a viagem toda, não se preocupe.” E deitou-se no banco de trás. Pronto, outro a fugir do marido da gaja que anda a pinocar. “Pronto, amigo. Vamos começar ali pelo rio, pode ser?”. “Parece-me bem. Podem sair monstros da água…? Não, não podem”. E com esta frase comecei a ficar assustado."



Já têm que fazer. Espero que gostem da cota desta semana.
gui

Thursday, May 28, 2009

Quinta feira juice

A "Coçadela" desta semana é sobre sexo. Nada mais a dizer. Apenas a ler.

"Um homem e uma mulher cruzam-se na rua. São ambos bem feitos e engraçados mas não são deslumbrantemente bonitos. “Above the line” como diriam os publicitários e produtores de cinema. Ambos gostam do ar limpo e jovial um do outro e esta situação é o que poderia ser o início de uma grande amizade. O problema é que são demasiado “opostos” para que resulte instantaneamente. Quando duas pessoas se cruzam, se o homem olhar duas vezes para a mulher passa por tarado, se a mulher olhar duas vezes para o homem passa por míope. E é isto que nos torna interessantes.

É assim que resulta. Se aconteceu alguma vez na história da humanidade dois desconhecidos cruzarem-se na rua e sentirem-se tão atraídos que imediatamente começaram a falar, acho que isso causou um terramoto do outro lado do planeta. E isto acontece não por falta de vontade do homem. Tantas vezes durante o dia nós “olhamos duas vezes” que se cientificamente ficasse provado que temos mais torcicolos que as mulheres, eu não ficaria surpreendido. Somos bastantes mais básicos. As mulheres não têm de se preocupar ou ocupar o seu tempo a pensar em sexo. É verdade que criaram um “clube das virgens” mas fomos nós homens que criamos a “Igreja Católica”. Um igual para homens e muito, muito maior."



O meu amigo Rafael Contra fez também o seu papel e falou sobre a estreia desta semana. E falar nele é sinónimo de "enxuvalhar", "atacar" e "destruir". O normal.

"Zach and Miri Make a Porno”: Este filme estrear é mandar uma mensagem ao mundo de que o Amor morreu…

CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de levar uma bofetada nos testículos, um par de estaladas na cara e um murro no estômago enquanto dois rinocerontes me faziam uma placagem na lama, já de si resultado de um esgoto a céu aberto. Fazer-se este filme é assumir ao mundo, e aos Estados Unidos da América, que o amor morreu. Aquilo que nos movia e nos fazia chorar, rir e rastejar pelas ruas de Telheiras depois de uma serenata de reggae à chuva, morreu no momento em que este filme estreou..."



gui

Thursday, May 21, 2009

O "Rafael" e a "Coçadela"

Primeiro, e mais importante:

O sempre agradável Rafael Contra já publicou a sua nova crítica cinematográfica n'"O Indesmentível". Desta vez "adorou" o "À Noite no Museu 2". Cliquem aqui para ler o texto todo.

Segundo, e igualmente importante:
Já está online a crónica desta semana.
A "Coçadela" destes 7 dias é sobre "Educação Sexual":

" Ora aqui está uma disciplina que não tive na escola. Educação sexual. Para além dos primeiros, infantis e rebarbados pensamentos sobre como serão as provas de avaliação, é com desagrado que reparo que passei anos de escolaridade na minha infância inteira sem nunca me terem falado de preservativos, missionários ou chuvas douradas. Seria uma pessoa muito mais feliz se não tivesse de ter sacado fotografias e filmes pornográficos às escondidas e tivesse tido essa experiência numa sala de aula com colegas, professores e contínuos bêbados que gritam obscenidades.
No meu tempo eram outras as fontes onde se buscavam referências. A primeira era sempre um “primo”. Toda a gente tinha um “primo” mais velho que já tinha feito sexo e que nos dava dicas e conselhos. Falava do que fazer, como fazer e onde fazer como se fosse um Deus do sexo mas a verdade é que esse “primo” nunca foi visto em lado nenhum. Nas aldeias era provavelmente o Padre a fazer-se passar por esperto. Nas cidades era provavelmente um tio amaricado, que bebia muito e falava alto. Se não fosse o primo tínhamos revistas como a Playboy. Não era exactamente “sexo” mas para uma criança de 9 anos, ver uma mulher nua e fazer duas horas de sexo não era muito diferente. Na Playboy eu adorava sempre as poses das mulheres. Parecendo que não, a diferença entre uma “Pose sexy” e uma “pose de quem tem dores de barriga” é muito pouca. Vê-se nos vossos olhos, coelhinhas."

Para lerem o resto do texto, carreguem aqui. E depois na parte das crónicas.
Não fazer eu o trabalho todo... tsc.

gui

Thursday, May 14, 2009

Crise chega à minha auto-divulgação

Vou começar a fazer reciclagem da minha própria publicidade.

Não que vá instalar aqui um "publicitão" onde cada post de divulgação meu vá parar, dê a volta e saia como novo. Não. Mas a verdade é que escrevo 6 textos semanais e vir aqui fazer um posto por cada um deles deixa-vos a vocês e a mim... com links por clickar.

Portanto agora vou ser mais directo, incisivo e consistente quando vos comunico que tenho um novo texto para lerem. Vamos começar?

"Desfoque" desta quarta-feira:
"A minha vida não tem qualquer interesse. Juro. Não fosse o dia em que o gajo do sotaque estranho veio falar comigo e eu teria sido uma vírgula na história da humanidade. Com esse dia consigo ser um ponto de exclamação. Talvez até mesmo dois, se a história estiver com o teclado sujo. Tenho uma bomba de gasolina que é o meu único sustento. No meio do Alentejo, numa estrada secundária entre duas aldeias, lá estou eu. Cliente a cliente, passam horas, dias, semanas sem que absolutamente nada se passa comigo, com o meu rádio ou com a minha bomba de gasolina. É cansativo e monótono mas sempre foi assim. Até ao dia em que me tornei um “ponto de exclamação”."

Podem ler toda a epopeia deste "pobre" homem, da sua bomba de gasolina e do seu rádio aqui neste link. Queriam descanso? Também ele.

A "Coçadela" desta quinta:
"Chegou o novo papão: a gripe Suína. Ou gripe A. Ou vírus H1N1 se gostarem de siglas compridas, difíceis de decorar e que façam lembrar jogadas da batalha naval. De repente toda a humanidade entrou em polvorosa e ficou com medo da morte, da doença e da máscara. O que é errado porque se pensarmos bem a máscara tem vantagens, como poder-mos deixar de lavar os dentes ou comer-mos cebola sem que ninguém nos chateie. E uma frase que vamos deixar de ouvir é: “Amor, não fizeste a barba outra vez?! Não há beijos para ninguém…”."

Podem ler todo o texto sobre a gripe suína aqui neste link. Aprendam aqui o que verdadeiramente têm de saber sobre a Gripe A, como a sua origem, propagação e identificação. Tudo muito científico, claro...

N' O Indesmentível já têm o "Estudo recente" e o "Contra Picado" desta semana, um sobre cintos de segurança e o outro sobre o festival de Cannes. Não me responsabilizo pelas palavras do Rafael Contra. Se tiverem curiosidade vejam as reacções ao texto dele do Star Trek. Vale a pena ver a comoção que este pirralho causa...

E assim fica a minha semana de "trabalho" resumida e divulgada.

Agora façam favor de se dedicarem a eles, link a link. :)
gui

Friday, May 08, 2009

Análises a exames

Porque todos um dia vamos ser velhos convém estarmos preparados...

...a minha segunda feira desta semana não foi mais que um estágio para esse estádio da minha vida. De exame em exame, de análise em análise, de hopsital em hospital, fui tratar da minha saúde, literalmente.

A crónica desta semana é sobre esse dia, em que fui um "reformado":
"A outra análise, a da urina, na minha opinião, é só uma maneira das clínicas gozarem connosco. Primeiro, dão-me um tubinho de ensaio de 100 mm/l. Sete centímetros de comprimento e mais fino que uma caneta. Primeira piada da clínica. Eu sou homem, nem na sanita acerto quanto mais num frasquinho que leva duas a três lágrimas antes de encher. Depois, pedem para nos deslocarmos à casa de banho para retirarmos a amostra. Segunda piada da clínica. Não se pode obrigar ninguém a urinar. É como adormecer ou ter uma erecção, não se controlam essas reacções do corpo. Tentar urinar obrigado faz-me sentir que tenho dez médicos de bata na casa de banho comigo a desesperarem pela demora do processo. Pode ser que tenham uma surpresa no tapete da entrada amanhã. Sem ser obrigado a fazê-lo."

Podem ler toda a acta do acontecimento aqui neste link ou na imagem no canto superior direito deste mesmo blog.

Um bem haja à terceira idade,
gui

Thursday, April 30, 2009

Orgulhosamente acompanhados

Quando falo de coisas sérias fico sempre com medo de entrar em falsos moralismos...

... mas "que se dane", esta semana falei do 25 de Abril, tema tão quente e polémico que já tenho a TVI24h aqui no meu quarto. Não sei, mas parecem gostar do facto da minha gata estar com o cio.

Introduções à parte, esta semana a "Coçadela" é sobre o fatídico dia há 35 anos e 5 dias atrás em que uns senhores fardados resolveram chatear-se:
"Àqueles que acham que o filme da Maria de Medeiros “Capitães de Abril” é ficção científica, digo que espero que vocês sejam poucos. Àqueles que acham que no passado 25 de Abril se deram cravos porque um decorador de interiores foi contratado para decorar Lisboa inteira, digo que precisam de sair mais vezes de casa. Àqueles que acham que as pessoas que saíram à rua no passado 25 de Abril eram outra vez os professores que “não conseguem estar calados”, digo que até têm alguma razão. Vamos falar do dia que todos os portugueses festejam mas que nem todos gostam. "

Texto que abunda de ideias parvas, pequenos factos históricos e uma verdadeira vontade de instrospecção. É à vontade do freguês! (digo eu de mão na anca)

Carreguem aqui e depois na secção de crónicas para ler todo o texto. Ou então simplesmente na minha cara ali em cima do lado direito deste blog.

Viva o reino das quinas.
gui

Friday, April 24, 2009

#2.34 - O primeiro dia

Como os mais atentos ao meu twitter (se ainda não têm, por favor... www.twitter.com/guilhermefon) fiquei desempregado e não me consigo calar com isso...

A maneira mais certa de se atar um lacinho por cima do assunto seria... arranjar emprego mas como biscates não contam, fica para a prosperidade e para a internet uma crónica sobre o tema, "Desemprego":

"E novamente fico desempregado. É quase como estar de gripe. Algumas pessoas lá a vão curando, outras conseguem acertar com o comprimido e conseguem controlá-la e os últimos, coitados, têm-na de forma crónica. Na verdade ninguém me mandou tirar uma licenciatura em argumento. Eu estava pedi-las. Parece que quem quer perseguir na vida aquilo que mais gosta tem de sofrer ou mudar de País até gastar o dinheiro aos pais. Porque se eu quisesse ganhar dinheiro fácil vendia droga. Ou abria um bar de alterne. Ou abria um bar de alterne com droga."

Mais uma vez tento falar de coisas sérias sem realmente conseguir mas desta vez tenho um parágrafo final digno de puxar lagrimita. Ou cantoria, uma das duas.

Para lerem o texto carreguem neste link e em seguida na minha cara do lado direito do site. Ou então, mais simples, ali em cima, lado direito deste mesmo blog, na minha cara.

gui

Wednesday, April 15, 2009

#15 - Provas Dadas

A competição, quando não está conspurcada por corrupção, árbitros ou "futebol" em geral...
...é algo positivo.

Seja em que área for.
Não nos safamos nunca de outro palerma ser melhor que nós.

O "Desfoque" desta semana é sobre competição, sobre "Provas Dadas".

"Os dois homens chegaram ao campo vazio ao mesmo tempo. As tabelas de basket estavam rodeadas de prédios altos, no centro da cidade, por entre os quais o sol espreitava tímido e envergonhado. De uma janela ouvia-se Kuduro, em alto e bom som, e algures ali bem perto, buzinadelas repetitivas de alguém que não consegue tirar o carro. Ambos traziam bola de basket debaixo do braço. Não tinham sido avisados para este encontro de mais nada senão da localização do espaço. Quando se encontraram finalmente debaixo do cesto, Rafael disse boa tarde. João sorriu e respondeu “Será ainda melhor tarde para toda a gente se deixares aquele gajo tirar o carro.” Apontou para as costas de Rafael onde um homem gesticulava irritado, batia na buzina e dizia palavrões. Rafael correu para tirar o seu carro, orgulhosamente em segunda fila."

Cliquem aqui para ler todo o texto.
Que espero vos dê vontade de escrever um ainda melhor...
Ou então só de lançar ao cesto.

gui

Thursday, April 09, 2009

Heckle, heckle, heckle...

"Com certeza isto já vos aconteceu. Estão a contar um sonho, uma história ou uma anedota a um grupo de pessoas. Durante a vossa narração, haverão pontos em que perguntas têm de ser respondidas. “Nem adivinhas o que ela disse”. São pontos comuns em qualquer histórias. Quase tão comuns como as pessoas com o vício de tentarem acabar a histórias por vocês. “Ela disse que se ia embora, aposto.” Esta interrupção irritante, e infelizmente repetida por maior parte da população mundial, é um tipo de “heckling”. E uma maneira rápida de se justificar a morte de alguém."

A crónica desta semana não é hilariante. É apenas e só dedicada a todos aquele, bêbados regra geral, que me interromperam actuações de stand up com gritos disconexos ou tentativas de piada/insultos.

Que todos aqueles que fizeram, fazem ou querem fazer "heckling" leiam esta crónica aqui deste link. Os outros também o podem fazer, mas não se sintam insultados porque não é a vocês que eu quero arrancar dentes com uma bimby.

É só carregar ali na imagem do lado direito (A que tem a minha cara, "Coçadelas". Podem acertar-me num olho...) ou neste link, na secção de crónicas da minha pessoa.

gui

Thursday, April 02, 2009

All in

Os jogadores de Poker sabem que muitas vezes têm de "pagar para ver"...

... mas aqui não é o caso.

Os jogadores de Poker sabem muitas vezes que se faz "bluff" na qualidade do que se tem...

... mas aqui não é o caso.

Os que não jogam Poker podem-se juntar aos jogadores de Poker e ler um texto sobre isso...

... aqui mesmo neste link. Ou na imagem no topo do lado direito deste mesmo blog.

"Um baralho de cartas serve para quatro coisas. Jogos diversos, truques de ilusionismo, peso no saco de praia e ajeitar linhas de coca. No entanto, de todas as actividades que se podem fazer com 52 pedaços de papel ilustrado, apenas uma une todas estas. Uma actividade que pode modificar as emoções e sensações de um ser humano ainda mais que o resultado de jogo de futebol da selecção Portuguesa contra a França em 2000. Peguem em cinco ao acaso e vamos falar de Poker."
All in.
gui

Thursday, March 26, 2009

Camisa de Vénus

"Esta semana a comunidade científica em especial e a humanidade em geral foram abaladas por uma citação particular. O representante máximo de um grupo conservador, coleccionador de seguidores que não do Twitter, proferiu que o preservativo não só não ajudava na luta contra o SIDA como ainda a prejudica. O Papa Bento XVI conseguiu numa simples frase assassinar a ciência contemporânea com um machado afiado, pontapear o senso comum nos dentes com uma bota da tropa e esparramar-se ao comprido numa escadaria longa de razão e decência."

A crónica desta semana é sobre a camisa de vénus. O preservativo. O "Amiguinho".

Depois do Papa ter puxado o assunto eu apanhei a dica e toco em assuntos sensíveis. (No pun intended.) Será de bom "tom" andar-se com o preservativo na carteira? Têm noção de como o preservativo trata a vossa vida amorosa? Conhecem a verdadeira forma de multi-tasking inventada pelo preservativo?

Cliquem neste link e leiam o texto. Ou então na imagem no canto superior direito deste mesmo blog. Se não gostarem ao menos fiquem a saber quem são os únicos três grupos de pessoas que não usam preservativo. E porquê...
gui

Thursday, March 19, 2009

Ósculo

Os três principais antagonistas do protagonista da crónica de hoje são:

- Mau Hálito
- Herpes.
- ...e para alguns, namoradas que não estejam longe o suficiente.

"Podem acontecer coisas igualmente interessantes depois, antes e até durante um beijo mas nada é melhor que dois pares de lábios a tocarem-se. Sob o risco de soar a “badalhoca” dedico este texto ao beijo; à bela arte de troca saliva e quem sabe, herpes; ao turbilhão de máquina de lavar que consegue ser um ósculo".

Sejam vocês pessoas apaixonadas de relações duradouras, recém-apaixonados ou grandes "rebaldeiros", este texto é para vocês. Porque o beijo merece a nossa atenção e carinho.

Cliquem aqui neste link para lerem a crónica. Ou então na imagem ali no topo do lado direito.
Ou então não carreguem, saiam de casa e beijem a primeira pessoa que vos aparecer à frente.
(Vizinhos de patamar octogenários não contam porque não se vão lembrar do momento...)

gui

Thursday, March 12, 2009

Auguri

"Estamos a chegar a uma parte específica do ano no que toca a cantar e soprar velas. Façam as contas e vejam quantas pessoas conhecem que fazem anos em Abril e Maio. Já está? É de facto uma quantidade anormal. Agora contem de Maio nove meses para trás. Certo, o Verão. Calor, suor, praia e pouca roupa. Percebe-se assim que os nossos pais eram tão desenvergonhados como nós. O resultado? Centenas de milhares de jantares de aniversário concentrados em apenas dois meses do ano."

Para que conste em acta eu faço também anos em Maio. Padeço dessa condição moderna.
A crónica é sobre as festas de aniversários ao longo das várias idades por que passamos, desde bebés até idosos. Lembram-se? Dos slows em crianças até às bebedeiras da juventude? No fundo isto é o vosso manual de sobrevivência em festas de aniversário, vossa ou de outrém.

Podem ler tudo aqui neste link bonito e roliço.
Ou então neste feio aqui.
Ou então carregando na imagem ali em cima, do lado direito.

É só escolher, freguês.

gui

Thursday, March 05, 2009

Bobone dos WC...

"THE FOLLOWING TAKES PLACE BETWEN 12.31 PM AND 12.34 PM, INSIDE A PUBLIC BATHROOM IN PORTUGAL

Há vários tipos de livros e regras de etiqueta. Alguns mais comuns e outros totalmente datados e fora de uso porque apesar de defendermos o cavalheirismo há o prazer de um arroto e apesar de defendermos o flirt há sempre a violação. No entanto, após anos e anos de regras de etiqueta ainda há locais, situações e momentos onde não há rede de segurança. Não há qualquer regra que nos guie a nós homens nas casas de banho públicas a não ser o bom senso. E o olfacto."

Esta crónica é baseada em factos verídicos. Juro. E por isso mesmo ganha um respeito e uma emotividade da minha parte que vocês não compreendem...

... o WC precisa mesmo de regras de etiqueta.

O texto já está online no site do costume ou na imagem ali em cima do lado direito do costume.
Vamos começar a criar e desenvolver estas regras porque vocês nem sonham como elas são precisas...

gui

Thursday, February 26, 2009

"Ronha": uma actividade familiar

Eu tenho um hobbie estranho.

Há pessoas que gostam de olaria. Outras que gostam de coleccionar selos e ainda uns que gostam de gravar resumos da Premier League na tvbox. O meu é mais saudável e divertido que qualquer um destes.

"É sem dúvida aquilo que mais admiro nos bebés. Sim, comem quando lhes apetece e só têm de gritar para isso. Sim, um par de seios faz parte dos seus brinquedos mais disponíveis. E sim, não têm de se deslocar para irem à casa de banho. Mas aquilo que mais admiro nas crianças de tenra idade é poderem dormir quando querem, como querem e quanto querem. Os sacanas é que a sabem toda."

- "Ronha: preguiçar/descansar sem pudor ou vergonha no seio de algo estupidamente confortável...

Ficar na ronha: ficar na cama a ser ínutil mas feliz, sem mexer um único músculo ou dar sinais de vida..."

Adoro dormir. Se pudesse ganhava a vida como crash test dummie de colchões.
Sim, das coisas que se podem fazer em camas, dormir está no meu top3.

A crónica desta semana sobre este meu hobbie já está online carregando neste mesmo link.
Ou então na imagem da minha cara, do topo do lado direito deste mesmo blog.

Agora se me permitem, são 2h e meia da manhã...
...vou ali praticar mais um pouco da minha actividade lúdica.

gui