Qualquer perfeccionista que se preze sabe que é preciso repetir até ficar excelente.
Nós no Não, Não & Não sabemos isso mas não queremos saber.
Repetimos porque somos chatos. Só.
Veja o 9º episódio da série, em que repetimos, repetimos, repetimos até garantir que fica parvo.
E entre outras coisas, ainda um dos sketchs mais parvos que escrevi na vida: "O Homem Que Boceja Nas Palavras Importantes".
É apreciar.
Saturday, May 28, 2011
"Não, Não & Não" #9
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humor,
não não e não,
televisão,
trabalho
"Não, Não & Não" #8
O Facebook é uma ferramenta muito importante.
Não haja dúvidas que há poucos pedófilos que teriam assim tanto sexo se não fosse o site.
Para divulgar o nosso trabalho, dá sempre um jeitinho.
É preciso é ter-se e o meu colega Pedro Diogo insiste que não tem/precisa/quer. Balelas.
Aqui está o episódio #8 em que dizemos aos Finlandeses o que deveriam mesmo saber sobre Portugal;
Apresentamos uma alternativa ao "Perdidos na Triba", o "Perdido da Tribo";
E mostramos a vida de um Hooligan longe do mundo do futebol.
Não haja dúvidas que há poucos pedófilos que teriam assim tanto sexo se não fosse o site.
Para divulgar o nosso trabalho, dá sempre um jeitinho.
É preciso é ter-se e o meu colega Pedro Diogo insiste que não tem/precisa/quer. Balelas.
Aqui está o episódio #8 em que dizemos aos Finlandeses o que deveriam mesmo saber sobre Portugal;
Apresentamos uma alternativa ao "Perdidos na Triba", o "Perdido da Tribo";
E mostramos a vida de um Hooligan longe do mundo do futebol.
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"Não, não & Não" #7
Umas das (des)vantagens de se aparecer na televisão, é ser-se reconhecido na rua.
E finalmente, para nós no "Não, não & não", isso está a acontecer.
Mais ou menos, vá.
Não perca este episódio que tem autógrafos, fama, fãs e eu visto de licra branca.
Sim. É verdade. Talvez não seja a melhor maneira de vos aliciar a ver, mas é a única que temos.
E finalmente, para nós no "Não, não & não", isso está a acontecer.
Mais ou menos, vá.
Não perca este episódio que tem autógrafos, fama, fãs e eu visto de licra branca.
Sim. É verdade. Talvez não seja a melhor maneira de vos aliciar a ver, mas é a única que temos.
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Além da lei do aborto, Passos Coelho quer rever também a lei do fora de jogo
“IVG!”/GF – O líder do PSD Passos Coelho revelou ontem que quer rever a lei do aborto e admite um novo referendo na matéria. Mas como se isso não fosse já surpreendente, revelou depois que quer também rever a lei do fora de jogo, só porque esta o “chateia”.
“Eu quando disse que estava na hora de mudar, era disto que eu falava, portugueses. Mudar de governo, de opinião – quer queiram, quer não – e de resultados no futebol. Isso dos jogos acabarem empatados a 0 chateia-me, pá. Quero mais golos!” disse Passos Coelho sentado no seu sofá, de roupão, a ver a Sporttv. Passos Coelho, que gosta de frizar que era a favor do aborto mas que agora tem de fazer aquilo que acha que o povo português quer, está aberto a mudar tudo o que foi decido até hoje em Portugal, inclusive a localização geográfica do país. “Vou também abrir um referendo para saber se os portugueses estão bem assim ou se querem ir para um sítio mais frescote, tipo a costa da Austrália, sei lá.” Assim sendo, Passos Coelho quer esquecer todas as opinião dos portugueses nos últimos 868 anos de história do país e recomeçar com uma série de 197 202 referendos sobre diversos assuntos, como: o aborto, o fora de jogo, o lado da estrada em que se conduz, se o garfo deve ficar do lado esquerdo ou direito do prato ao jantar e se só se pode dizer “bom dia” até ao meio dia ou se mais tarde ainda é aceitável.
As seen on O Indesmentível.
“Eu quando disse que estava na hora de mudar, era disto que eu falava, portugueses. Mudar de governo, de opinião – quer queiram, quer não – e de resultados no futebol. Isso dos jogos acabarem empatados a 0 chateia-me, pá. Quero mais golos!” disse Passos Coelho sentado no seu sofá, de roupão, a ver a Sporttv. Passos Coelho, que gosta de frizar que era a favor do aborto mas que agora tem de fazer aquilo que acha que o povo português quer, está aberto a mudar tudo o que foi decido até hoje em Portugal, inclusive a localização geográfica do país. “Vou também abrir um referendo para saber se os portugueses estão bem assim ou se querem ir para um sítio mais frescote, tipo a costa da Austrália, sei lá.” Assim sendo, Passos Coelho quer esquecer todas as opinião dos portugueses nos últimos 868 anos de história do país e recomeçar com uma série de 197 202 referendos sobre diversos assuntos, como: o aborto, o fora de jogo, o lado da estrada em que se conduz, se o garfo deve ficar do lado esquerdo ou direito do prato ao jantar e se só se pode dizer “bom dia” até ao meio dia ou se mais tarde ainda é aceitável.
As seen on O Indesmentível.
Friday, May 27, 2011
Investigado vídeo em que dois líderes da oposição agridem José Sócrates ao pontapé
PORRADAGEM/GF – Os dois líderes da oposição, Passos Coelho e Paulo Portas, espancaram esta semana José Sócrates nas sondagens. Miguel Relvas e Nuno melo, presentes na altura, filmaram e colocaram as imagens a circular na internet. Agora, tantos os líderes como os repórteres das imagens, arriscam-se a uma punição de 4 anos como Governo.
As imagens são violentas e não deixam margem para dúvidas. “Os biqueiros e pontapés na imagem pública do Primeiro Ministro demissionário foram premeditados. São violentíssimas e demonstram que esta geração de políticos não tem respeito uns pelos outros. É uma falta de respeito.” disse o Luís, depois d’O Indesmentível lhe perguntar se estava melhor “assim” ou “assim”. A PSP já confirma a detenção dos agressores mas garantiu que, se forem julgados como adultos – ou seja, como maioria absoluta – a pena para os agressores poderá ascender a 8 anos, segundo vontade popular. Para já os pais de Sócrates não fazem questão de apresentar queixa, já que se pudessem, também eles tinham pontapeado o filho.
As seen on O Indesmentível.
As imagens são violentas e não deixam margem para dúvidas. “Os biqueiros e pontapés na imagem pública do Primeiro Ministro demissionário foram premeditados. São violentíssimas e demonstram que esta geração de políticos não tem respeito uns pelos outros. É uma falta de respeito.” disse o Luís, depois d’O Indesmentível lhe perguntar se estava melhor “assim” ou “assim”. A PSP já confirma a detenção dos agressores mas garantiu que, se forem julgados como adultos – ou seja, como maioria absoluta – a pena para os agressores poderá ascender a 8 anos, segundo vontade popular. Para já os pais de Sócrates não fazem questão de apresentar queixa, já que se pudessem, também eles tinham pontapeado o filho.
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Sunday, May 22, 2011
A minha aposta para o Fim Do Mundo
Posso também divulgar uma data para o fim do mundo?
Posso? É que pelo que parece, há uma enorme aposta a decorrer para ver quem acerta e já há americanos a perderem.
Eu gosto de apostas. Ainda há pouco tempo apostei na data em que acho que o Manoel de Oliveira vai morrer. Não vou revelar - porque se acertar depois ainda dizem que fui eu que o matei - mas envolve o calor do verão e a fragilidade dos velhotes. Sim, sou esperto.
Agora isto do fim do mundo, para um apostador como eu, é uma mina de ouro. Mas ao contrário. Seria a única aposta que eu faria que se ganhasse, não teria maneira de receber o que me é devido. E isso, para alguém que aposte apenas pelo dinheiro, pode parecer parvo. Mas para mim, seria uma maneira de acabar a vida da melhor maneira: a ter razão.
E já que tanta gente anda a querer adivinhar quando é que isto vai acabar, eu também quero. E até vou seguir as regras. Pelos visto é preciso duas coisas: uma passagem da Bíblia e o apoio de um cientista qualquer.
Assim sendo, aqui vai a data: 15 de Maio de 2087.
Quero que seja a meio do meu dia de anos porque sempre quis fogo de artifício e sempre me disseram que era caro. E quero que seja quando eu fizer 100 anos porque a evolução científica faz com que os 100 na altura sejam uns 50 de agora. Por isso vou morrer antes de ter de usar fraldas ou gostar de programas da tarde.
Em relação à passagem da bíblia que prova como eu tenho razão escolhi uma dos Corintianos.
Sempre foi a minha equipa preferida do Brasil.
Corinthians 1:31
“Let the one who boasts boast in the Lord.”
Ou seja "Aquele que se sente orgulhoso, que se sinta orgulhoso de Deus".
Como toda a gente sabe que Ele não existe e que a Bíblia não é suposto fazer sentido, acreditem em mim quando vos digo que isto enuncia o fim do mundo e fiquem calados. Obrigado.
Para ter apoio científico, fui um pouco mais longe. Até ao quarto da minha irmã. Ela quer ser veterinária e fez ciências no 10º, 11º e 12º anos, acabando com 16,5 de média. Eu prometi passear o cão por ela e ela concordou comigo portanto isso está tratado.
Dou assim por validada a minha aposta. Como quero ter tanto reconhecimento e credibilidade como os Maias - que se forem como os da literatura, deviam ter vergonha e parar de fornicar familiares - gostava que começassem a divulgar a minha aposta como verdadeira. Só preciso de confiança e apoio. Os gajos não tinham Facebook, Twitter ou telemóveis e isso prova que eu sou mais esperto.
Obrigado e tenham medo.
Muito medo. E não marquem nada para daqui a 76 anos que ninguém vai aparecer.
Posso? É que pelo que parece, há uma enorme aposta a decorrer para ver quem acerta e já há americanos a perderem.
Eu gosto de apostas. Ainda há pouco tempo apostei na data em que acho que o Manoel de Oliveira vai morrer. Não vou revelar - porque se acertar depois ainda dizem que fui eu que o matei - mas envolve o calor do verão e a fragilidade dos velhotes. Sim, sou esperto.
Agora isto do fim do mundo, para um apostador como eu, é uma mina de ouro. Mas ao contrário. Seria a única aposta que eu faria que se ganhasse, não teria maneira de receber o que me é devido. E isso, para alguém que aposte apenas pelo dinheiro, pode parecer parvo. Mas para mim, seria uma maneira de acabar a vida da melhor maneira: a ter razão.
E já que tanta gente anda a querer adivinhar quando é que isto vai acabar, eu também quero. E até vou seguir as regras. Pelos visto é preciso duas coisas: uma passagem da Bíblia e o apoio de um cientista qualquer.
Assim sendo, aqui vai a data: 15 de Maio de 2087.
Quero que seja a meio do meu dia de anos porque sempre quis fogo de artifício e sempre me disseram que era caro. E quero que seja quando eu fizer 100 anos porque a evolução científica faz com que os 100 na altura sejam uns 50 de agora. Por isso vou morrer antes de ter de usar fraldas ou gostar de programas da tarde.
Em relação à passagem da bíblia que prova como eu tenho razão escolhi uma dos Corintianos.
Sempre foi a minha equipa preferida do Brasil.
Corinthians 1:31
“Let the one who boasts boast in the Lord.”
Ou seja "Aquele que se sente orgulhoso, que se sinta orgulhoso de Deus".
Como toda a gente sabe que Ele não existe e que a Bíblia não é suposto fazer sentido, acreditem em mim quando vos digo que isto enuncia o fim do mundo e fiquem calados. Obrigado.
Para ter apoio científico, fui um pouco mais longe. Até ao quarto da minha irmã. Ela quer ser veterinária e fez ciências no 10º, 11º e 12º anos, acabando com 16,5 de média. Eu prometi passear o cão por ela e ela concordou comigo portanto isso está tratado.
Dou assim por validada a minha aposta. Como quero ter tanto reconhecimento e credibilidade como os Maias - que se forem como os da literatura, deviam ter vergonha e parar de fornicar familiares - gostava que começassem a divulgar a minha aposta como verdadeira. Só preciso de confiança e apoio. Os gajos não tinham Facebook, Twitter ou telemóveis e isso prova que eu sou mais esperto.
Obrigado e tenham medo.
Muito medo. E não marquem nada para daqui a 76 anos que ninguém vai aparecer.
Saturday, May 14, 2011
"Poço de cocó eminentemente extinto"
Eu gostava de saber porque é que os malucos vêm sempre parar à minha caixa de e-mail.
Mas atenção, é só curiosidade. Eu até gosto. Onde outros vêem chatice, eu vejo diversão.
Desta vez, um homem chamado Duarte Meneses visitou o Indesmentível, odiou e resolveu tentar "salvar-me" de lá. Sim, salvar-me. Na descrição da equipa do site, quem está como equipa do nosso jornalinho fictício são as personagens fictícias. As personagens que criámos para fazer crónicas humorísticas. E nós, os verdadeiros guionistas da coisa, estamos como estagiários. E temos lá o e-mail. resultado: o Duarte viu lá o meu.
"Duarte Meneses to guilherme
Eu li tudo bem lido. Ri-me e resolvi responder. À minha maneira.
"Guilherme to Duarte Meneses
Caro Exmo. sr,
Mas atenção, é só curiosidade. Eu até gosto. Onde outros vêem chatice, eu vejo diversão.
Desta vez, um homem chamado Duarte Meneses visitou o Indesmentível, odiou e resolveu tentar "salvar-me" de lá. Sim, salvar-me. Na descrição da equipa do site, quem está como equipa do nosso jornalinho fictício são as personagens fictícias. As personagens que criámos para fazer crónicas humorísticas. E nós, os verdadeiros guionistas da coisa, estamos como estagiários. E temos lá o e-mail. resultado: o Duarte viu lá o meu.
"Duarte Meneses to guilherme
Exmo. sr.,
Desculpe estar a enviar este email a um estagiário, mas por ser o primeiro da lista e por não haver mais contactos disponíveis de membros da direcção, peço-lhe que reenvie para os seus superiores.
Tenho lido algumas opiniões, reportagens ou simples notícias do vosso jornal, e surge-me a pergunta: vocês têm apoios, financiamentos ilícitos ou outras fontes duvidosas de rendimentos? Quem lê algumas das opiniões fica severamente irritado, não só pelo conteúdo completamente estapafúrdio que estas apresentam, mas também pela clara e visível falta de qualidade ao nível da escrita. O suposto director dessa pseudo-instituição, o sr. Sebastião Pessoa, está, e se esse for realmente o seu nome, a colocar-se numa posição decadente, representando uma coisa que não traz nada de novo ao país, nem tão pouco à boa disposição de cada um de nós. As piadas fáceis, de mau gosto, mal escritas, sem pingo de sentido, representam não só a aberração que o vosso jornal é, mas a incompetência dos aspirantes a jornalistas e jornalistas que este país tem. Queria dizer-lhe, Guilherme, que se realmente é estagiário desse poço de cocó eminentemente extinto, deveria sair enquanto é tempo, não só para salvar a sua carreira de jornalista e de colunista, mas para se demarcar de um tipo de humor que não interessa a rigorosamente ninguém.
Também não estou certo acerca do estilo de escrita utilizado por vós. Penso que imitar José Saramago, através da abolição de qualquer tipo de acentuação, é contribuir para que a literatura seja mais chata, mais incompreensível, e presta homenagem a um dos maiores dissidentes deste país, com o qual não gostaria de compactuar. O seu comunisto explícito e pouco comovente leva-me a detestar tudo aquilo que fez em vida, pelo que não vejo com agrado a sua extrapolação para o meio online. Como alguém disse algures num comentário a uma das vossas notícias, a internet dá motivação a qualquer cabeça oca e/ou conjunto de cabeças ocas para colocar à vista de todos os seus rascunhos sem piada e sem vida.
Agradecia uma resposta da vossa parte, não só pelo trabalho que tive a escrever isto, mas porque considero que as críticas merecem resposta.
Cumprimentos"
"Guilherme to Duarte Meneses
Caro Exmo. sr,
Não tem mal que envie este mail a um estagiário. E ainda bem que o fez. O mais certo era que se o enviasse a um dos meus superiores, eles não o lessem. Estão ocupados a meter conversa com as nossas estagiárias Marta e Sónia. São básicos, misógenos e duvido que saibam abrir um email que não diga "mamalhudas chinesas XXX" no Subject.
Numa nota inteiramente pessoal, deixe-me agradecer-lhe tratar-me por "Exmo. sr". apesar de eu ser um mero "estagiário". Nunca me trataram assim aqui no Indesmentível e talvez isso tenha um efeito directo na "decadência" e "falta de qualidade" de que fala no seu email. Gostava que o Sebastião Pessoa, que alguns julgam ser fictício mas eu bem sei que é só um baldas que nunca cá põe os pés, me tratasse assim todos os dias mas "ó psst" e "coisinho" são os meus nomes de baptismo neste jornal.
Neste momento em que lhe respondo olho em volta pela redacção, que alguns defendem não existir mas eu bem sei que é apenas um local mal cuidado e sujo que não merece sequer um código postal, e vejo que tem razão. Eu não devia estar aqui. Tinha dentista hoje às 15h. Doí-me o dente e tudo mas tenho coisas a fazer para depois não receber no final do mês. É uma vergonha. Foi-nos prometido que, apesar de nós estagiários não recebermos, que nos poriam um ar condicionado na redacção. Dois anos depois ainda não foi instalado mas o nosso director, Sebastião Pessoa, costuma orgulhar-se de estar "fresquinho" no seu escritório.
Noto no seu tom de preocupação para com o meu futuro o mesmo medo que vejo nos olhos da minha mãe. Eu já lhe expliquei que "tirar cafés", "fazer ditados" e "ir dizer à Marta que a quero em minha casa hoje às 20h só de lingerie" não é uma labuta para a vida. Mas serve-me por agora. Acredite quando lhe digo que depois de ter saído do secretariado da JSD de Cascais, este emprego é uma maravilha. Nem me importam os "financiamentos ilícitos ou outras formas duvidosas de rendimentos" que há por aqui. Também haviam por lá e eram gastas maioritariamente em camisolas de gola alta e cera para pranchas de surf.
É bom saber que ainda há pessoas como o senhor. Que tomam as coisas exactamente por aquilo que elas são. Tanta gente a defender que o Indesmentível é apenas um burgo humorístico e simplista com pretensões básicas de apenas animar o dia de quem por lá passa mas o senhor percebeu exactamente aquilo que ele poderia ser. Um jornal a sério. Com deveres morais e jornalísticos e tudo. Tenho pena que seja o único.
Em relação a esse Saramago de que fala, não conheço, mas gostava, já que quando pesquisei na net me apareceu um filme com o Gael Garcia Bernal e isso, parecendo que não, é motivo para me levar a ir ao cinema, já que gosto de cinema, sempre gostei, a minha mãe odiava que eu passasse horas em frente à televisão mas aquele Chuck Norries, mais o seu chapéu de cowboy, me deliciavam enquanto criança imberbe que era, e se calhar, ainda sou, não sei, investigarei apenas para saber se esse "Saramago" é um traidor assim tão grande como diz, já que me fez lembrar o João Moutinho, que foi para o FC Porto, o porco.
Obrigado por me defender. Se não se importar, vou recordá-lo sempre como o meu "Jerónimo de Sousa" pessoal.
Será sempre uma espécie de anjo da guarda mas que diz "portanto" a cada 5 palavras.
Obrigado Duarte,
Guilherme Fonseca
PS - Em relação ao que lê sobre o nosso jornal (e no nosso jornal) espero que não dê importância. Ainda lhe cai o cabelo ou acaba com problemas cardíacos. O conteúdo é "estapafúrdio" porque este "poço de cocó eminentemente extinto" tem os dias contados. Só pode. Sebastião Pessoa disse que em jornal seu, toda a gente começaria o dia a beber um farto copo de whiskey. Instituiu imediatamente esse hábito desde o primeiro dia. E agora que penso nisso, é algo que explica também os erros ortográficos, não?"
Coisas que eu quero para os anos #2
Coisas que eu quero para os anos #3
Já só faltam 3 dias para o meu aniversário.
Quero que me paguem a minha dívida na Segurança Social.
Não é assim tão grande, vá.
Quero que me paguem a minha dívida na Segurança Social.
Não é assim tão grande, vá.
Thursday, May 12, 2011
Coisas que eu quero para os anos #4
Tuesday, May 10, 2011
Coisas que eu quero para os anos #5
Coisas que eu quero para os anos #6
Já só faltam 6 dias para o meu aniversário.
(Com um dia de atraso porque eu não quero que vos falte nada.
Nem a mim.)
Esta podem comprar-ma aqui.
(Com um dia de atraso porque eu não quero que vos falte nada.
Nem a mim.)
Esta podem comprar-ma aqui.
Sunday, May 08, 2011
Coisas que eu quero para os anos #7
Já só faltam 7 dias para o meu aniversário.
Esta prenda podem-ma comprar em praticamente todo o lado. Ou aqui.
(Quando estiver a saltar do avião, a uma distância considerável do meu sofá, prometo gritar um agradecimento à alma caridosa que ma comprar.)
Esta prenda podem-ma comprar em praticamente todo o lado. Ou aqui.
(Quando estiver a saltar do avião, a uma distância considerável do meu sofá, prometo gritar um agradecimento à alma caridosa que ma comprar.)
"Não, Não & Não" #6
É oficial.
Este programa vai acabar com a minha credibilidade e/ou vida sexual.
Ando semi-despido, maquilhado, vestido de mulher e salto para uma piscina de cócó.
E tudo porque não tenho limites naquilo que faço.
Boa.
Este programa vai acabar com a minha credibilidade e/ou vida sexual.
Ando semi-despido, maquilhado, vestido de mulher e salto para uma piscina de cócó.
E tudo porque não tenho limites naquilo que faço.
Boa.
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Verdade Absoluta #84
As mulheres são como os headphones.
Nunca se fica com o primeiro par que se experimenta.
Nunca se fica com o primeiro par que se experimenta.
Saturday, May 07, 2011
Marcelo Rebelo de Sousa visto a praticar “campanha eleitoral involuntária” no Chiado
SUPER-MARCELO/GF – Na passada terça-feira Marcelo Rebelo de Sousa impediu dois homens, que discutiam no Chiado, de se agredirem. O comentador político acalmou-os com palavras e 176 conselhos de novos livros saídos apenas esta semana.
Impedindo agressões entre os dois homens e acalmando a zaragata, Marcelo deu por si a fazer campanha eleitoral involuntária. “Eu juro, juro que não quero que as pessoas votem em mim. Eu não deveria ter dado a cara, é o que é. Devia ter cuspido para um sem abrigo ou pontapeado uma criança. Assim não me queriam como Primeiro-Ministro de certeza.” disse o comentador da TVI. No entanto, Paulo Portas já revelou o seu entusiasmo com este novo tipo de arruada. “Quais beijos em velhas, qual quê. É isto que eu vou passar a fazer. Parar assaltos, agredir chulos, salvar pessoas em mar alto, operar doentes terminais, etc. As pessoas não querem um Primeiro-Ministro. Querem um engravatado durante o dia e um super-herói durante a noite. E é isso que vão ter de mim…” disse o líder do CDS enquanto tentava fazer um caracol na sua gigante testa. No entanto, o eleitorado português já fez saber que, se Marcelo não quer ser Primeiro-Ministro, ao menos que vista um fato completo de licra e que combata o crime nas ruas de Lisboa. Está inclusive a ser montado um holofote gigante com um “M” no topo dos Jerónimos para o chamar, sempre que preciso.
As seen on O Indesmentível.
Impedindo agressões entre os dois homens e acalmando a zaragata, Marcelo deu por si a fazer campanha eleitoral involuntária. “Eu juro, juro que não quero que as pessoas votem em mim. Eu não deveria ter dado a cara, é o que é. Devia ter cuspido para um sem abrigo ou pontapeado uma criança. Assim não me queriam como Primeiro-Ministro de certeza.” disse o comentador da TVI. No entanto, Paulo Portas já revelou o seu entusiasmo com este novo tipo de arruada. “Quais beijos em velhas, qual quê. É isto que eu vou passar a fazer. Parar assaltos, agredir chulos, salvar pessoas em mar alto, operar doentes terminais, etc. As pessoas não querem um Primeiro-Ministro. Querem um engravatado durante o dia e um super-herói durante a noite. E é isso que vão ter de mim…” disse o líder do CDS enquanto tentava fazer um caracol na sua gigante testa. No entanto, o eleitorado português já fez saber que, se Marcelo não quer ser Primeiro-Ministro, ao menos que vista um fato completo de licra e que combata o crime nas ruas de Lisboa. Está inclusive a ser montado um holofote gigante com um “M” no topo dos Jerónimos para o chamar, sempre que preciso.
As seen on O Indesmentível.
Coisas que eu quero para os anos #8
Friday, May 06, 2011
Coisas que eu quero para os anos #9
Já só faltam 9 dias para o meu aniversário.
O benemérito que comprar esta prenda, que o faça tendo em atenção o seguinte:
- Estarei em Londres (em princípio) de 9 a 13 de Junho. Obrigado.
(Nada de coxias e lugares atrás de colunas. Quero na plateia, se faz favor.)
Esta prenda podem-ma comprar aqui.
O benemérito que comprar esta prenda, que o faça tendo em atenção o seguinte:
- Estarei em Londres (em princípio) de 9 a 13 de Junho. Obrigado.
(Nada de coxias e lugares atrás de colunas. Quero na plateia, se faz favor.)
Esta prenda podem-ma comprar aqui.
Benfica perde com Braga para evitar jogar com FC Porto na final da Liga Europa
FINTA/GF – Num comunicado dirigido a todos os benfiquistas que estão hoje no mesmo estado de “birra” que o Fábio Coentrão ontem depois do jogo com o Braga, a direcção do Benfica explicou que a derrota foi calculada, num esforço claro para evitar que o clube perdesse novamente com o rival FC Porto.
“Os remates ao poste foram certeiros. Os lances de fora mal marcados foram calculados. O Cardozo não ter corrido foi de propósito. E um bocado dele também, pronto. Mas para o Benfica, uma derrota com o Braga era o mais próximo de uma vitória contra o Porto que conseguimos” explicou Luis Filipe Vieira. No entanto, a pessoa mais desapontada com a derrota do Benfica parece ser Pinto da Costa. “Tinha muito mais piada jogar contra o Benfica. Tínhamos preparado umas coreografias para festejar golos em que o Hulk imitava o Fábio Coentrão a chorar e o Falcão o ia agarrar e tudo. Assim a Liga Europa não tem piada, pá. Já nem sabemos se vamos a Dublin ou não…”. Jorge Jesus sente assim que agora Benfica está no bom caminho, já que finalmente, as derrotas servem para alguma coisa.
As seen on O Indesmentível.
“Os remates ao poste foram certeiros. Os lances de fora mal marcados foram calculados. O Cardozo não ter corrido foi de propósito. E um bocado dele também, pronto. Mas para o Benfica, uma derrota com o Braga era o mais próximo de uma vitória contra o Porto que conseguimos” explicou Luis Filipe Vieira. No entanto, a pessoa mais desapontada com a derrota do Benfica parece ser Pinto da Costa. “Tinha muito mais piada jogar contra o Benfica. Tínhamos preparado umas coreografias para festejar golos em que o Hulk imitava o Fábio Coentrão a chorar e o Falcão o ia agarrar e tudo. Assim a Liga Europa não tem piada, pá. Já nem sabemos se vamos a Dublin ou não…”. Jorge Jesus sente assim que agora Benfica está no bom caminho, já que finalmente, as derrotas servem para alguma coisa.
As seen on O Indesmentível.
Thursday, May 05, 2011
Coisas que eu quero para os anos #10
Tuesday, May 03, 2011
O jantar dos Correspondentes
Imagine que se mete numa sala o Presidente dos EUA, um monte de jornalistas, comediantes e uma dose cavalar de auto-ironia. E claro, estrelas de Hollywood, ou não fosse isto a América.
Ah, e o Donald Trump.
É bom ver este sentido de humor em pessoas que conseguem falar a sério, matar terroristas a sério, fazer photoshop nessas fotografias a sério, e depois brincar quando é preciso.
É bom ver quem manda sabe rir de si próprio.
Ah, menos no Donald Trump.
Seth Meyers (coordenador de guiões e membro do cast do SNL)
E o Presidente dos EUA, senhoras e senhores.
Ah, e o Donald Trump.
É bom ver este sentido de humor em pessoas que conseguem falar a sério, matar terroristas a sério, fazer photoshop nessas fotografias a sério, e depois brincar quando é preciso.
É bom ver quem manda sabe rir de si próprio.
Ah, menos no Donald Trump.
Seth Meyers (coordenador de guiões e membro do cast do SNL)
E o Presidente dos EUA, senhoras e senhores.
Sunday, May 01, 2011
"Não, Não & Não" #5
No último episódio do "Não, Não & Não" resolvemos ser frontais.
A coisa correu mal.
Neste damos a volta à situação.
Pois.
Nada como escrever num envelope a coisa que mais gostamos numa pessoa para tornar um esforço querido num festival de momentos desconfortáveis. É ver.
Pelo meio há "Hells Kitchen" - com a melhor imitação do Chef Ramsay que já vi em Portugal (e a única também). Mas deu um gozo enorme fazer.
Músicas infantis - adaptadas à realidade portuguesa actual.
Maneiras originais de dar notícias - e estranhas, vá. Estranhas.
E finalmente, o assalto mais fofinho da história da criminalidade. Atenção a este indivíduo quando estiverem a levantar dinheiro.
Tudo em grupo neste clip e às postas em sketch's - se apreciarem doses mais pequenas.
É procurar aqui.
A coisa correu mal.
Neste damos a volta à situação.
Pois.
Nada como escrever num envelope a coisa que mais gostamos numa pessoa para tornar um esforço querido num festival de momentos desconfortáveis. É ver.
Pelo meio há "Hells Kitchen" - com a melhor imitação do Chef Ramsay que já vi em Portugal (e a única também). Mas deu um gozo enorme fazer.
Músicas infantis - adaptadas à realidade portuguesa actual.
Maneiras originais de dar notícias - e estranhas, vá. Estranhas.
E finalmente, o assalto mais fofinho da história da criminalidade. Atenção a este indivíduo quando estiverem a levantar dinheiro.
Tudo em grupo neste clip e às postas em sketch's - se apreciarem doses mais pequenas.
É procurar aqui.
José Lello lança nova moda de insultos
ABIFANÇO/GF – Esqueça o “cabr*o”, o “filho da p*ta” ou até a – tornada popular pelo ex-selecionador português Carlos Queiroz – “c*na da tua tia”. José Lello tem trocado insultos com Cavaco, Nogueira Pinto e um condutor que se atravessou à sua frente numa rotunda, estando já a mudar a maneira como taxistas, claques de futebol e deputados se insultam diariamente.
Depois de José Lello ter apelidado Cavaco de “foleiro” no seu Facebook, tem-se seguido uma metralhada gramatical virada para o enxovalho que tem deleitado os amantes da fonética. De Nogueira Pinto, José Lello disse que “pertence àquela classe de transfugas” que visam “abifar uns tachos” e que é o “bardo do Asterix”. Quando inquirido pelo nosso jornal sobre o processo pelo qual inventa novos insultos, Lello explicou que começa por pegar num dicionário – de preferência um Lello, claro – e que o atira ao ar. Quando este cair virado para baixo, abre na página escolhida pela gravidade e em seguida, cria um pequeno soneto em redor da palavra. Concluiu revelando que o processo demora, em média, “3 quartos de hora a fazer” mas que “vale a pena”. Em relação à referência à banda desenhada, Lello disse que tudo depende do que tiver para ler junto à sanita.
As seen on O Indesmentivel.
Depois de José Lello ter apelidado Cavaco de “foleiro” no seu Facebook, tem-se seguido uma metralhada gramatical virada para o enxovalho que tem deleitado os amantes da fonética. De Nogueira Pinto, José Lello disse que “pertence àquela classe de transfugas” que visam “abifar uns tachos” e que é o “bardo do Asterix”. Quando inquirido pelo nosso jornal sobre o processo pelo qual inventa novos insultos, Lello explicou que começa por pegar num dicionário – de preferência um Lello, claro – e que o atira ao ar. Quando este cair virado para baixo, abre na página escolhida pela gravidade e em seguida, cria um pequeno soneto em redor da palavra. Concluiu revelando que o processo demora, em média, “3 quartos de hora a fazer” mas que “vale a pena”. Em relação à referência à banda desenhada, Lello disse que tudo depende do que tiver para ler junto à sanita.
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Picado vs "Thor"
“Thor” – …uma espécie de FMI para o nosso QI
CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar a urinar lâminas de barbear enquanto me lapidam com cópias do livro “Um Homem Invulgar” da Felícia Cabrita e o Paulo Futre me conta anedotas de chineses. Isto tudo num dia de chuva ácida, claro. Fiquem sabendo que o verão não chega com o calor – e as camisolas de alças no metro, as sandálias com cheiro a chulé nos autocarros ou a gritaria com sotaque francês nas praias portuguesas. Não chega com os casamentos reais, os reality shows deprimentes em tribos africanas ou os concursos de talentos ganhos por pessoas com problemas de saliva. O verão só chega verdadeiramente com as adaptações de bandas desenhadas para cinema. É nessa altura que sei que me quero matar. Pelo menos um bocadinho mais do que o resto do ano.
Se há “Sozinho em Casa” no Natal e “Capitães de Abril” no 25 de Abril, há heróis americanos vertidos de licra num cinema perto de si, assim que cheire a Maio. E é fácil de detectar. É só seguir a gritaria das crianças, o mastigar de pipocas de boca aberta ou as conversas sobre tunning e modding à porta das salas de cinema. É a maneira que Hollywood tem de fazer dinheiro. Ou melhor, mais dinheiro. Desta feita é “Thor” que vem provar que no que toca a criatividade, os nerds americanos têm tanta como o compositor dos jingles de anúncios a super mercados. A forma como se inventam heróis americanos é fácil. Primeiro escolha um nome estranho e impronunciável (será o nome do planeta de onde a sua personagem vem). Depois escolha um utensílio que se venda no IKEA (que será a arma da sua personagem). Por fim arranje-lhe uma fobia parva e estranha de que só o vilão tenha conhecimento (como medo de água, pedras esquisitas do planeta de origem ou uma dívida enorme na segurança social). Depois leve a sua personagem ao ginásio de maneira a ficar “inchado”, ponha-lhe uma gaja boa ao lado e sirva isto tudo com muita explosão e pouco QI. Ficará al dente para todos aqueles que achem que Nero é mais nome de cão do que de Imperador.
As seen on O Indesmentível.
CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar a urinar lâminas de barbear enquanto me lapidam com cópias do livro “Um Homem Invulgar” da Felícia Cabrita e o Paulo Futre me conta anedotas de chineses. Isto tudo num dia de chuva ácida, claro. Fiquem sabendo que o verão não chega com o calor – e as camisolas de alças no metro, as sandálias com cheiro a chulé nos autocarros ou a gritaria com sotaque francês nas praias portuguesas. Não chega com os casamentos reais, os reality shows deprimentes em tribos africanas ou os concursos de talentos ganhos por pessoas com problemas de saliva. O verão só chega verdadeiramente com as adaptações de bandas desenhadas para cinema. É nessa altura que sei que me quero matar. Pelo menos um bocadinho mais do que o resto do ano.
Se há “Sozinho em Casa” no Natal e “Capitães de Abril” no 25 de Abril, há heróis americanos vertidos de licra num cinema perto de si, assim que cheire a Maio. E é fácil de detectar. É só seguir a gritaria das crianças, o mastigar de pipocas de boca aberta ou as conversas sobre tunning e modding à porta das salas de cinema. É a maneira que Hollywood tem de fazer dinheiro. Ou melhor, mais dinheiro. Desta feita é “Thor” que vem provar que no que toca a criatividade, os nerds americanos têm tanta como o compositor dos jingles de anúncios a super mercados. A forma como se inventam heróis americanos é fácil. Primeiro escolha um nome estranho e impronunciável (será o nome do planeta de onde a sua personagem vem). Depois escolha um utensílio que se venda no IKEA (que será a arma da sua personagem). Por fim arranje-lhe uma fobia parva e estranha de que só o vilão tenha conhecimento (como medo de água, pedras esquisitas do planeta de origem ou uma dívida enorme na segurança social). Depois leve a sua personagem ao ginásio de maneira a ficar “inchado”, ponha-lhe uma gaja boa ao lado e sirva isto tudo com muita explosão e pouco QI. Ficará al dente para todos aqueles que achem que Nero é mais nome de cão do que de Imperador.
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Friday, April 29, 2011
Casal português com casamento marcado para hoje chateado porque ninguém lhes liga nenhuma
CASÓRIO/GF – António e Carla, um casal apaixonado do Carregado, estão irritadíssimos porque o seu casamento é hoje, exactamente no mesmo dia da boda real em Inglaterra. A marcação dos dois casórios para o mesmo dia tem ofuscado completamente a Carla, o António e uma tia que adormeceu num banco da Igreja.
“Nem a minha mãe. Nem ela vem ao casamento. Vai ficar a ver o William e a Kate pela TVI, a vaca.” disse Carla já no altar, vestida de noiva, enquanto que esperava que o Padre fosse “dar uma olhadela ali ao vestido da Kate no televisor”. António revelou mesmo que tinham “300 convidados mas 295 cancelaram e 5 julgaram que o convite deles era para o casamento real e meteram-se num avião da British Airways”. No entanto, António e Carla também têm pessoas acampadas à porta da Igreja mas, ao contrário do casamento real Inglês, porque estes são apenas sem-abrigo que estão fartos de dormir à porta dos bancos da Avenida da Liberdade. Carla só mais tarde confessou que sim, que poderia ter remarcado o casamento, mas esteve “distraída no ginásio a perder quilos para caber no vestido”.
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“Nem a minha mãe. Nem ela vem ao casamento. Vai ficar a ver o William e a Kate pela TVI, a vaca.” disse Carla já no altar, vestida de noiva, enquanto que esperava que o Padre fosse “dar uma olhadela ali ao vestido da Kate no televisor”. António revelou mesmo que tinham “300 convidados mas 295 cancelaram e 5 julgaram que o convite deles era para o casamento real e meteram-se num avião da British Airways”. No entanto, António e Carla também têm pessoas acampadas à porta da Igreja mas, ao contrário do casamento real Inglês, porque estes são apenas sem-abrigo que estão fartos de dormir à porta dos bancos da Avenida da Liberdade. Carla só mais tarde confessou que sim, que poderia ter remarcado o casamento, mas esteve “distraída no ginásio a perder quilos para caber no vestido”.
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Thursday, April 28, 2011
"Isto É O Q?" #2.3 e #2.4
Desculpem lá, mas fui a Madrid.
Foi bom para ver quadros importantes e sentir-me culto.
Foi bom para me sentir "tuga", dizendo mal do nosso país em comparação com os outros.
E foi bom para ver mulheres bonitas.
No entanto, tive falta de comparência aqui pelo blog.
Assim sendo, deixo aqui os dois últimos episódio do "Isto É O Q?", que brincadeiras à parte, continua a melhorar. Visualmente está mais cinematográfico, o texto mais apuradinho e a linguagem mais perceptível. E o Rui Unas continua em grande. Quando for grande quero ter a comunicabilidade daquele homem.
o 3º episódio tem um regicídio. E igualdade a rodos.
O 4º episódio faz um esforço para se apelar aos mais pequeninos.
Foi bom para ver quadros importantes e sentir-me culto.
Foi bom para me sentir "tuga", dizendo mal do nosso país em comparação com os outros.
E foi bom para ver mulheres bonitas.
No entanto, tive falta de comparência aqui pelo blog.
Assim sendo, deixo aqui os dois últimos episódio do "Isto É O Q?", que brincadeiras à parte, continua a melhorar. Visualmente está mais cinematográfico, o texto mais apuradinho e a linguagem mais perceptível. E o Rui Unas continua em grande. Quando for grande quero ter a comunicabilidade daquele homem.
o 3º episódio tem um regicídio. E igualdade a rodos.
O 4º episódio faz um esforço para se apelar aos mais pequeninos.
Tuesday, April 26, 2011
Talking Funny
Queria só dizer que isto é muito bom.
Não no sentido "muito bom" de "muita bom! Tem bués de piada!" mas no sentido "muito bom" de "vale a pena ver os maiores a conversar". Sobre ser-se os maiores.
Sobre como o Seinfeld ainda tem nervosismo antes de entrar em palco. Que eles também duvidaram deles próprios no início. Saber que há quem seja piquinhas. Quem seja infantil. E quem seja asneirento. E que todos, apesar de saberem que são os melhores, trabalham todos os dias para continuarem a ser.
A comédia americana pode ser uma realidade a palcos, comediantes e piadas de distância da portuguesa mas faz um calorzinho no estômago bom acompanhar esta hora de conversa e saber, sem qualquer dúvida, que todos os dias faço aquilo que mais gosto.
É por isso, que é muito bom.
E está apenas a um torrente de distância.
Não no sentido "muito bom" de "muita bom! Tem bués de piada!" mas no sentido "muito bom" de "vale a pena ver os maiores a conversar". Sobre ser-se os maiores.
Sobre como o Seinfeld ainda tem nervosismo antes de entrar em palco. Que eles também duvidaram deles próprios no início. Saber que há quem seja piquinhas. Quem seja infantil. E quem seja asneirento. E que todos, apesar de saberem que são os melhores, trabalham todos os dias para continuarem a ser.
A comédia americana pode ser uma realidade a palcos, comediantes e piadas de distância da portuguesa mas faz um calorzinho no estômago bom acompanhar esta hora de conversa e saber, sem qualquer dúvida, que todos os dias faço aquilo que mais gosto.
É por isso, que é muito bom.
E está apenas a um torrente de distância.
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Monday, April 25, 2011
Verdade absoluta #83
Os discursos em cerimónias oficiais são como os post-its.
Servem para deixar recados.
Servem para deixar recados.
Wednesday, April 20, 2011
"Não, Não & Não" #4
Haja alegria, haja frontalidade.
Quando os três pacholas do "Não, Não & Não" se chateiam - e não é raro - não há nada como falar "olhos nos olhos". Ou "olhos no peito", se for eu a discutir com o Daniel.
Este episódio tem ainda nudez da minha parte, intervenções pessoais, como seria o mundo se as pessoas fossem sempre honestas, uma facada num olho, uma antevisão do Benfica-Porto de hoje para a Taça e um belo par de mamas.
Pronto, uma delas é mentira.
E não é a das mamas.
Sunday, April 17, 2011
Um título… de filme
Quando em Portugal se fala em títulos de filmes o caminho mais comum é gozar-se sempre com os mesmos dois aspectos: as traduções brasileiras - que comicamente explicam, estragam ou ridicularizam os filmes que batizam; e os títulos pornográficos - que de modo ordinário, e sempre em tom jocoso de andaime, fazem rir a criança que temos dentro de nós.
No entanto, nos últimos anos, tem estado a aparecer um novo fenómeno cinematográfico que merece a nossa atenção. Porque enquanto que os dois exemplos supra citados são bons de um ponto de vista cómico, claramente não têm a dedicação à forma, à humanidade e à ortografia que estes novos trabalhos têm.
Sim, porque enquanto nós, portugueses, tratamos com desprezo e indiferença o “simples” título de um filme, há quem esteja empenhado em torná-lo numa obra de arte de per si. Para nós, comuns mortais, o título é apenas uma identificação fonética. Para este novo artista, é uma tela em branco, que leva e eleva o cinema mais além.
Falo assim, obviamente, das reticências nos títulos de filmes. Porque deverá apenas a pelicula em si, conter dramatismo? Não pode o espectador, mesmo antes de se sentar numa sala - munido de pipocas, bebida e com o telemóvel por pôr no silêncio – ter já começado a experiência cinematográfica antes? Quem são os distribuidores retógrados e tradicionalistas para nos impedirem de usufruir de acção, comédia e suspense, ainda antes da sessão? E tudo… com umas reticências no título.
O artista é anónimo. Prefere manter-se assim – como todos os grandes artistas o fazem. Não tenho garantias que seja sempre o mesmo mas gosto de acreditar que tamanha originalidade, arrojo e dedicação seja obra de uma mente iluminada e, garantidamente, incompreendida. Uns meros minutos de investigação na internet, onde procurei toda a sua obra, levaram-me até inícios de 2008. Mas é provável que tenha dados os seus primeiros passos bem antes disso.
Mas passemos à sua obra, propriamente dita.
Talvez o seu trabalho com maior visibilidade seja a comédia “Um Belo Par De… Patins” (estreado em Maio de 2008). Aqui, na sua obra mais popular, o artista demonstra como sabe respeitar o género do filme, sem que isso o impeça de criar. “Um Belo Par De… Patins”, sendo uma comédia, deu espaço ao autor para fazer ele próprio uma piada. “Um Belo Par” de quê? De “Mamas” como pensará o leitor mais básico? Não. “Patins” porque assim pode transmitir, mesmo que brincando, a mensagem do filme (a de um homem saído de uma relação à pouco tempo). Mais exemplos deste emprego da reticência para fins cómicos podem ser encontrados em títulos como “Adoro-Te… À Distância” (Setembro de 2010), “Batom… E Botas Da Tropa” (Outubro de 2009), “Padrinho… Mas Pouco” (Junho de 2008) ou “Amar… É Complicado” (Março de 2010) - De notar o transtorno emocional pelo qual o artista estaria a passar quando criou este título.
No seu trabalho com comédia quero ainda realçar o meu trabalho preferido de toda a sua obra: “Plano B…ebé” (Junho de 2010). Sem dúvida um clássico instantâneo, no mínimo, pela forma como brinca com as designações das palavras como se fossem castelos de areia numa praia da Costa da Caparica.
No entanto, ele não trabalha apenas comédia. Quando não era preciso fazer rir, o artista foi versátil o suficiente para aplicar o seu trabalho a novos propósitos. As reticências também podem ser aplicadas como forma de enunciação narrativa. Em títulos como “Por Amor…” (Setembro de 2009), “Thirst – Este É O Meu Sangue…” (Abril de 2010), “Para Sempre. Talvez…” (Março de 2008) ou “Vista Pela Última Vez…” (Fevereiro de 2008) é claro o esforço do artista em deixar o espectador, mesmo no final da leitura do título, em profunda ponderação filosófica do mesmo. A reticência é aqui usada como meio de deixar “no ar” um silêncio contemplativo pela leitura do título. Sim, porque o artista não é egoísta. Gosta que apreciem o seu trabalho mas não o faz pela fama. Fá-lo pelo bem da própria película. Ele sabe que a reticência pode muito bem ser usada como forma filosófica e emotiva de ponderar a narrativa.
Encontrei ainda trabalhos em que a reticência foi reforçada com mais pontuação, numa clara luta do génio por explorar todo o seu talento, sem reservas. E este é talvez o seu trabalho mais arrojado. Já cansado de umas meras reticências, procurou incorporar, que nem um expressionista na sua máxima força, o máximo de elementos que conseguiu, procurando provocar no leitor um claro e directo êxtase literário. “Com Outra?! …Nem Morta!” (Junho de 2009) é uma miscelânia arriscada e bem conseguida de pontuação ortográfica. Esta orgia de elementos visuais no título vão, sem dúvida, ficar na história – sendo ainda um mito que este título tenha causado mau-estar e vómitos em tantos espectadores como alguma crítica quer fazer acreditar.
O importante é reparar que o artista, ao colocar as reticências, está a deixar um pouco de si no seu trabalho. Ele coloca os famigerados três pontinhos nos locais onde ele, enquanto indivíduo, encontrou dúvida, comédia ou profundidade humana. Ele deixa a sua marca pessoal dizendo indirectamente ao espectador “olha que isto mexeu comigo. Perde um pouco do teu tempo a pensar nisto, se fazes favor”.
No entanto, e com toda a certeza, o público não compreende, aceita ou valoriza a arte deste artista. É sempre assim com mentes brilhantes, colocadas em tempos que não são os seus. Aposto que o povo português continua a fazer pedidos nas bilheteiras sem dar a devida pausa nas reticências. Brilhantes títulos como “Padrinho… Mas Pouco” ou “Adoro-te… À Distância” estão para sempre condenados a ser entoados como “Padrinho Mas Pouco” ou “Adoro-te À Distância” num profundo desrespeito pelo trabalho de quem cria, verdadeiramente, no cinema de hoje em dia.
Mas infelizmente... é o país que temos.
Verdade absoluta #82
Com os lápis uma pessoa não pode ser racista.
Tem sempre de dizer que "são de cor".
Tem sempre de dizer que "são de cor".
Friday, April 15, 2011
"Não, Não & Não" #3
Estou a ficar melhor.
Sinto que estou a crescer a cada cena que faço. A ser mais profissional.
Não, não é como actor. Melhor a ficar sério e a não estragar 746 takes com ataques de riso.
Podem ver, em várias cenas, o meu esforço em controlar o riso, com tanto sucesso, como o de Portugal em gerir as suas finanças. Este é o terceiro episódio e estamos a mudar a série, lentamente. Queremos mais sketch's e menos bastidores. Não que essas cenas não dêem gozo ou não tenham piada - eu consigo estragar 8 em cada 5 a rir - mas porque queremos, progressivamente, ser apenas um programa de sketch's.
MOMENTO FERNANDO NOBRE DO POST: E por favor, gostem de nós no Facebook. Nós juramos que nunca, nunca mas nunca pararemos de vos tratar bem, de vos providenciar comédia e de produzir sketch's com pessoas em tronco nu. Ou que seremos cabeças de lista de qualquer lista, ou cabeça, que seja.
Portanto, aqui está ele.
O 3º. Tem sushi radioactivo, castings para o programa, um truque de magia absolutamente deslumbrante, uma imitação perfeita da Shakira e o meu primeiro, primeiríssimo, talk-show de sempre.
Mais uma paródia a um anúncio, de fazer corar (de vergonha) o MadTV.
Sinto que estou a crescer a cada cena que faço. A ser mais profissional.
Não, não é como actor. Melhor a ficar sério e a não estragar 746 takes com ataques de riso.
Podem ver, em várias cenas, o meu esforço em controlar o riso, com tanto sucesso, como o de Portugal em gerir as suas finanças. Este é o terceiro episódio e estamos a mudar a série, lentamente. Queremos mais sketch's e menos bastidores. Não que essas cenas não dêem gozo ou não tenham piada - eu consigo estragar 8 em cada 5 a rir - mas porque queremos, progressivamente, ser apenas um programa de sketch's.
MOMENTO FERNANDO NOBRE DO POST: E por favor, gostem de nós no Facebook. Nós juramos que nunca, nunca mas nunca pararemos de vos tratar bem, de vos providenciar comédia e de produzir sketch's com pessoas em tronco nu. Ou que seremos cabeças de lista de qualquer lista, ou cabeça, que seja.
Portanto, aqui está ele.
O 3º. Tem sushi radioactivo, castings para o programa, um truque de magia absolutamente deslumbrante, uma imitação perfeita da Shakira e o meu primeiro, primeiríssimo, talk-show de sempre.
Mais uma paródia a um anúncio, de fazer corar (de vergonha) o MadTV.
Picado vs "A Rapariga do Capuz Vermelho"
“A Rapariga do Capuz Vermelho” – …o espectador do vómito esverdeado
CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar todo nu, colado numa parede das paredes do quarto do Cavaco Silva com cola UHU, sendo obrigado a assistir a todos os chás que tem com o Sócrates, o Passos Coelho, a malta do FMI e com o terapeuta da fala que o ajuda a pedir pizzas por telefone. Isto tudo sem conseguir falar porque me enfiaram uma bola de berlim fora de prazo na boca. (E por Bola de Berlim fora de prazo entenda-se “um seio da Angela Merkel”). “A Rapariga do Capuz Vermelho” foi o tempo da minha preciosa semana que gastei de pior forma. E atenção, eu também li uma edição d’A Bola – adoro reportagens sobre futebol. Fazem-me sentir como a personagem principal do “Processo” do Kafka mas como se ele tivesse bigode, palito na boca e vestisse só camisola interior. Este filme é tão mau que por comparação, as novas promos ao programa da SIC “Peso Pesado”, estão a ser confundidas com curtas metragens do Godard.
Que raio de ideia foi esta de se adaptar a história do Capuchinho Vermelho? Gostam de jovens indefesas que são perseguidas por vilões de dentes afiados? Então, fizessem um filme sobre a língua portuguesa, a de Camões, que tem de levar um “c” mudo à casa da avózinha mas um novo acordo ortográfico apanha-a numa floresta e viola-lhe as consoantes. Não era giro? Pois, mas a senhora realizadora de grandes clássicos do cinema como o “Twilight” achou que era melhor ideia mastigar uma história infantil e parva pondo-lhe um lobisomem, um padre e um triângulo amoroso. Se ao menos me dessem a mim uma cesta com cogumelos da floresta, podia ser que eu não aguentasse as horas deste filme como se me estivessem a apontar números de telefone de prostitutas da área de Massamá nas costas com um x-acto. Querem ir ver isto? Força. Mas fiquem sabendo que este filme está a uma penetração de distância de ser pornografia. E da má. Daquela em que as pessoas são peludas e há demasiados planos das caras dos homens a terem prazer.
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CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar todo nu, colado numa parede das paredes do quarto do Cavaco Silva com cola UHU, sendo obrigado a assistir a todos os chás que tem com o Sócrates, o Passos Coelho, a malta do FMI e com o terapeuta da fala que o ajuda a pedir pizzas por telefone. Isto tudo sem conseguir falar porque me enfiaram uma bola de berlim fora de prazo na boca. (E por Bola de Berlim fora de prazo entenda-se “um seio da Angela Merkel”). “A Rapariga do Capuz Vermelho” foi o tempo da minha preciosa semana que gastei de pior forma. E atenção, eu também li uma edição d’A Bola – adoro reportagens sobre futebol. Fazem-me sentir como a personagem principal do “Processo” do Kafka mas como se ele tivesse bigode, palito na boca e vestisse só camisola interior. Este filme é tão mau que por comparação, as novas promos ao programa da SIC “Peso Pesado”, estão a ser confundidas com curtas metragens do Godard.
Que raio de ideia foi esta de se adaptar a história do Capuchinho Vermelho? Gostam de jovens indefesas que são perseguidas por vilões de dentes afiados? Então, fizessem um filme sobre a língua portuguesa, a de Camões, que tem de levar um “c” mudo à casa da avózinha mas um novo acordo ortográfico apanha-a numa floresta e viola-lhe as consoantes. Não era giro? Pois, mas a senhora realizadora de grandes clássicos do cinema como o “Twilight” achou que era melhor ideia mastigar uma história infantil e parva pondo-lhe um lobisomem, um padre e um triângulo amoroso. Se ao menos me dessem a mim uma cesta com cogumelos da floresta, podia ser que eu não aguentasse as horas deste filme como se me estivessem a apontar números de telefone de prostitutas da área de Massamá nas costas com um x-acto. Querem ir ver isto? Força. Mas fiquem sabendo que este filme está a uma penetração de distância de ser pornografia. E da má. Daquela em que as pessoas são peludas e há demasiados planos das caras dos homens a terem prazer.
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Tuesday, April 12, 2011
"Isto É O Q?" #2.2
O segundo episódio da segunda série...
... conta a história de um horrendo crime.
Mas Rui Unas quer resolvê-lo. Mesmo que o dito crime tenha um assassino inesperado.
... conta a história de um horrendo crime.
Mas Rui Unas quer resolvê-lo. Mesmo que o dito crime tenha um assassino inesperado.
Saturday, April 09, 2011
Pão de Alho
Eu e a minha namorada fazemos 6 meses hoje.
Ela adora pão de alho.
Eu escrevi-lhe este texto.
"O pão de alho
O pão de alho tem dois ingredientes essenciais. Não são segredo - porque quem o baptizou não permitiu - mas são fundamentais. Um pão sem alho não é metade do que podia ser e o alho sem o pão, não é o prato que deseja ser. O pão é comum, popular e, muitas vezes, desvalorizado. É tomado por garantido. Já o alho é um caso especial mas subvalorizado. Está sempre por lá, fala-se dele e sabe-se quem é, mas raramente se pára para lhe dar a devida atenção. E eles souberam fazer isso, um pelo outro. São conhecidos por todos, usados por todos mas é quando se juntam, pingando manteiga quente por onde passam, que se vê e sente o prazer de se unirem. Só um olhar já aquece os dedos, molha a boca e solta o espírito. O pão de alho não nasceu para ser feito, e até demorou a ser cozinhado, mas assim que é preparado já não pode ser separado.
Ao pão, há quem o ache básico. Simples. Uma mera plataforma. A história, e os entendidos, discordam - o alho também. O pão esteve sempre lá, quando mais precisaram dele. Disponível, vida após vida. Forno após forno. Boca após boca. É verdade que o pão não é gourmet por si mas é um ingrediente que sempre soube marcar presença entre os grandes. A vê-los. A observá-los. A apoiá-los. Sempre nos bastidores do que eram orgias de palato de outras mesas de jantar. É versátil e volátil. É trabalhador. É permissivo mas saboroso. Sabe quando é o seu tempo. E o seu grande trunfo é servir tão bem sozinho como a acompanhar. É perfeito para quem só quer matar a fome ou saciar-se com gosto porque está bem com o pequeno-almoço, o almoço ou o jantar. E ai! de quem se esquecer da ceia. O pão é a estrela polar culinária que tomamos por garantida, que seguimos sem saber apreciar a sua luz.
Já o alho, é visto como um mero “acrescento”. É louco, um atiradiço que aloura com facilidade, que sofreu maus tratos sempre que ficou passado. Quer atenção, quando a pede e como a pede, e faz birra se não lha derem. Foi atirado, esquecido, usado por tanta mão inexperiente. O alho só quer dar sabor. Realçar o que há de bom nos outros. É único, especial e forte. Quando aparece, faz-se notar. Quer agradar e gosta que o saboreiem com veemência, prazer e tempo. É um profissional do afecto e do carinho ao palato e gosta de se sentir importante.
Foi no pão que encontrou o seu propósito.
No prato que se designa, falta apenas a salsa e a manteiga porque o pão e o alho não são exigentes mas gostam de estar completos. Lutam por isso. A manteiga não é mais do que um amor que os une. Sim, porque o pão e o alho precisam desse abraço para se agarrarem. Aconchega-se com ele, deixando-se levar sem luta. Calmos. A salsa, salpicada por cima da manteiga, dá acção ao que parecia monótono, monocórdico e monocromático. Salpica-se, surumbica-se, provoca e mexerica. Dá movimento e, se na medida certa, nem se dá por ela. É natural. Necessária e discreta.
O pão e o alho, sozinhos, podem não ter mudado a história da culinária mas é quando se juntam que merecem um lugar nos menus e nos livros de culinária. É só pôr-lhes a língua em cima. Estão perfeitos um com o outro. Podem abusar um do outro, falhar ocasionalmente nas quantidades e/ou no uso, mas acabam inevitavelmente por se dar bem. Por gostar um do outro. Não há sabor como o deles.
Sorvem-no como entrada os comilões, que não sabendo como vão ficar satisfeitos depois de o comerem, são garganeiros e querem saltar logo para outra. Parvos. Mas o pão de alho não se importa. O pão e o alho continuam abraçados, quentinhos, no conforto da louça de cozinha.
Comem-no com cuidado os epicuristas gulosos. Puxam por dele. Deliciam-se, dando-lhe um nome e uma fama. São poucos os que o sabem apreciar mas o pão de alho não se importa de ser ignorado. Está lá para si, não está para os outros. O pão já habituado a ser o conforto da larica dos outros, o alho já satisfeito de ter alegrado o refogado dos outros. Têm tempo um para o outro.
Desejam-nos os conhecedores, pois não é comum sonhar-se, desejar-se e lutar-se por um. É uma “entrada”, um “couvert”, um “aperitivo”. Idiotas, os que o desvalorizam. Os espertos, os verdadeiros degustadores, sabem como procurá-lo e fazem dum prazer muito seu o facto de o encontrarem. Ele costuma estar por aí. Feliz e completo na sua companhia. Não faz por ser notado porque está onde quer estar.
Quem o morde sabe o bem que sabe. É algo nunca antes provado, com o alho a saber aproveitar-se do espaço e da disponibilidade do pão, e o pão a pavonear-se de ter o alho consigo.
O pão de alho não é um prato original, de fazer parar o trânsito da gastronomia, mas é sempre das misturas mais inesperadas que saem as coisas mais óbvias. À primeira vista, o pão de alho pode pecar por parecer um caminho normal mas é um casamento que nunca desapontará. Se o pão e o alho continuarem a tirar o melhor um do outro, nunca deixarão de fazer do forno, um mundo só seu.
O alho era do que o pão mais precisava.
O pão conseguiu dar sentido ao alho.
Uma dentada, por sua vez.
Um prato de cada vez."
Friday, April 08, 2011
Pedido de ajuda externa português foi feito com número musical
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| O LUÍS A QUEM SÓCRATES PERGUNTOU SE ESTAVA "TUDO BEM" É o COREóGRAFO |
Segundo esta testemunha – que não nos pode dizer como se chamava porque estava constantemente a ser interrompido ao telefone por alguém que dizia “Carlos, larga o telefone e anda almoçar. Olha que fica frio.” – assistiu ao pedido na sede da União Europeia e descreveu todo o pedido/espectáculo. “Fui muita bonito. Eu gosto de festivais em que não se poupa no fogo-de-artifício, percebe? O número custou a arrancar mas depois a cena começou com o Sócrates e o Passos Coelho, de braço dado, a cantar e a dançar o Money Makes The World Goes Around do musical Cabaret. Passos desafinou numas notas mas Sócrates conseguiu abafar com os seus movimentos de anca.” O pedido fechou depois com um número a solo de Cavaco, que terá entoado, durante 7 horas e meia sem parar – até Bruxelas consentir em enviar o FMI – o tema “I Need A Dollar” de Aloe Blacc, que Cavaco terá adaptado para “I Need A Dollar, a Euro or a Yuan, I’m Not Picky”.
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"Não, Não & Não" #2
Já está online o 2º episódio do "Não, Não & Não".
Bem como todos os sketch's que contém, separados e embalados hermeticamente - porque toda a gente sabe que o sketch guardado ao ar fica sem sabor.
Também já temos página no Facebook.
Há fotos de bastidores, todos os clips e um mural inteiro onde nos podem insultar, dizer que não temos talento e chamar coisas às nossas mães. Elas estão avisadas.
Neste episódio, eu o Daniel e o Pedro continuamos a conhecer-nos.
E a aparvalhar. Temos uma operação STOP sui generis, os pobres do futuro, shushi e pessoas nas profissões erradas.
Já sabem, todas as terças, no Canal Q, às 22.30h. E depois no Facebook acima mencionado.
Bem como todos os sketch's que contém, separados e embalados hermeticamente - porque toda a gente sabe que o sketch guardado ao ar fica sem sabor.
Também já temos página no Facebook.
Há fotos de bastidores, todos os clips e um mural inteiro onde nos podem insultar, dizer que não temos talento e chamar coisas às nossas mães. Elas estão avisadas.
Neste episódio, eu o Daniel e o Pedro continuamos a conhecer-nos.
E a aparvalhar. Temos uma operação STOP sui generis, os pobres do futuro, shushi e pessoas nas profissões erradas.
Já sabem, todas as terças, no Canal Q, às 22.30h. E depois no Facebook acima mencionado.
Thursday, April 07, 2011
Quente. Morno. Frio. Gelado.
A casa de banho é um lugar sagrado, não é meramente o quarto onde lavamos as mãos antes das refeições. (A propósito, uma senhora perguntou-me porque é que os homens só têm pressa de ir lavar as mãos quando se anuncia que o jantar já está na mesa.)
"Depois de chegarem a casa", disse esta senhora, "têm todo o tempo e mais algum para se arranjarem para o jantar. Mas sentam-se a ler o jornal da tarde, entretêm-se com o rádio ou põem-se a fumar um cigarro, de pé, no meio da sala, à espera de que alguém diga: "O jantar está pronto." Nessa altura, respondem: "Vou já para baixo", correm escadas acima para a casa de banho e ficam por lá a chapinhar com a água, a mexer no sabão e nas toalhas, durante tanto tempo que uma pessoa pensa que eles estão a lavar a roupa toda da semana. E enquanto isso a sopa fica gelada."
E eu, também por acaso, queria saber porque é que na gíria das donas de casa tudo fica "gelado"quando a culpa é do homem. Quando a culpa é de outra pessoa qualquer, a comida apenas fica "fria", mas quando é do homem, fica sempre "gelada".
- Robert Benchley na crónica "Imaginação na Casa de Banho" do livro "Wit".
"Depois de chegarem a casa", disse esta senhora, "têm todo o tempo e mais algum para se arranjarem para o jantar. Mas sentam-se a ler o jornal da tarde, entretêm-se com o rádio ou põem-se a fumar um cigarro, de pé, no meio da sala, à espera de que alguém diga: "O jantar está pronto." Nessa altura, respondem: "Vou já para baixo", correm escadas acima para a casa de banho e ficam por lá a chapinhar com a água, a mexer no sabão e nas toalhas, durante tanto tempo que uma pessoa pensa que eles estão a lavar a roupa toda da semana. E enquanto isso a sopa fica gelada."
E eu, também por acaso, queria saber porque é que na gíria das donas de casa tudo fica "gelado"
- Robert Benchley na crónica "Imaginação na Casa de Banho" do livro "Wit".
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Wednesday, April 06, 2011
Crise? Que crise?
O senhor chama-se Timothy Bancroft-Hinchey.
É jornalista, colunista, "editor" da versão inglesa e "director and chief" da versão portuguesa do jornal Russo "Pravda" (que quer dizer "Verdade").
Neste artigo de opinião escreve sobre Portugal. Sobre a nossa crise. A nossa identidade. E sobre o nosso futuro.
Se eu concordo com ele?
Demais.
"Portugal - Crisis, what crisis?
After Prime Minister José Sócrates presented his resignation to President Anibal Silva on Wednesday, the Portuguese mass media indicates a new legislative election at the end of May. However, this is not the only option open to the President. After decades of mismanagement, reality slams Portugal square in the face. What happens now?
If you build a house of cardboard on the sand and without solid foundations, then throw away the few stones anchoring the structure to the ground, it is natural that it will collapse with the first gust of wind, the first drops of rain, the slightest pressure from within. Quite how Portugal's cardboard house survived the 37 years since the 1974 Revolution is maybe a comment on the resilience of this people who seem to perform miracles getting things done with last-minute panic measures. In Portuguese it is called "desenrascar" (get out of trouble, somehow). This time, however, not even Houdini would escape.
Today, reality strikes Portugal and the Portuguese square in the face. Quite whose fault it is, is patently obvious: for a start, those political forces in positions of control since 1974 (namely the PSD - Social Democrats and PS - Socialist Party, both centre-right these days, sometimes in coalition with CDS-PP - Christian Democrats - Conservatives) and principally, the team of then Prime Minister and now President, Aníbal Silva, through whose hands billions and billions poured and who demonstrated neither the capacity nor the vision to invest that money adequately to make sure Portugal rose to the challenge.
Whether or not it was entirely his fault is another question. Was Portugal really prepared to enter the European Community back in 1986? Was Portugal really prepared to enter the Eurozone in 1999? Was Portugal ready to face the challenges imposed by the Convergence Criteria in the ensuing years? Does the EU actually work?
Over the years, successive Portuguese Governments received rivers of money which, it is now patently obvious, was abominably badly managed. EU membership saw the cities receive a facelift and in a few years bridged the decades which had separated Portugal from the rest of Europe. Thirty years ago, the Portuguese would describe themselves as "fifty years behind". Today, Lisbon is a modern capital city with as many modern facilities, or more, than its peers.
But the same Governments sold Portuguese industry down the river, destroyed Portuguese agriculture and lost fishing rights. Portugal, with one of the largest Exclusive Economic Zones in the world, has not taken advantage of its resources, mainly because they have been sold off... or simply lost. It is therefore hardly surprising that the young people of today feel there are no jobs to go to.
They are right. They have been destroyed. (...)"
Continuem a ler aqui.
É jornalista, colunista, "editor" da versão inglesa e "director and chief" da versão portuguesa do jornal Russo "Pravda" (que quer dizer "Verdade").
Neste artigo de opinião escreve sobre Portugal. Sobre a nossa crise. A nossa identidade. E sobre o nosso futuro.
Se eu concordo com ele?
Demais.
"Portugal - Crisis, what crisis?
After Prime Minister José Sócrates presented his resignation to President Anibal Silva on Wednesday, the Portuguese mass media indicates a new legislative election at the end of May. However, this is not the only option open to the President. After decades of mismanagement, reality slams Portugal square in the face. What happens now?
If you build a house of cardboard on the sand and without solid foundations, then throw away the few stones anchoring the structure to the ground, it is natural that it will collapse with the first gust of wind, the first drops of rain, the slightest pressure from within. Quite how Portugal's cardboard house survived the 37 years since the 1974 Revolution is maybe a comment on the resilience of this people who seem to perform miracles getting things done with last-minute panic measures. In Portuguese it is called "desenrascar" (get out of trouble, somehow). This time, however, not even Houdini would escape.
Today, reality strikes Portugal and the Portuguese square in the face. Quite whose fault it is, is patently obvious: for a start, those political forces in positions of control since 1974 (namely the PSD - Social Democrats and PS - Socialist Party, both centre-right these days, sometimes in coalition with CDS-PP - Christian Democrats - Conservatives) and principally, the team of then Prime Minister and now President, Aníbal Silva, through whose hands billions and billions poured and who demonstrated neither the capacity nor the vision to invest that money adequately to make sure Portugal rose to the challenge.
Whether or not it was entirely his fault is another question. Was Portugal really prepared to enter the European Community back in 1986? Was Portugal really prepared to enter the Eurozone in 1999? Was Portugal ready to face the challenges imposed by the Convergence Criteria in the ensuing years? Does the EU actually work?
Over the years, successive Portuguese Governments received rivers of money which, it is now patently obvious, was abominably badly managed. EU membership saw the cities receive a facelift and in a few years bridged the decades which had separated Portugal from the rest of Europe. Thirty years ago, the Portuguese would describe themselves as "fifty years behind". Today, Lisbon is a modern capital city with as many modern facilities, or more, than its peers.
But the same Governments sold Portuguese industry down the river, destroyed Portuguese agriculture and lost fishing rights. Portugal, with one of the largest Exclusive Economic Zones in the world, has not taken advantage of its resources, mainly because they have been sold off... or simply lost. It is therefore hardly surprising that the young people of today feel there are no jobs to go to.
They are right. They have been destroyed. (...)"
Continuem a ler aqui.
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"Isto É O Q?" #2.1
O "Isto É O Q?" está de volta.
Depois de um ameaço do Unas, que se ia embora para sempre, eis o regresso triunfante. Ou não.
Este é o 1º episódio da 2ª temporada. Sim, nós também temos disso. Temporadas. Não é só o "Conta-me Como Foi", o "Biggest Loser" ou as pessoas que vão de férias para a Quarteira e depois dizem que tiveram lá "uma temporada muito agradável".
E neste episódio, Unas entra logo a pés juntos.
Despede uma pessoa, institui um sistema de escola e vende cremes vaginais.
Exactamente por esta ordem.
Depois de um ameaço do Unas, que se ia embora para sempre, eis o regresso triunfante. Ou não.
Este é o 1º episódio da 2ª temporada. Sim, nós também temos disso. Temporadas. Não é só o "Conta-me Como Foi", o "Biggest Loser" ou as pessoas que vão de férias para a Quarteira e depois dizem que tiveram lá "uma temporada muito agradável".
E neste episódio, Unas entra logo a pés juntos.
Despede uma pessoa, institui um sistema de escola e vende cremes vaginais.
Exactamente por esta ordem.
Sunday, April 03, 2011
Linguagem
Eu odeio dar erros ortográficos.
Odeio.
Mas dou-os. E isso não tem desculpa, por muito que eu os odeie.
Só faz de mim uma daquelas mulheres que apanha do marido e depois diz que "sabe que ele a ama". Ela sabe. Ele não faz por mal.
Eu vivo de palavras. De frases. De sonoridades. De verborreias. De sentidos. De mensagens.
Eu tenho de aprender a dançar com as palavras. A tratá-las por tu. A saboreá-las. Não posso continuar a ser o namorado desatento, despreocupado e desleixado que quando se esquece de uma data dá dois beijos, diz que a ama e depois deixa andar. Não posso.
Não faz sentido um argumentista, um humorísta e um cidadão adulto e culto não saber falar. Não saber escrever. Raios, eu respondi à pergunta 14 do Census 2011 a dizer que sim. Não quero que seja mentira.
Nas palavras de Stephen Fry, há que saber usar as palavras.
Odeio.
Mas dou-os. E isso não tem desculpa, por muito que eu os odeie.
Só faz de mim uma daquelas mulheres que apanha do marido e depois diz que "sabe que ele a ama". Ela sabe. Ele não faz por mal.
Eu vivo de palavras. De frases. De sonoridades. De verborreias. De sentidos. De mensagens.
Eu tenho de aprender a dançar com as palavras. A tratá-las por tu. A saboreá-las. Não posso continuar a ser o namorado desatento, despreocupado e desleixado que quando se esquece de uma data dá dois beijos, diz que a ama e depois deixa andar. Não posso.
Não faz sentido um argumentista, um humorísta e um cidadão adulto e culto não saber falar. Não saber escrever. Raios, eu respondi à pergunta 14 do Census 2011 a dizer que sim. Não quero que seja mentira.
Nas palavras de Stephen Fry, há que saber usar as palavras.
Saturday, April 02, 2011
Buraco nas contas públicas servirá para construir centro comercial
A-HOLE/GF – O INE (Instituto Nacional de Estatística) revelou hoje que o buraco das contas públicas é maior do que José Sócrates tinha anunciado inicialmente. O valor em euros do espaço aumentou assim significativamente, já estando planeado um centro comercial para o local.
“O buraco é muito maior do que nós tínhamos imaginado. Uma fossa de 8.6% dá para quase 8 subpisos de estacionamento e uma área onde cabem, sem esforço, milhares de lojas de roupa, uma zona de alimentação e quem sabe, uns buraquitos de Golf, já que agora está tão barato.” disse Joel Noémio, arquitecto do projecto. Depois de se certificarem que ninguém tinha caído lá dentro, a obra para a construção do centro comercial foi adjudicada e deverá começar ainda antes do Verão, “isto se o FMI não entrar em Portugal e tapar o dito, claro”. O maior accionista deste projecto é o BPN, já que terá contribuído largamente para o buraco em questão. Quando inquirido sobre o buraco, José Sócrates apenas comentou “Que é que tem? Dá as duas melhores ao Presidente e segue-se o jogo de cartas, pá.”
As seen on O Indesmentivel.
“O buraco é muito maior do que nós tínhamos imaginado. Uma fossa de 8.6% dá para quase 8 subpisos de estacionamento e uma área onde cabem, sem esforço, milhares de lojas de roupa, uma zona de alimentação e quem sabe, uns buraquitos de Golf, já que agora está tão barato.” disse Joel Noémio, arquitecto do projecto. Depois de se certificarem que ninguém tinha caído lá dentro, a obra para a construção do centro comercial foi adjudicada e deverá começar ainda antes do Verão, “isto se o FMI não entrar em Portugal e tapar o dito, claro”. O maior accionista deste projecto é o BPN, já que terá contribuído largamente para o buraco em questão. Quando inquirido sobre o buraco, José Sócrates apenas comentou “Que é que tem? Dá as duas melhores ao Presidente e segue-se o jogo de cartas, pá.”
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Friday, April 01, 2011
Trabalhadores da CP anunciam um dia em que vão trabalhar
(DES)GREVE/GF – O Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) informou hoje por comunicado que os seus trabalhadores irão trabalhar um dia “e apenas um dia”, em breve. Surpreendendo tudo e todos, os trabalhadores da CP vão assim estar a operar das 00:00 de dia 8 de Maio às 00:00 de 9 de Maio. De 2014.
“Estava na hora de tomar uma atitude. Estamos fartos que o patronato nos trate como trabalhadores decentes, aceitando greves e protestos. Vamos trabalhar um dia e vamos fazê-lo com consciência!” disse Ricardo Gomes, um maquinista que não entra num comboio desde Setembro. Os trabalhadores reclamam assim, trabalhando um dia, um bocadinho de piores condições. “Há quem tenha contrato de trabalho, aqui. Quem até receba subsídios de férias e afins. Já para não falar de senhas para o almoço, que é bem bom. Alguém tem de reparar nisto!”. Não gritando palavras de ordem, nem fazendo esperas aos patrões, o sindicato de trabalhadores da CP já prometeu que vai pôr os comboios a andar. Os utentes já demonstraram o seu desagrado por este dia de funcionamento da CP já que o barulho das carruagens e as paragens nas passagens de nível lhes causam um enorme transtorno.
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“Estava na hora de tomar uma atitude. Estamos fartos que o patronato nos trate como trabalhadores decentes, aceitando greves e protestos. Vamos trabalhar um dia e vamos fazê-lo com consciência!” disse Ricardo Gomes, um maquinista que não entra num comboio desde Setembro. Os trabalhadores reclamam assim, trabalhando um dia, um bocadinho de piores condições. “Há quem tenha contrato de trabalho, aqui. Quem até receba subsídios de férias e afins. Já para não falar de senhas para o almoço, que é bem bom. Alguém tem de reparar nisto!”. Não gritando palavras de ordem, nem fazendo esperas aos patrões, o sindicato de trabalhadores da CP já prometeu que vai pôr os comboios a andar. Os utentes já demonstraram o seu desagrado por este dia de funcionamento da CP já que o barulho das carruagens e as paragens nas passagens de nível lhes causam um enorme transtorno.
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Thursday, March 31, 2011
1 ano de Q
"O que é que queres ser quando fores grande?"
Lembram-se de vos fazerem essa pergunta? Quando era pequeno, perguntavam-me e eu não sabia responder. E quando ouvia as outras crianças a dizerem, batendo o pé com orgulho, que queriam ser A ou B, achava estranho. Eu só queria divertir-me. Rir. Fazer rir. Estar feliz. Sabia lá o que queria ser o resto da vida.
Fui estudando, crescendo, aprendendo e mais velho passei a querer ser desportista. Ou seja, ainda não sabia o que queria ser. Pratiquei 179 desportos diferentes e comecei a imaginar-me a jogar para o resto da vida. Profissionalmente. No Benfica... até que num torneio de volleyball rompi um ligamento do polegar.
Fui para artes. Mas odiava pintar. Até colorir os meus desenhos a carvão me fazia confusão. Gostava das coisas do Leonardo DaVinci, rústicas, com um ar de terem sido feitas à pressa. Com um lápis. Num guardanapo. Do desenho para o cartoon nem sei como fui. Fiz alguns, tive ideias para outros milhares e seguindo um trilho de imagens e histórias, fui para cinema. Foi ao tirar cinema que fui começando a fazer stand-up e foi ao escrever guiões que fui tirando cursos de escrita de humor. Não sabia o que queria ser quando fosse grande mas descobri o que me dava mais prazer fazer na altura.
E com isto, dei uma volta completa. Não cresci mas aprendi. Ainda sou o puto que não sabe o que quer da vida. Que só quer rir, fazer rir e sentir-se feliz. E vou continuar a ser. Se me perguntarem agora o que quero ser quando for grande vou dizer que "não quero ser grande". Quero ser para sempre um puto e hoje em dia posso sê-lo graças ao Q.
O Q faz um ano e é um canal de televisão onde adultos inquietos brincam com o mundo. Onde se vai continuar a desconstruir tudo o que é brinquedo, brincando. O Canal Q faz um ano e o meu orgulho, prazer e gratidão continuam intactos, dia após dia, sempre que abro a porta daquela redacção.
Sou exactamente aquilo que (não) quis ser quando fosse grande.
E sou porque não quero crescer.
Lembram-se de vos fazerem essa pergunta? Quando era pequeno, perguntavam-me e eu não sabia responder. E quando ouvia as outras crianças a dizerem, batendo o pé com orgulho, que queriam ser A ou B, achava estranho. Eu só queria divertir-me. Rir. Fazer rir. Estar feliz. Sabia lá o que queria ser o resto da vida.
Fui estudando, crescendo, aprendendo e mais velho passei a querer ser desportista. Ou seja, ainda não sabia o que queria ser. Pratiquei 179 desportos diferentes e comecei a imaginar-me a jogar para o resto da vida. Profissionalmente. No Benfica... até que num torneio de volleyball rompi um ligamento do polegar.
Fui para artes. Mas odiava pintar. Até colorir os meus desenhos a carvão me fazia confusão. Gostava das coisas do Leonardo DaVinci, rústicas, com um ar de terem sido feitas à pressa. Com um lápis. Num guardanapo. Do desenho para o cartoon nem sei como fui. Fiz alguns, tive ideias para outros milhares e seguindo um trilho de imagens e histórias, fui para cinema. Foi ao tirar cinema que fui começando a fazer stand-up e foi ao escrever guiões que fui tirando cursos de escrita de humor. Não sabia o que queria ser quando fosse grande mas descobri o que me dava mais prazer fazer na altura.
E com isto, dei uma volta completa. Não cresci mas aprendi. Ainda sou o puto que não sabe o que quer da vida. Que só quer rir, fazer rir e sentir-se feliz. E vou continuar a ser. Se me perguntarem agora o que quero ser quando for grande vou dizer que "não quero ser grande". Quero ser para sempre um puto e hoje em dia posso sê-lo graças ao Q.
O Q faz um ano e é um canal de televisão onde adultos inquietos brincam com o mundo. Onde se vai continuar a desconstruir tudo o que é brinquedo, brincando. O Canal Q faz um ano e o meu orgulho, prazer e gratidão continuam intactos, dia após dia, sempre que abro a porta daquela redacção.
Sou exactamente aquilo que (não) quis ser quando fosse grande.
E sou porque não quero crescer.
Wednesday, March 30, 2011
"Não, Não & Não" #1
Aqui está ele.
O primeiríssimo de muitos.
Chama-se "Não, Não & Não" é pequenino e é muito parecido com o pai. Ou pais, aliás.
Podem acompanhar esta saga de 3 novos humorístas, todas as terças-feiras, no Canal Q, pelas 22.30h.
É uma sitcom com sketch's. Ou um programa de sketch's com momentos de bastidores.
Não sabemos bem mas a beleza da coisa está aí. Em não se saber.
Agora vejam e fiquem a saber.
O primeiríssimo de muitos.
Chama-se "Não, Não & Não" é pequenino e é muito parecido com o pai. Ou pais, aliás.
Podem acompanhar esta saga de 3 novos humorístas, todas as terças-feiras, no Canal Q, pelas 22.30h.
É uma sitcom com sketch's. Ou um programa de sketch's com momentos de bastidores.
Não sabemos bem mas a beleza da coisa está aí. Em não se saber.
Agora vejam e fiquem a saber.
Tuesday, March 29, 2011
"Não, Não & Não"
Estamos a minutos de estrear o meu novo projecto no Canal Q.
Chama-se "Não, Não & Não" e é, basicamente, um programa de sketch's com momentos de bastidores.
Eu, Pedro Diogo e Daniel Leitão somos três novos humoristas, três novas apostas que são postas ao molho num novo programa de humor. Não nos conhecemos, não vamos bem com a cara uns dos outros mas temos de nos aguentar, se queremos chegar a algum lado no mundo da comédia.
Todas as semanas acompanhem novos 20 minutos.
Se não gostarem dos sketch's, acompanhem a luta por um lugar no mundo da comédia.
Se não gostarem do lado sitcom, apreciem os sketch's.
Se não gostarem de nada, ponham no canal e saiam da sala. Assim vocês não vêem e eu fico com as audiências. Boa?
Eis a primeira pomo.
Futre a Primeiro-Ministro.
Chama-se "Não, Não & Não" e é, basicamente, um programa de sketch's com momentos de bastidores.
Eu, Pedro Diogo e Daniel Leitão somos três novos humoristas, três novas apostas que são postas ao molho num novo programa de humor. Não nos conhecemos, não vamos bem com a cara uns dos outros mas temos de nos aguentar, se queremos chegar a algum lado no mundo da comédia.
Todas as semanas acompanhem novos 20 minutos.
Se não gostarem dos sketch's, acompanhem a luta por um lugar no mundo da comédia.
Se não gostarem do lado sitcom, apreciem os sketch's.
Se não gostarem de nada, ponham no canal e saiam da sala. Assim vocês não vêem e eu fico com as audiências. Boa?
Eis a primeira pomo.
Futre a Primeiro-Ministro.
Friday, March 25, 2011
O caso do Josué Caraça
(Tudo o que vocês vão ler é verdade. Juro pela alminha da jornalista envolvida.)
Estando a trabalhar no Inimigo Público Tv e a escrever para o Indesmentível a minha capacidade e discernimento de lidar com a linha entre a ficção e a realidade está a morrer lentamente. O meu trabalho é simples. Pego em factos, situações noticiadas e dou-lhes um ângulo cómico. É para isso que me pagam e é isso que me dá erecções intelectuais. Para já, só intelectuais, sim.
Mas diariamente vemos casos em que a realidade, de facto, supera a ficção. Coisas, palavras, ideias, frases, acontecimentos, decisões que de tão loucas e "fora", nos fazem duvidar se são verdade ou ficção. É uma profissão ingrata esta que tenho. Trabalho 10 a 12 horas por dia a escrever e gravar disparates para depois, um Paulo Futre em 6 minutos - e sem querer - ser muito melhor do que eu.
Mas se acontece um telejornal sério fazer um disparate cómico - tipo, sei lá, achar que o IVA de um carro e não de um desporto é que vai descer - o inverso também acontece. E isso ainda assusta mais. O erro resvalar do sério para o engraçado é simples e fácil de acontecer. Basta um estagiário que escolha mal a imagem de um GOLF. Ou um ex-jogador snifar mais uma linha. Passar do cómico para o sério é que é mais difícil. Achava eu.
Levar-se uma coisa cómica a sério é muito mais perigoso e sério do que levar-se algo a séria a brincar. E aconteceu-me. Indirectamente. E felizmente - sempre dá para rir. Eu explico. Há uns meses soube-se que alunos universitários estão desde o verão à espera do dinheiro das bolsas de estudo que ganharam. Então, para o Indesmentível, escrevi uma notícia sobre Josué Caraça, um idoso de 80 anos que recebe o valor de uma bolsa de estudo com 60 anos de atraso. Chama-se comédia e este exemplo emprega algo chamado "exagero".
Ontem, uma jornalista de um canal generalista, produtora num programa da manhã, apresentado por uma senhora que tem decibéis de uma claque de futebol, descobriu o texto. Será que se riu com ele? Que achou a pandega que fiz à actualidade cómica e jovial? Não.
Pediu o contacto do Josué para o levar ao programa da senhora dos decibéis.
É assustador que alguém leia o texto e o ache real. Quer dizer que a pessoa interessada no contacto não tem, nunca teve e nunca terá, sentido de humor. E isso, no fundo entristece-me. Não porque haja uma data de piadas das quais ela não andará a rir a "bandeiras despregadas" mas porque é menos público que eu, como humorista, tenho para o meu trabalho. Pelos menos para rir e não para o levar a sério.
Leiam a notícia em questão e digam-me se não era de levar um velhote (um actor pago e muito bom) ao programa para reivindicar o dinheiro do cheque-bebé que lhe estão a dever desde o terramoto de 1755.
Idoso de 83 anos recebe bolsa de estudo com 60 anos de atraso
Já se riram dos meus disparates antes.
Levarem-nos a sério, nunca tinha acontecido.
Estando a trabalhar no Inimigo Público Tv e a escrever para o Indesmentível a minha capacidade e discernimento de lidar com a linha entre a ficção e a realidade está a morrer lentamente. O meu trabalho é simples. Pego em factos, situações noticiadas e dou-lhes um ângulo cómico. É para isso que me pagam e é isso que me dá erecções intelectuais. Para já, só intelectuais, sim.
Mas diariamente vemos casos em que a realidade, de facto, supera a ficção. Coisas, palavras, ideias, frases, acontecimentos, decisões que de tão loucas e "fora", nos fazem duvidar se são verdade ou ficção. É uma profissão ingrata esta que tenho. Trabalho 10 a 12 horas por dia a escrever e gravar disparates para depois, um Paulo Futre em 6 minutos - e sem querer - ser muito melhor do que eu.
Mas se acontece um telejornal sério fazer um disparate cómico - tipo, sei lá, achar que o IVA de um carro e não de um desporto é que vai descer - o inverso também acontece. E isso ainda assusta mais. O erro resvalar do sério para o engraçado é simples e fácil de acontecer. Basta um estagiário que escolha mal a imagem de um GOLF. Ou um ex-jogador snifar mais uma linha. Passar do cómico para o sério é que é mais difícil. Achava eu.
Levar-se uma coisa cómica a sério é muito mais perigoso e sério do que levar-se algo a séria a brincar. E aconteceu-me. Indirectamente. E felizmente - sempre dá para rir. Eu explico. Há uns meses soube-se que alunos universitários estão desde o verão à espera do dinheiro das bolsas de estudo que ganharam. Então, para o Indesmentível, escrevi uma notícia sobre Josué Caraça, um idoso de 80 anos que recebe o valor de uma bolsa de estudo com 60 anos de atraso. Chama-se comédia e este exemplo emprega algo chamado "exagero".
Ontem, uma jornalista de um canal generalista, produtora num programa da manhã, apresentado por uma senhora que tem decibéis de uma claque de futebol, descobriu o texto. Será que se riu com ele? Que achou a pandega que fiz à actualidade cómica e jovial? Não.
Pediu o contacto do Josué para o levar ao programa da senhora dos decibéis.
É assustador que alguém leia o texto e o ache real. Quer dizer que a pessoa interessada no contacto não tem, nunca teve e nunca terá, sentido de humor. E isso, no fundo entristece-me. Não porque haja uma data de piadas das quais ela não andará a rir a "bandeiras despregadas" mas porque é menos público que eu, como humorista, tenho para o meu trabalho. Pelos menos para rir e não para o levar a sério.
Leiam a notícia em questão e digam-me se não era de levar um velhote (um actor pago e muito bom) ao programa para reivindicar o dinheiro do cheque-bebé que lhe estão a dever desde o terramoto de 1755.
Idoso de 83 anos recebe bolsa de estudo com 60 anos de atraso
Já se riram dos meus disparates antes.
Levarem-nos a sério, nunca tinha acontecido.
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ÚLTIMA HORA: Paulo Futre concorrerá a cargo de Primeiro-Ministro de Portugal
Ó SÓCIO/GF – Depois da sua apresentação na conferência de imprensa da candidatura de Dias Ferreira ao Sporting se ter espalhado na internet como um par de seios de uma celebridade, tudo indica que Paulo Futre concorrerá às eleições antecipadas para liderar o Governo Português. Segundo fonte próxima do ex-jogador, a ideia partiu do próprio Dias Ferreira.
“Não é que eu não o queria na minha candidatura ao Sporting… mas acho que ele no outro dia falou tão (Dias Ferreira deu um longo golo de água) bem que deveria voar mais alto, percebem?” disse Dias Ferreira enquanto cancelava chamadas de Paulo Futre. O ex-jogador deverá assim estar presente no boletim de voto nas próximas eleições ao lado de Sócrates e Passos Coelho. Quando interrogado sobre a sua candidatura, Paulo Futre apenas disse que queria “Um ministério Chinês. Porquê? Porque se tivermos um Ministério Chinês vai vir charters, todas as semanas, de 400 ou 500 assessores. Temos que ir buscar sponsors.” disse fazendo gestos com as mãos que pararam 3 táxis inadvertidamente. Futre depois estalou os dedos e acabou dizendo “Jornalista? Por favor. Peço-vos por favor porque senão paro. Estou concentradíssimo.” e ninguém percebeu porquê.
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“Não é que eu não o queria na minha candidatura ao Sporting… mas acho que ele no outro dia falou tão (Dias Ferreira deu um longo golo de água) bem que deveria voar mais alto, percebem?” disse Dias Ferreira enquanto cancelava chamadas de Paulo Futre. O ex-jogador deverá assim estar presente no boletim de voto nas próximas eleições ao lado de Sócrates e Passos Coelho. Quando interrogado sobre a sua candidatura, Paulo Futre apenas disse que queria “Um ministério Chinês. Porquê? Porque se tivermos um Ministério Chinês vai vir charters, todas as semanas, de 400 ou 500 assessores. Temos que ir buscar sponsors.” disse fazendo gestos com as mãos que pararam 3 táxis inadvertidamente. Futre depois estalou os dedos e acabou dizendo “Jornalista? Por favor. Peço-vos por favor porque senão paro. Estou concentradíssimo.” e ninguém percebeu porquê.
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