Saturday, May 07, 2011

Marcelo Rebelo de Sousa visto a praticar “campanha eleitoral involuntária” no Chiado

SUPER-MARCELO/GF – Na passada terça-feira Marcelo Rebelo de Sousa impediu dois homens, que discutiam no Chiado, de se agredirem. O comentador político acalmou-os com palavras e 176 conselhos de novos livros saídos apenas esta semana.
Impedindo agressões entre os dois homens e acalmando a zaragata, Marcelo deu por si a fazer campanha eleitoral involuntária. “Eu juro, juro que não quero que as pessoas votem em mim. Eu não deveria ter dado a cara, é o que é. Devia ter cuspido para um sem abrigo ou pontapeado uma criança. Assim não me queriam como Primeiro-Ministro de certeza.” disse o comentador da TVI. No entanto, Paulo Portas já revelou o seu entusiasmo com este novo tipo de arruada. “Quais beijos em velhas, qual quê. É isto que eu vou passar a fazer. Parar assaltos, agredir chulos, salvar pessoas em mar alto, operar doentes terminais, etc. As pessoas não querem um Primeiro-Ministro. Querem um engravatado durante o dia e um super-herói durante a noite. E é isso que vão ter de mim…” disse o líder do CDS enquanto tentava fazer um caracol na sua gigante testa. No entanto, o eleitorado português já fez saber que, se Marcelo não quer ser Primeiro-Ministro, ao menos que vista um fato completo de licra e que combata o crime nas ruas de Lisboa. Está inclusive a ser montado um holofote gigante com um “M” no topo dos Jerónimos para o chamar, sempre que preciso.



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Coisas que eu quero para os anos #8

Já só faltam 8 dias para o meu aniversário.

Este livro podem comprar-mo aqui.

Friday, May 06, 2011

Coisas que eu quero para os anos #9

Já só faltam 9 dias para o meu aniversário.

O benemérito que comprar esta prenda, que o faça tendo em atenção o seguinte:
- Estarei em Londres (em princípio) de 9 a 13 de Junho. Obrigado.
(Nada de coxias e lugares atrás de colunas. Quero na plateia, se faz favor.)

Esta prenda podem-ma comprar aqui.

Benfica perde com Braga para evitar jogar com FC Porto na final da Liga Europa

FINTA/GF – Num comunicado dirigido a todos os benfiquistas que estão hoje no mesmo estado de “birra” que o Fábio Coentrão ontem depois do jogo com o Braga, a direcção do Benfica explicou que a derrota foi calculada, num esforço claro para evitar que o clube perdesse novamente com o rival FC Porto. 
“Os remates ao poste foram certeiros. Os lances de fora mal marcados foram calculados. O Cardozo não ter corrido foi de propósito. E um bocado dele também, pronto. Mas para o Benfica, uma derrota com o Braga era o mais próximo de uma vitória contra o Porto que conseguimos” explicou Luis Filipe Vieira. No entanto, a pessoa mais desapontada com a derrota do Benfica parece ser Pinto da Costa. “Tinha muito mais piada jogar contra o Benfica. Tínhamos preparado umas coreografias para festejar golos em que o Hulk imitava o Fábio Coentrão a chorar e o Falcão o ia agarrar e tudo. Assim a Liga Europa não tem piada, pá. Já nem sabemos se vamos a Dublin ou não…”. Jorge Jesus sente assim que agora Benfica está no bom caminho, já que finalmente, as derrotas servem para alguma coisa.


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Thursday, May 05, 2011

Tuesday, May 03, 2011

O jantar dos Correspondentes

Imagine que se mete numa sala o Presidente dos EUA, um monte de jornalistas, comediantes e uma dose cavalar de auto-ironia. E claro, estrelas de Hollywood, ou não fosse isto a América.
Ah, e o Donald Trump.

É bom ver este sentido de humor em pessoas que conseguem falar a sério, matar terroristas a sério, fazer photoshop nessas fotografias a sério, e depois brincar quando é preciso.
É bom ver quem manda sabe rir de si próprio.
Ah, menos no Donald Trump.

Seth Meyers (coordenador de guiões e membro do cast do SNL)


E o Presidente dos EUA, senhoras e senhores.

Sunday, May 01, 2011

Royal BJ

Tenho de começar a ir a mais casamentos, já percebi.

"Não, Não & Não" #5

No último episódio do "Não, Não & Não" resolvemos ser frontais.
A coisa correu mal.
Neste damos a volta à situação.
Pois.

Nada como escrever num envelope a coisa que mais gostamos numa pessoa para tornar um esforço querido num festival de momentos desconfortáveis. É ver.

Pelo meio há "Hells Kitchen" - com a melhor imitação do Chef Ramsay que já vi em Portugal (e a única também). Mas deu um gozo enorme fazer.
Músicas infantis - adaptadas à realidade portuguesa actual.
Maneiras originais de dar notícias - e estranhas, vá. Estranhas.
E finalmente, o assalto mais fofinho da história da criminalidade. Atenção a este indivíduo quando estiverem a levantar dinheiro.

Tudo em grupo neste clip e às postas em sketch's - se apreciarem doses mais pequenas.
É procurar aqui.

José Lello lança nova moda de insultos

ABIFANÇO/GF – Esqueça o “cabr*o”, o “filho da p*ta” ou até a – tornada popular pelo ex-selecionador português Carlos Queiroz – “c*na da tua tia”. José Lello tem trocado insultos com Cavaco, Nogueira Pinto e um condutor que se atravessou à sua frente numa rotunda, estando já a mudar a maneira como taxistas, claques de futebol e deputados se insultam diariamente.
Depois de José Lello ter apelidado Cavaco de “foleiro” no seu Facebook, tem-se seguido uma metralhada gramatical virada para o enxovalho que tem deleitado os amantes da fonética. De Nogueira Pinto, José Lello disse que “pertence àquela classe de transfugas” que visam “abifar uns tachos” e que é o “bardo do Asterix”. Quando inquirido pelo nosso jornal sobre o processo pelo qual inventa novos insultos, Lello explicou que começa por pegar num dicionário – de preferência um Lello, claro – e que o atira ao ar. Quando este cair virado para baixo, abre na página escolhida pela gravidade e em seguida, cria um pequeno soneto em redor da palavra. Concluiu revelando que o processo demora, em média, “3 quartos de hora a fazer” mas que “vale a pena”. Em relação à referência à banda desenhada, Lello disse que tudo depende do que tiver para ler junto à sanita.



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Picado vs "Thor"

“Thor” – …uma espécie de FMI para o nosso QI

CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar a urinar lâminas de barbear enquanto me lapidam com cópias do livro “Um Homem Invulgar” da Felícia Cabrita e o Paulo Futre me conta anedotas de chineses. Isto tudo num dia de chuva ácida, claro. Fiquem sabendo que o verão não chega com o calor – e as camisolas de alças no metro, as sandálias com cheiro a chulé nos autocarros ou a gritaria com sotaque francês nas praias portuguesas. Não chega com os casamentos reais, os reality shows deprimentes em tribos africanas ou os concursos de talentos ganhos por pessoas com problemas de saliva. O verão só chega verdadeiramente com as adaptações de bandas desenhadas para cinema. É nessa altura que sei que me quero matar. Pelo menos um bocadinho mais do que o resto do ano.
Se há “Sozinho em Casa” no Natal e “Capitães de Abril” no 25 de Abril, há heróis americanos vertidos de licra num cinema perto de si, assim que cheire a Maio. E é fácil de detectar. É só seguir a gritaria das crianças, o mastigar de pipocas de boca aberta ou as conversas sobre tunning e modding à porta das salas de cinema. É a maneira que Hollywood tem de fazer dinheiro. Ou melhor, mais dinheiro. Desta feita é “Thor” que vem provar que no que toca a criatividade, os nerds americanos têm tanta como o compositor dos jingles de anúncios a super mercados. A forma como se inventam heróis americanos é fácil. Primeiro escolha um nome estranho e impronunciável (será o nome do planeta de onde a sua personagem vem). Depois escolha um utensílio que se venda no IKEA (que será a arma da sua personagem). Por fim arranje-lhe uma fobia parva e estranha de que só o vilão tenha conhecimento (como medo de água, pedras esquisitas do planeta de origem ou uma dívida enorme na segurança social). Depois leve a sua personagem ao ginásio de maneira a ficar “inchado”, ponha-lhe uma gaja boa ao lado e sirva isto tudo com muita explosão e pouco QI. Ficará al dente para todos aqueles que achem que Nero é mais nome de cão do que de Imperador.

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Friday, April 29, 2011

Casal português com casamento marcado para hoje chateado porque ninguém lhes liga nenhuma

CASÓRIO/GF – António e Carla, um casal apaixonado do Carregado, estão irritadíssimos porque o seu casamento é hoje, exactamente no mesmo dia da boda real em Inglaterra. A marcação dos dois casórios para o mesmo dia tem ofuscado completamente a Carla, o António e uma tia que adormeceu num banco da Igreja.
“Nem a minha mãe. Nem ela vem ao casamento. Vai ficar a ver o William e a Kate pela TVI, a vaca.” disse Carla já no altar, vestida de noiva, enquanto que esperava que o Padre fosse “dar uma olhadela ali ao vestido da Kate no televisor”. António revelou mesmo que tinham “300 convidados mas 295 cancelaram e 5 julgaram que o convite deles era para o casamento real e meteram-se num avião da British Airways”. No entanto, António e Carla também têm pessoas acampadas à porta da Igreja mas, ao contrário do casamento real Inglês, porque estes são apenas sem-abrigo que estão fartos de dormir à porta dos bancos da Avenida da Liberdade. Carla só mais tarde confessou que sim, que poderia ter remarcado o casamento, mas esteve “distraída no ginásio a perder quilos para caber no vestido”.



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Thursday, April 28, 2011

"Isto É O Q?" #2.3 e #2.4

Desculpem lá, mas fui a Madrid.
Foi bom para ver quadros importantes e sentir-me culto.
Foi bom para me sentir "tuga", dizendo mal do nosso país em comparação com os outros.
E foi bom para ver mulheres bonitas.

No entanto, tive falta de comparência aqui pelo blog.
Assim sendo, deixo aqui os dois últimos episódio do "Isto É O Q?", que brincadeiras à parte, continua a melhorar. Visualmente está mais cinematográfico, o texto mais apuradinho e a linguagem mais perceptível. E o Rui Unas continua em grande. Quando for grande quero ter a comunicabilidade daquele homem.

o 3º episódio tem um regicídio. E igualdade a rodos.


O 4º episódio faz um esforço para se apelar aos mais pequeninos.

Tuesday, April 26, 2011

Talking Funny

Queria só dizer que isto é muito bom.

Não no sentido "muito bom" de "muita bom! Tem bués de piada!" mas no sentido "muito bom" de "vale a pena ver os maiores a conversar". Sobre ser-se os maiores.

Sobre como o Seinfeld ainda tem nervosismo antes de entrar em palco. Que eles também duvidaram deles próprios no início. Saber que há quem seja piquinhas. Quem seja infantil. E quem seja asneirento. E que todos, apesar de saberem que são os melhores, trabalham todos os dias para continuarem a ser.

A comédia americana pode ser uma realidade a palcos, comediantes e piadas de distância da portuguesa mas faz um calorzinho no estômago bom acompanhar esta hora de conversa e saber, sem qualquer dúvida, que todos os dias faço aquilo que mais gosto.

É por isso, que é muito bom.
E está apenas a um torrente de distância.

Monday, April 25, 2011

Verdade absoluta #83

Os discursos em cerimónias oficiais são como os post-its.

Servem para deixar recados.

Wednesday, April 20, 2011

"Não, Não & Não" #4

Haja alegria, haja frontalidade.

Quando os três pacholas do "Não, Não & Não" se chateiam - e não é raro - não há nada como falar "olhos nos olhos". Ou "olhos no peito", se for eu a discutir com o Daniel.

Este episódio tem ainda nudez da minha parte, intervenções pessoais, como seria o mundo se as pessoas fossem sempre honestas, uma facada num olho, uma antevisão do Benfica-Porto de hoje para a Taça e um belo par de mamas.
Pronto, uma delas é mentira.
E não é a das mamas.



Sunday, April 17, 2011

Um título… de filme

Quando em Portugal se fala em títulos de filmes o caminho mais comum é gozar-se sempre com os mesmos dois aspectos: as traduções brasileiras - que comicamente explicam, estragam ou ridicularizam os filmes que batizam; e os títulos pornográficos - que de modo ordinário, e sempre em tom jocoso de andaime, fazem rir a criança que temos dentro de nós.

No entanto, nos últimos anos, tem estado a aparecer um novo fenómeno cinematográfico que merece a nossa atenção. Porque enquanto que os dois exemplos supra citados são bons de um ponto de vista cómico, claramente não têm a dedicação à forma, à humanidade e à ortografia que estes novos trabalhos têm.

Sim, porque enquanto nós, portugueses, tratamos com desprezo e indiferença o “simples” título de um filme, há quem esteja empenhado em torná-lo numa obra de arte de per si. Para nós, comuns mortais, o título é apenas uma identificação fonética. Para este novo artista, é uma tela em branco, que leva e eleva o cinema mais além.

Falo assim, obviamente, das reticências nos títulos de filmes.  Porque deverá apenas a pelicula em si, conter dramatismo? Não pode o espectador, mesmo antes de se sentar numa sala - munido de pipocas, bebida e com o telemóvel por pôr no silêncio – ter já começado a experiência cinematográfica antes? Quem são os distribuidores retógrados e tradicionalistas para nos impedirem de usufruir de acção, comédia e suspense, ainda antes da sessão? E tudo… com umas reticências no título.

O artista é anónimo. Prefere manter-se assim – como todos os grandes artistas o fazem. Não tenho garantias que seja sempre o mesmo mas gosto de acreditar que tamanha originalidade, arrojo e dedicação seja obra de uma mente iluminada e, garantidamente, incompreendida. Uns meros minutos de investigação na internet, onde procurei toda a sua obra, levaram-me até inícios  de 2008. Mas é provável que tenha dados os seus primeiros passos bem antes disso.

Mas passemos à sua obra, propriamente dita.

Talvez o seu trabalho com maior visibilidade seja a comédia “Um Belo Par De… Patins” (estreado em Maio de 2008). Aqui, na sua obra mais popular, o artista demonstra como sabe respeitar o género do filme, sem que isso o impeça de criar. “Um Belo Par De… Patins”, sendo uma comédia, deu espaço ao autor para fazer ele próprio uma piada. “Um Belo Par” de quê? De “Mamas” como pensará o leitor mais básico? Não. “Patins” porque assim pode transmitir, mesmo que brincando, a mensagem do filme (a de um homem saído de uma relação à pouco tempo). Mais exemplos deste emprego da reticência para fins cómicos podem ser encontrados em títulos como “Adoro-Te… À Distância” (Setembro de 2010), “Batom… E Botas Da Tropa” (Outubro de 2009), “Padrinho… Mas Pouco” (Junho de 2008) ou “Amar… É Complicado” (Março de 2010) - De notar o transtorno emocional pelo qual o artista estaria a passar quando criou este título.

No seu trabalho com comédia quero ainda realçar o meu trabalho preferido de toda a sua obra: “Plano B…ebé” (Junho de 2010). Sem dúvida um clássico instantâneo, no mínimo, pela forma como brinca com as designações das palavras como se fossem castelos de areia numa praia da Costa da Caparica.

No entanto, ele não trabalha apenas comédia. Quando não era preciso fazer rir, o artista foi versátil o suficiente para aplicar o seu trabalho a novos propósitos. As reticências também podem ser aplicadas como forma de enunciação narrativa. Em títulos como “Por Amor…” (Setembro de 2009), “Thirst – Este É O Meu Sangue…” (Abril de 2010), “Para Sempre. Talvez…” (Março de 2008) ou “Vista Pela Última Vez…” (Fevereiro de 2008) é claro o esforço do artista em deixar o espectador, mesmo no final da leitura do título, em profunda ponderação filosófica do mesmo. A reticência é aqui usada como meio de deixar “no ar” um silêncio contemplativo pela leitura do título. Sim, porque o artista não é egoísta. Gosta que apreciem o seu trabalho mas não o faz pela fama. Fá-lo pelo bem da própria película. Ele sabe que a reticência pode muito bem ser usada como forma filosófica e emotiva de ponderar a narrativa.

Encontrei ainda trabalhos em que a reticência foi reforçada com mais pontuação, numa clara luta do génio por explorar todo o seu talento, sem reservas. E este é talvez o seu trabalho mais arrojado. Já cansado de umas meras reticências, procurou incorporar, que nem um expressionista na sua máxima força, o máximo de elementos que conseguiu, procurando provocar no leitor um claro e directo êxtase literário. “Com Outra?! …Nem Morta!” (Junho de 2009) é uma miscelânia arriscada e bem conseguida de pontuação ortográfica. Esta orgia de elementos visuais no título vão, sem dúvida, ficar na história – sendo ainda um mito que este título tenha causado mau-estar e vómitos em tantos espectadores como alguma crítica quer fazer acreditar.

O importante é reparar que o artista, ao colocar as reticências, está a deixar um pouco de si no seu trabalho. Ele coloca os famigerados três pontinhos nos locais onde ele, enquanto indivíduo, encontrou dúvida, comédia ou profundidade humana. Ele deixa a sua marca pessoal dizendo indirectamente ao espectador “olha que isto mexeu comigo. Perde um pouco do teu tempo a pensar nisto, se fazes favor”.

No entanto, e com toda a certeza, o público não compreende, aceita ou valoriza a arte deste artista. É sempre assim com mentes brilhantes, colocadas em tempos que não são os seus. Aposto que o povo português continua a fazer pedidos nas bilheteiras sem dar a devida pausa nas reticências. Brilhantes títulos como “Padrinho… Mas Pouco” ou “Adoro-te… À Distância” estão para sempre condenados a ser entoados como “Padrinho Mas Pouco” ou “Adoro-te À Distância” num profundo desrespeito pelo trabalho de quem cria, verdadeiramente, no cinema de hoje em dia.

Mas infelizmente... é o país que temos.

Verdade absoluta #82

Com os lápis uma pessoa não pode ser racista.

Tem sempre de dizer que "são de cor".

Friday, April 15, 2011

"Não, Não & Não" #3

Estou a ficar melhor.
Sinto que estou a crescer a cada cena que faço. A ser mais profissional.
Não, não é como actor. Melhor a ficar sério e a não estragar 746 takes com ataques de riso.

Podem ver, em várias cenas, o meu esforço em controlar o riso, com tanto sucesso, como o de Portugal em gerir as suas finanças. Este é o terceiro episódio e estamos a mudar a série, lentamente. Queremos mais sketch's e menos bastidores. Não que essas cenas não dêem gozo ou não tenham piada - eu consigo estragar 8 em cada 5 a rir - mas porque queremos, progressivamente, ser apenas um programa de sketch's.

MOMENTO FERNANDO NOBRE DO POST: E por favor, gostem de nós no Facebook. Nós juramos que nunca, nunca mas nunca pararemos de vos tratar bem, de vos providenciar comédia e de produzir sketch's com pessoas em tronco nu. Ou que seremos cabeças de lista de qualquer lista, ou cabeça, que seja.

Portanto, aqui está ele.
O 3º. Tem sushi radioactivo, castings para o programa, um truque de magia absolutamente deslumbrante, uma imitação perfeita da Shakira e o meu primeiro, primeiríssimo, talk-show de sempre.

Mais uma paródia a um anúncio, de fazer corar (de vergonha) o MadTV.


Picado vs "A Rapariga do Capuz Vermelho"

“A Rapariga do Capuz Vermelho” – …o espectador do vómito esverdeado

CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar todo nu, colado numa parede das paredes do quarto do Cavaco Silva com cola UHU, sendo obrigado a assistir a todos os chás que tem com o Sócrates, o Passos Coelho, a malta do FMI e com o terapeuta da fala que o ajuda a pedir pizzas por telefone. Isto tudo sem conseguir falar porque me enfiaram uma bola de berlim fora de prazo na boca. (E por Bola de Berlim fora de prazo entenda-se “um seio da Angela Merkel”). “A Rapariga do Capuz Vermelho” foi o tempo da minha preciosa semana que gastei de pior forma. E atenção, eu também li uma edição d’A Bola – adoro reportagens sobre futebol. Fazem-me sentir como a personagem principal do “Processo” do Kafka mas como se ele tivesse bigode, palito na boca e vestisse só camisola interior. Este filme é tão mau que por comparação, as novas promos ao programa da SIC “Peso Pesado”, estão a ser confundidas com curtas metragens do Godard.
Que raio de ideia foi esta de se adaptar a história do Capuchinho Vermelho? Gostam de jovens indefesas que são perseguidas por vilões de dentes afiados? Então, fizessem um filme sobre a língua portuguesa, a de Camões, que tem de levar um “c” mudo à casa da avózinha mas um novo acordo ortográfico apanha-a numa floresta e viola-lhe as consoantes. Não era giro? Pois, mas a senhora realizadora de grandes clássicos do cinema como o “Twilight” achou que era melhor ideia mastigar uma história infantil e parva pondo-lhe um lobisomem, um padre e um triângulo amoroso. Se ao menos me dessem a mim uma cesta com cogumelos da floresta, podia ser que eu não aguentasse as horas deste filme como se me estivessem a apontar números de telefone de prostitutas da área de Massamá nas costas com um x-acto. Querem ir ver isto? Força. Mas fiquem sabendo que este filme está a uma penetração de distância de ser pornografia. E da má. Daquela em que as pessoas são peludas e há demasiados planos das caras dos homens a terem prazer.

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Tuesday, April 12, 2011

"Isto É O Q?" #2.2

O segundo episódio da segunda série...

... conta a história de um horrendo crime.
Mas Rui Unas quer resolvê-lo. Mesmo que o dito crime tenha um assassino inesperado.

Saturday, April 09, 2011

Pão de Alho


Eu e a minha namorada fazemos 6 meses hoje.
Ela adora pão de alho.
Eu escrevi-lhe este texto.

"O pão de alho

O pão de alho tem dois ingredientes essenciais. Não são segredo - porque quem o baptizou não permitiu - mas são fundamentais. Um pão sem alho não é metade do que podia ser e o alho sem o pão, não é o prato que deseja ser. O pão é comum, popular e, muitas vezes, desvalorizado. É tomado por garantido. Já o alho é um caso especial mas subvalorizado. Está sempre por lá, fala-se dele e sabe-se quem é, mas raramente se pára para lhe dar a devida atenção. E eles souberam fazer isso, um pelo outro. São conhecidos por todos, usados por todos mas é quando se juntam, pingando manteiga quente por onde passam, que se vê e sente o prazer de se unirem. Só um olhar já aquece os dedos, molha a boca e solta o espírito. O pão de alho não nasceu para ser feito, e até demorou a ser cozinhado, mas assim que é preparado já não pode ser separado.
Ao pão, há quem o ache básico. Simples. Uma mera plataforma. A história, e os entendidos, discordam - o alho também. O pão esteve sempre lá, quando mais precisaram dele. Disponível, vida após vida. Forno após forno. Boca após boca. É verdade que o pão não é gourmet por si mas é um ingrediente que sempre soube marcar presença entre os grandes. A vê-los. A observá-los. A apoiá-los. Sempre nos bastidores do que eram orgias de palato de outras mesas de jantar. É versátil e volátil. É trabalhador. É permissivo mas saboroso. Sabe quando é o seu tempo. E o seu grande trunfo é servir tão bem sozinho como a acompanhar. É perfeito para quem só quer matar a fome ou saciar-se com gosto porque está bem com o pequeno-almoço, o almoço ou o jantar. E ai! de quem se esquecer da ceia. O pão é a estrela polar culinária que tomamos por garantida, que seguimos sem saber apreciar a sua luz.
Já o alho, é visto como um mero “acrescento”. É louco, um atiradiço que aloura com facilidade, que sofreu maus tratos sempre que ficou passado. Quer atenção, quando a pede e como a pede, e faz birra se não lha derem. Foi atirado, esquecido, usado por tanta mão inexperiente. O alho só quer dar sabor. Realçar o que há de bom nos outros. É único, especial e forte. Quando aparece, faz-se notar. Quer agradar e gosta que o saboreiem com veemência, prazer e tempo. É um profissional do afecto e do carinho ao palato e gosta de se sentir importante.
Foi no pão que encontrou o seu propósito.
No prato que se designa, falta apenas a salsa e a manteiga porque o pão e o alho não são exigentes mas gostam de estar completos. Lutam por isso. A manteiga não é mais do que um amor que os une. Sim, porque o pão e o alho precisam desse abraço para se agarrarem. Aconchega-se com ele, deixando-se levar sem luta. Calmos. A salsa, salpicada por cima da manteiga, dá acção ao que parecia monótono, monocórdico e monocromático. Salpica-se, surumbica-se, provoca e mexerica. Dá movimento e, se na medida certa, nem se dá por ela. É natural. Necessária e discreta.  
O pão e o alho, sozinhos, podem não ter mudado a história da culinária mas é quando se juntam que merecem um lugar nos menus e nos livros de culinária. É só pôr-lhes a língua em cima. Estão perfeitos um com o outro. Podem abusar um do outro,  falhar ocasionalmente nas quantidades e/ou no uso, mas acabam inevitavelmente por se dar bem. Por gostar um  do outro. Não há sabor como o deles.
Sorvem-no como entrada os comilões, que não sabendo como vão ficar satisfeitos depois de o comerem, são garganeiros e querem saltar logo para outra. Parvos. Mas o pão de alho não se importa. O pão e o alho continuam abraçados, quentinhos, no conforto da louça de cozinha.
Comem-no com cuidado os epicuristas gulosos. Puxam por dele. Deliciam-se, dando-lhe um nome e uma fama. São poucos os que o sabem apreciar mas o pão de alho não se importa de ser ignorado. Está lá para si, não está para os outros. O pão já habituado a ser o conforto da larica dos outros, o alho já satisfeito de ter alegrado o refogado dos outros. Têm tempo um para o outro.
Desejam-nos os conhecedores, pois não é comum sonhar-se, desejar-se e lutar-se por um. É uma “entrada”, um “couvert”, um “aperitivo”. Idiotas, os que o desvalorizam. Os espertos, os verdadeiros degustadores, sabem como procurá-lo e fazem dum prazer muito seu o facto de o encontrarem. Ele costuma estar por aí. Feliz e completo na sua companhia. Não faz por ser notado porque está onde quer estar.
Quem o morde sabe o bem que sabe. É algo nunca antes provado, com o alho a saber aproveitar-se do espaço e da disponibilidade do pão, e o pão a pavonear-se de ter o alho consigo.
O pão de alho não é um prato original, de fazer parar o trânsito da gastronomia, mas é sempre das misturas mais inesperadas que saem as coisas mais óbvias. À primeira vista, o pão de alho pode pecar por parecer um caminho normal mas é um casamento que nunca desapontará. Se o pão e o alho continuarem a tirar o melhor um do outro, nunca deixarão de fazer do forno, um mundo só seu.

O alho era do que o pão mais precisava.
O pão conseguiu dar sentido ao alho.
Uma dentada, por sua vez.
Um prato de cada vez."

Friday, April 08, 2011

Pedido de ajuda externa português foi feito com número musical

O LUÍS A QUEM SÓCRATES PERGUNTOU
SE ESTAVA "TUDO BEM" É o COREóGRAFO
GUITO/GF – Fonte próxima do nosso ex-pré-Primeiro-Ministro – que não nos pode especificar o que fazia porque estava a conduzir o carro oficial de José Sócrates, como faz todos os dias – garantiu-nos que o pedido de ajuda externa português feito em Bruxelas foi apresentado como um musical em 2 actos.
Segundo esta testemunha – que não nos pode dizer como se chamava porque estava constantemente a ser interrompido ao telefone por alguém que dizia “Carlos, larga o telefone e anda almoçar. Olha que fica frio.” – assistiu ao pedido na sede da União Europeia e descreveu todo o pedido/espectáculo. “Fui muita bonito. Eu gosto de festivais em que não se poupa no fogo-de-artifício, percebe? O número custou a arrancar mas depois a cena começou com o Sócrates e o Passos Coelho, de braço dado, a cantar e a dançar o Money Makes The World Goes Around do musical Cabaret. Passos desafinou numas notas mas Sócrates conseguiu abafar com os seus movimentos de anca.” O pedido fechou depois com um número a solo de Cavaco, que terá entoado, durante 7 horas e meia sem parar – até Bruxelas consentir em enviar o FMI – o tema “I Need A Dollar” de Aloe Blacc, que Cavaco terá adaptado para “I Need A Dollar, a Euro or a Yuan, I’m Not Picky”.



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"Não, Não & Não" #2

Já está online o 2º episódio do "Não, Não & Não".
Bem como todos os sketch's que contém, separados e embalados hermeticamente - porque toda a gente sabe que o sketch guardado ao ar fica sem sabor.

Também já temos página no Facebook.
Há fotos de bastidores, todos os clips e um mural inteiro onde nos podem insultar, dizer que não temos talento e chamar coisas às nossas mães. Elas estão avisadas.

Neste episódio, eu o Daniel e o Pedro continuamos a conhecer-nos.
E a aparvalhar. Temos uma operação STOP sui generis, os pobres do futuro, shushi e pessoas nas profissões erradas.
Já sabem, todas as terças, no Canal Q, às 22.30h. E depois no Facebook acima mencionado.

Thursday, April 07, 2011

Quente. Morno. Frio. Gelado.

A casa de banho é um lugar sagrado, não é meramente o quarto onde lavamos as mãos antes das refeições. (A propósito, uma senhora perguntou-me porque é que os homens só têm pressa de ir lavar as mãos quando se anuncia que o jantar já está na mesa.)

"Depois de chegarem a casa", disse esta senhora, "têm todo o tempo e mais algum para se arranjarem para o jantar. Mas sentam-se a ler o jornal da tarde, entretêm-se com o rádio ou põem-se a fumar um cigarro, de pé, no meio da sala, à espera de que alguém diga: "O jantar está pronto." Nessa altura, respondem: "Vou já para baixo", correm escadas acima para a casa de banho e ficam por lá a chapinhar com a água, a mexer no sabão e nas toalhas, durante tanto tempo que uma pessoa pensa que eles estão a lavar a roupa toda da semana. E enquanto isso a sopa fica gelada."

E eu, também por acaso, queria saber porque é que na gíria das donas de casa tudo fica "gelado" quando a culpa é do homem. Quando a culpa é de outra pessoa qualquer, a comida apenas fica "fria", mas quando é do homem, fica sempre "gelada".

- Robert Benchley na crónica "Imaginação na Casa de Banho" do livro "Wit".

Wednesday, April 06, 2011

Crise? Que crise?

O senhor chama-se Timothy Bancroft-Hinchey.
É jornalista, colunista, "editor" da versão inglesa e "director and chief" da versão portuguesa do jornal Russo "Pravda" (que quer dizer "Verdade").
Neste artigo de opinião escreve sobre Portugal. Sobre a nossa crise. A nossa identidade. E sobre o nosso futuro.

Se eu concordo com ele?
Demais.

"Portugal - Crisis, what crisis?
After Prime Minister José Sócrates presented his resignation to President Anibal Silva on Wednesday, the Portuguese mass media indicates a new legislative election at the end of May. However, this is not the only option open to the President. After decades of mismanagement, reality slams Portugal square in the face. What happens now?

If you build a house of cardboard on the sand and without solid foundations, then throw away the few stones anchoring the structure to the ground, it is natural that it will collapse with the first gust of wind, the first drops of rain, the slightest pressure from within. Quite how Portugal's cardboard house survived the 37 years since the 1974 Revolution is maybe a comment on the resilience of this people who seem to perform miracles getting things done with last-minute panic measures. In Portuguese it is called "desenrascar" (get out of trouble, somehow). This time, however, not even Houdini would escape.

Today, reality strikes Portugal and the Portuguese square in the face. Quite whose fault it is, is patently obvious: for a start, those political forces in positions of control since 1974 (namely the PSD - Social Democrats and PS - Socialist Party, both centre-right these days, sometimes in coalition with CDS-PP - Christian Democrats - Conservatives) and principally, the team of then Prime Minister and now President, Aníbal Silva, through whose hands billions and billions poured and who demonstrated neither the capacity nor the vision to invest that money adequately to make sure Portugal rose to the challenge.

Whether or not it was entirely his fault is another question. Was Portugal really prepared to enter the European Community back in 1986? Was Portugal really prepared to enter the Eurozone in 1999? Was Portugal ready to face the challenges imposed by the Convergence Criteria in the ensuing years? Does the EU actually work?

Over the years, successive Portuguese Governments received rivers of money which, it is now patently obvious, was abominably badly managed. EU membership saw the cities receive a facelift and in a few years bridged the decades which had separated Portugal from the rest of Europe. Thirty years ago, the Portuguese would describe themselves as "fifty years behind". Today, Lisbon is a modern capital city with as many modern facilities, or more, than its peers.

But the same Governments sold Portuguese industry down the river, destroyed Portuguese agriculture and lost fishing rights. Portugal, with one of the largest Exclusive Economic Zones in the world, has not taken advantage of its resources, mainly because they have been sold off... or simply lost. It is therefore hardly surprising that the young people of today feel there are no jobs to go to.

They are right. They have been destroyed. (...)"

Continuem a ler aqui.

"Isto É O Q?" #2.1

O "Isto É O Q?" está de volta.

Depois de um ameaço do Unas, que se ia embora para sempre, eis o regresso triunfante. Ou não.
Este é o 1º episódio da 2ª temporada. Sim, nós também temos disso. Temporadas. Não é só o "Conta-me Como Foi", o "Biggest Loser" ou as pessoas que vão de férias para a Quarteira e depois dizem que tiveram lá "uma temporada muito agradável".

E neste episódio, Unas entra logo a pés juntos.
Despede uma pessoa, institui um sistema de escola e vende cremes vaginais.
Exactamente por esta ordem.

Sunday, April 03, 2011

Linguagem

Eu odeio dar erros ortográficos.
Odeio.

Mas dou-os. E isso não tem desculpa, por muito que eu os odeie.
Só faz de mim uma daquelas mulheres que apanha do marido e depois diz que "sabe que ele a ama". Ela sabe. Ele não faz por mal.

Eu vivo de palavras. De frases. De sonoridades. De verborreias. De sentidos. De mensagens.
Eu tenho de aprender a dançar com as palavras. A tratá-las por tu. A saboreá-las. Não posso continuar a ser o namorado desatento, despreocupado e desleixado que quando se esquece de uma data dá dois beijos, diz que a ama e depois deixa andar. Não posso.

Não faz sentido um argumentista, um humorísta e um cidadão adulto e culto não saber falar. Não saber escrever. Raios, eu respondi à pergunta 14 do Census 2011 a dizer que sim. Não quero que seja mentira.

Nas palavras de Stephen Fry, há que saber usar as palavras.

Saturday, April 02, 2011

Buraco nas contas públicas servirá para construir centro comercial

A-HOLE/GF – O INE (Instituto Nacional de Estatística) revelou hoje que o buraco das contas públicas é maior do que José Sócrates tinha anunciado inicialmente. O valor em euros do espaço aumentou assim significativamente, já estando planeado um centro comercial para o local.
“O buraco é muito maior do que nós tínhamos imaginado. Uma fossa de 8.6% dá para quase 8 subpisos de estacionamento e uma área onde cabem, sem esforço, milhares de lojas de roupa, uma zona de alimentação e quem sabe, uns buraquitos de Golf, já que agora está tão barato.” disse Joel Noémio, arquitecto do projecto. Depois de se certificarem que ninguém tinha caído lá dentro, a obra para a construção do centro comercial foi adjudicada e deverá começar ainda antes do Verão, “isto se o FMI não entrar em Portugal e tapar o dito, claro”. O maior accionista deste projecto é o BPN, já que terá contribuído largamente para o buraco em questão. Quando inquirido sobre o buraco, José Sócrates apenas comentou “Que é que tem? Dá as duas melhores ao Presidente e segue-se o jogo de cartas, pá.”



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Friday, April 01, 2011

Trabalhadores da CP anunciam um dia em que vão trabalhar

(DES)GREVE/GF – O Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) informou hoje por comunicado que os seus trabalhadores irão trabalhar um dia “e apenas um dia”, em breve. Surpreendendo tudo e todos, os trabalhadores da CP vão assim estar a operar das 00:00 de dia 8 de Maio às 00:00 de 9 de Maio. De 2014.
“Estava na hora de tomar uma atitude. Estamos fartos que o patronato nos trate como trabalhadores decentes, aceitando greves e protestos. Vamos trabalhar um dia e vamos fazê-lo com consciência!” disse Ricardo Gomes, um maquinista que não entra num comboio desde Setembro. Os trabalhadores reclamam assim, trabalhando um dia, um bocadinho de piores condições. “Há quem tenha contrato de trabalho, aqui. Quem até receba subsídios de férias e afins. Já para não falar de senhas para o almoço, que é bem bom. Alguém tem de reparar nisto!”. Não gritando palavras de ordem, nem fazendo esperas aos patrões, o sindicato de trabalhadores da CP já prometeu que vai pôr os comboios a andar. Os utentes já demonstraram o seu desagrado por este dia de funcionamento da CP já que o barulho das carruagens e as paragens nas passagens de nível lhes causam um enorme transtorno.



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Thursday, March 31, 2011

1 ano de Q

"O que é que queres ser quando fores grande?"

Lembram-se de vos fazerem essa pergunta? Quando era pequeno, perguntavam-me e eu não sabia responder. E quando ouvia as outras crianças a dizerem, batendo o pé com orgulho, que queriam ser A ou B, achava estranho. Eu só queria divertir-me. Rir. Fazer rir. Estar feliz. Sabia lá o que queria ser o resto da vida.

Fui estudando, crescendo, aprendendo e mais velho passei a querer ser desportista. Ou seja, ainda não sabia o que queria ser. Pratiquei 179 desportos diferentes e comecei a imaginar-me a jogar para o resto da vida. Profissionalmente. No Benfica... até que num torneio de volleyball rompi um ligamento do polegar.

Fui para artes. Mas odiava pintar. Até colorir os meus desenhos a carvão me fazia confusão. Gostava das coisas do Leonardo DaVinci, rústicas, com um ar de terem sido feitas à pressa. Com um lápis. Num guardanapo. Do desenho para o cartoon nem sei como fui. Fiz alguns, tive ideias para outros milhares e seguindo um trilho de imagens e histórias, fui para cinema. Foi ao tirar cinema que fui começando a fazer stand-up e foi ao escrever guiões que fui tirando cursos de escrita de humor. Não sabia o que queria ser quando fosse grande mas descobri o que me dava mais prazer fazer na altura.

E com isto, dei uma volta completa. Não cresci mas aprendi. Ainda sou o puto que não sabe o que quer da vida. Que só quer rir, fazer rir e sentir-se feliz. E vou continuar a ser. Se me perguntarem agora o que quero ser quando for grande vou dizer que "não quero ser grande". Quero ser para sempre um puto e hoje em dia posso sê-lo graças ao Q.

O Q faz um ano e é um canal de televisão onde adultos inquietos brincam com o mundo. Onde se vai continuar a desconstruir tudo o que é brinquedo, brincando. O Canal Q faz um ano e o meu orgulho, prazer e gratidão continuam intactos, dia após dia, sempre que abro a porta daquela redacção.

Sou exactamente aquilo que (não) quis ser quando fosse grande.
E sou porque não quero crescer.

Wednesday, March 30, 2011

"Não, Não & Não" #1

Aqui está ele.
O primeiríssimo de muitos.
Chama-se "Não, Não & Não" é pequenino e é muito parecido com o pai. Ou pais, aliás.

Podem acompanhar esta saga de 3 novos humorístas, todas as terças-feiras, no Canal Q, pelas 22.30h.
É uma sitcom com sketch's. Ou um programa de sketch's com momentos de bastidores.
Não sabemos bem mas a beleza da coisa está aí. Em não se saber.

Agora vejam e fiquem a saber.

Tuesday, March 29, 2011

"Não, Não & Não"

Estamos a minutos de estrear o meu novo projecto no Canal Q.

Chama-se "Não, Não & Não" e é, basicamente, um programa de sketch's com momentos de bastidores.
Eu, Pedro Diogo e Daniel Leitão somos três novos humoristas, três novas apostas que são postas ao molho num novo programa de humor. Não nos conhecemos, não vamos bem com a cara uns dos outros mas temos de nos aguentar, se queremos chegar a algum lado no mundo da comédia.

Todas as semanas acompanhem novos 20 minutos.
Se não gostarem dos sketch's, acompanhem a luta por um lugar no mundo da comédia.
Se não gostarem do lado sitcom, apreciem os sketch's.
Se não gostarem de nada, ponham no canal e saiam da sala. Assim vocês não vêem e eu fico com as audiências. Boa?

Eis a primeira pomo.
Futre a Primeiro-Ministro.

Friday, March 25, 2011

O caso do Josué Caraça

(Tudo o que vocês vão ler é verdade. Juro pela alminha da jornalista envolvida.)

Estando a trabalhar no Inimigo Público Tv e a escrever para o Indesmentível a minha capacidade e discernimento de lidar com a linha entre a ficção e a realidade está a morrer lentamente. O meu trabalho é simples. Pego em factos, situações noticiadas e dou-lhes um ângulo cómico. É para isso que me pagam e é isso que me dá erecções intelectuais. Para já, só intelectuais, sim.

Mas diariamente vemos casos em que a realidade, de facto, supera a ficção. Coisas, palavras, ideias, frases, acontecimentos, decisões que de tão loucas e "fora", nos fazem duvidar se são verdade ou ficção. É uma profissão ingrata esta que tenho. Trabalho 10 a 12 horas por dia a escrever e gravar disparates para depois, um Paulo Futre em 6 minutos - e sem querer - ser muito melhor do que eu.

Mas se acontece um telejornal sério fazer um disparate cómico - tipo, sei lá, achar que o IVA de um carro e não de um desporto é que vai descer - o inverso também acontece. E isso ainda assusta mais. O erro resvalar do sério para o engraçado é simples e fácil de acontecer. Basta um estagiário que escolha mal a imagem de um GOLF. Ou um ex-jogador snifar mais uma linha. Passar do cómico para o sério é que é mais difícil. Achava eu.

Levar-se uma coisa cómica a sério é muito mais perigoso e sério do que levar-se algo a séria a brincar. E aconteceu-me. Indirectamente. E felizmente - sempre dá para rir. Eu explico. Há uns meses soube-se que alunos universitários estão desde o verão à espera do dinheiro das bolsas de estudo que ganharam. Então, para o Indesmentível, escrevi uma notícia sobre Josué Caraça, um idoso de 80 anos que recebe o valor de uma bolsa de estudo com 60 anos de atraso. Chama-se comédia e este exemplo emprega algo chamado "exagero".

Ontem, uma jornalista de um canal generalista, produtora num programa da manhã, apresentado por uma senhora que tem decibéis de uma claque de futebol, descobriu o texto. Será que se riu com ele? Que achou a pandega que fiz à actualidade cómica e jovial? Não.

Pediu o contacto do Josué para o levar ao programa da senhora dos decibéis.
É assustador que alguém leia o texto e o ache real. Quer dizer que a pessoa interessada no contacto não tem, nunca teve e nunca terá, sentido de humor. E isso, no fundo entristece-me. Não porque haja uma data de piadas das quais ela não andará a rir a "bandeiras despregadas" mas porque é menos público que eu, como humorista, tenho para o meu trabalho. Pelos menos para rir e não para o levar a sério.

Leiam a notícia em questão e digam-me se não era de levar um velhote (um actor pago e muito bom) ao programa para reivindicar o dinheiro do cheque-bebé que lhe estão a dever desde o terramoto de 1755.

Idoso de 83 anos recebe bolsa de estudo com 60 anos de atraso

Já se riram dos meus disparates antes.
Levarem-nos a sério, nunca tinha acontecido.

ÚLTIMA HORA: Paulo Futre concorrerá a cargo de Primeiro-Ministro de Portugal

Ó SÓCIO/GF – Depois da sua apresentação na conferência de imprensa da candidatura de Dias Ferreira ao Sporting se ter espalhado na internet como um par de seios de uma celebridade, tudo indica que Paulo Futre concorrerá às eleições antecipadas para liderar o Governo Português. Segundo fonte próxima do ex-jogador, a ideia partiu do próprio Dias Ferreira.
“Não é que eu não o queria na minha candidatura ao Sporting… mas acho que ele no outro dia falou tão (Dias Ferreira deu um longo golo de água) bem que deveria voar mais alto, percebem?” disse Dias Ferreira enquanto cancelava chamadas de Paulo Futre. O ex-jogador deverá assim estar presente no boletim de voto nas próximas eleições ao lado de Sócrates e Passos Coelho. Quando interrogado sobre a sua candidatura, Paulo Futre apenas disse que queria “Um ministério Chinês. Porquê? Porque se tivermos um Ministério Chinês vai vir charters, todas as semanas, de 400 ou 500 assessores. Temos que ir buscar sponsors.” disse fazendo gestos com as mãos que pararam 3 táxis inadvertidamente. Futre depois estalou os dedos e acabou dizendo “Jornalista? Por favor. Peço-vos por favor porque senão paro. Estou concentradíssimo.” e ninguém percebeu porquê.



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Wednesday, March 23, 2011

12% dos portugueses já adormeceu ao volante

SIESTA/GF – Cerca de 12% dos portugueses já adormeceu ao volante o que representa um em cada cinco acidentes rodoviários do nosso país. Parece que é comum os médicos aconselharem cerca de 7 a 9 horas de sono por dia, pelos vistos esquecem-se é de pedir para que essas horas sejam dormidas numa cama.
“A culpa é das rádios, caraças. Eu durmo bem, não tenho problemas de apneia e bebo 17 cafés por dia mas quando ponho na RFM e começa o Oceano Pacífico não consigo ficar acordado. Esbarro logo com a cabeça no volante e já cheguei a levar com o airbag num olho.” disse Cátia Patrício, uma taxista que não sabe desprogramar a RFM do autorádio do seu táxi. A Associação Portuguesa do Sono – onde obviamente se começa a trabalhar todos os dias às 14h – revelou que quem mais adormece ao volante são homens, obesos e com mais de 40 anos de idade. Assim sendo, por motivos de saúde pública, a PSP já está a tratar de retirar a carta de condução ao Paulo China, ao Fernando Mendes e ao José Carlos Malato. No entanto, há muitos portugueses que não só adormecem ao volante como o fazem de propósito. Há mesmo cerca de 57% da população lisboeta e portuense que usa o trânsito para pôr o sono em dia. Fique ainda sabendo que destes 12% de portugueses, 1,43% já adormeceram ao volante mas porque lhes penhoraram a casa e não têm outro sítio onde dormir se não no carro.

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Monday, March 21, 2011

"Isto É O Q?" #25

O que têm bolachinhas, gravidezes e falta de dinheiro em comum?

A Maya, o Unas e o Canal Q.
(Escrevi isto assim para o Correiro da Manhã começar um boato à minha custa).

N'"O Isto É O Q?" desta semana não perca o maravilhoso mundo dos RP's e dos enjoos matinais.
E sem desejos, sim?

Friday, March 18, 2011

ÚLTIMA HORA: ONU aprova ataques ao guarda-roupa de Kadafi

ARMÁRIO/GF – Depois das várias aparições públicas e entrevistas dadas por Kadafi a televisões internacionais, o Conselho de Segurança da ONU aprovou na passada madrugada uma intervenção militar na Líbia, que visa especificamente o guarda-roupa do líder Líbio.
“Este tipo de afronta não pode continuar. Uma coisa é enviar caças para bombardear a população revoltada. Isso sabemos respeitar já que é claramente um costume africano. Agora, Kadafi aparecer vestido com um lençol castanho pelo ombro e de óculos escuros à aviador, é uma falta de senso comum. Tem de acabar.” disse o secretário geral Ban Ki-Moon, enquanto tentava descobrir na net se não se escrevia antes “Gaddafi”. A resolução – aprovada até por países como o Brasil, que de roupa percebem pouco – visa um ataque preciso e imediato a todos os armários, guarda-fatos e malas de viagem de Kadafi, a dois tempos. O primeiro ataque será verbal, com vários comediantes, humoristas e cartoonistas a escarnecer e satirizar Kadafi e a sua indumentária. Se Kadafi não ceder, a segunda vaga será um ataque armado em que o plano consistirá num bombardeamento intenso na roupa do ditador, seguindo toda a informação que agentes infiltrados como empregadas domésticas estão a fornecer. No máximo até Maio, a ONU já disse que deseja ver Kadafi a dar entrevistas de t-shirt, calças de ganga e All Stars.



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Picado vs "Eu Sou O Número Quatro"

“Eu Sou O Número 4″ – …por isso tire uma senha e espere sentado

CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar a engolir shot’s de diarreia do José Sócrates depois deste ter acabado de correr uma maratona inteira pela Ponte 25 de Abril, isto enquanto sou lapidado pelos 230 deputados, que me atiram versões do PEC – algumas ainda por divulgar – contra várias partes do corpo, todas elas tatuadas com os nomes de todos os patrões portugueses que aceitam e praticam estágios não remunerados. Ninguém gosta se ser um número. Na Segurança Social somos um de registo e outro pela dívida. No Talho somos uma senha, que espera entre uma idosa indecisa e um cliente com um sotaque imperceptível. No telemóvel de uma rapariga bonita que teve pena de nós somos outro, mas apenas mais um. E que nunca voltará a ser digitado, por muito que choremos no duche a pensar nela. Passamos a vida a ser um número, uma conta, um dígito, um código para acabarmos confusos, doentes e pobres, numa espécie de sudoku sem linhas ou solução. Andamos a perder a identidade, um Census de cada vez. Sim, porque abrir a minha porta de casa a pessoas estranhas de colete reflector, por muita multa que me ameacem, sei que vai acabar com a venda de pichebeque em fascículos.
Podia descorrer sobre a narrativa asquerosa e de QI unitário de “Eu Sou O Número Quatro” mas basta-me dizer que é escrito pela malta que escrevia a série “Smallville”, ou seja, é uma cupsidela de malta que já masca pastilhas descoladas de tampo de mesa de escola secundária. A originalidade presente neste filme é como um elástico para o cabelo no pulso de uma mulher. Já passou rodou tanto que dificilmente estica. E já que querem uma personagem com super poderes, eu deixo aqui uma lista de super poderes que os americanos realmente precisam: saber ler um mapa, comer de boca fechada, comer uma refeição de cada vez, a andar e falar ao mesmo tempo e quem sabe, ficarem de fora dos problemas dos outros. Por muito petróleo, dinheiro ou chineses que tenham. O tipo de super poder que um americano não precisa é, de certeza, telequinésia. Já estão sentados, parados e a mandarem vir até si tudo o que precisam com comandos remotos, telefonemas e imigração mal paga. Mas querem mesmo ver este filme? Força. Aviso apenas que não é mais que a saga “Twilight” e um monte de bd’s do “Super Homem” metidas dentro de uma misturadora, desfeitas e ingeridas com coca-cola quente e sem gás.

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Wednesday, March 16, 2011

Há aproximadamente 100 milhões de relações sexuais por dia

ESTUDO RECENTE/GF – Procriação, masturbação, violação, consumação, coito, f*da, relação sexual, queca, cavalganço, afogar o ganso, esvaziar o saco, dar banho ao cão, trocar o óleo, dividir a peruca, descabelar o croquete ou simplesmente, ter sexo. Não importa que expressão utiliza para definir o acto, fique apenas sabendo que no planeta, a cada 24 horas, há cerca de 100 milhões de relações sexuais.
O estudo demonstra assim que, havendo 100 milhões de relações sexuais por dia num planeta com 6 biliões de habitantes, uma pessoa tem sexo, pelo menos, a cada 60 dias. Fica provado que o sexo por pouco não é como os relatórios de contas das grandes empresas: trimestral. E se acha este número exagerado e difícil de acreditar, saiba que durante uma noite de sono um homem têm em média 9 erecções, independentemente se está a sonhar com a sua parceira, o seu patrão ou a sua parceira com o seu patrão. O Inquérito da Durex – do qual se espera que não tenha qualquer de falha ou buraco – revelou ainda que uma pessoa faz sexo cerca de 103 vezes por ano, 1.98 vezes por semana e 0.28 por dia. Obviamente, destas estatísticas, a mais dolorosa parece ser a das 0,28 relações sexuais por dia porque podemos deixar uma conversa, trabalho ou um filme a meio, mas sexo evitamos.



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Monday, March 14, 2011

"Isto É O Q?" #24

O que dizem os vossos olhos?

Não, a sério.
O que é que eles dizem?

É para saber se há chatice ou não.

Saturday, March 12, 2011

Deputada do PSD engana-se e diz que Sócrates “até tem alguma razão”

OOPS/GF – Ontem à tarde, durante a votação da moção de censura do Bloco de Esquerda, uma deputada do PSD enganou-se e proferiu, em plena conversa, que José Sócrates não era “assim tão parvo” e que “até tinha alguma razão” em “algumas coisas”. O partido ameaçou com um processo disciplinar e a deputada rectificou a sua opinião.
“Eu admito o meu erro, falei cedo demais e peço desculpa por isso. Quando o Primeiro-Ministro José Sócrates disse que os rissóis do almoço tinham bom aspecto eu não pude deixar de concordar mas depois provei-os e já era tarde demais.” disse a deputada do PSD, que não foi identificada porque o dito rissol lhe caiu mal e entretanto teve de se ausentar. O erro da deputada foi rapidamente rectificado com a mesma a dirigir-se a Passos Coelho pedindo desculpa e dizendo que ele não está “assim tão careca como dizem as más línguas”. O engano da deputada poderia ter causado sérias melhorias à imagem do Primeiro-Ministro mas foi corrigido a tempo da moção de censura ser chumbada e de Francisco Louçã acusar o bloco central de se encontrar às escondidas no IBIS pela 866528 vez.



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Friday, March 11, 2011

Benfica apresenta proposta para ter 56 árbitros por jogo

PI-PI/GF – Depois das competições da UEFA experimentarem com relativo sucesso a utilização de 5 árbitros por jogo, o Benfica apresentou esta semana uma proposta sólida para a utilização de 56 árbitros diferentes por jogo, tudo num esforço claro para evitar ouvir Pinto da Costa empregar a palavra “lei” novamente.
“É simples. Nós queremos 56 árbitros diferentes por jogo: um por cada jogador, 3 por treinador, adjuntos e afins, 7 por camarote presidencial e os restantes espalhados por túnel, balneários e urinóis.” disse Rui Costa antes de colocar a 7ª pastilha elástica na boca de seguida. O Benfica defende esta nova arbitragem porque acha que assim será impossível aos seus rivais comprar árbitros, já que o preço dos mesmos aumentaria tanto como o da gasolina. As decisões sobre os temas mais polémicos do jogo seriam assim tomadas por uma maioria in loco. Os árbitros levantariam todos a mão ao mesmo tempo, a favor ou contra a marcação da falta/fora de jogo/cuspidela desnecessária do jogador, sendo que os votos seriam contados por um árbitro colocado no topo do estádio, com um par de binóculos, uma caneta e um bloco de notas. Até ao momento não se sabe a opinião da Liga, EUFA ou FIFA sobre esta proposta mas o Governo português já adiantou que a apoia, já que diminuiria o desemprego do país num total de 4,7%.



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Thursday, March 10, 2011

Picado vs "Época De Bruxas

“Época Das Bruxas” – …uma espécie de saldos da bruxaria

CONTRA PICADO/GF – A sensação que eu tive ao ver este filme foi a mesma de estar fechado numa sauna há 4 dias, alimentado apenas a chocapic – que com leite morno toda a gente que sabe mal -, isto enquanto me depilam todo o corpo através de raspagem usando os dentes da frente do Kahdafi. Tudo isto ouvindo não a música dos “Homens da Luta”, mas depoimentos de energúmenos que encontram e defendem respeito e importância num evento como o Festival da Eurovisão. E pronto. É oficial. Nicolas Cage é o Santana Lopes do cinema. Tem o mesmo penteado seboso, a mesma incompetência e ineficácia em tudo o que se mete e uma insistência hercúlea em aparecer. Como é que o Homem já pisou a Lua, clonou uma ovelha e percebeu o que o Obikwelu diz numa frase, mas ainda não se conseguiu encontrar uma maneira de fazer desaparecer esta praga de sanguessugas profissionais?
Às vezes paro para pensar e acho que o Nicolas Cage não existe. Que é uma invenção da minha pisque. Uma forma animal e básica do meu ID despoletar o meu instinto de sobrevivência. Mas depois ele faz outro filme e eu percebo que por mais cigarros que enrole, ele existe mesmo. Que filme é que falta a este indivíduo fazer? Em que cenário? Em que época? Com que mau cabeleireiro? Já esteve preso numa ilha, treinou feiticeiros, teve a cabeça a arder e viajou no tempo. Só falta um tipo de filme a Nicolas Cage, que infelizmente seria aquele onde a sua prestação seria melhor, mas onde ninguém o quer ver: numa sex tape. A história disto? Eu troco por miúdos. No séc. XIV, um cavaleiro tem de transportar uma rapariga acusada de bruxaria, até um mosteiro onde a vão “curar”, porque segundo a Igreja Católica, ela é a responsável pela peste negra. Ou seja, colocaram a “Joana D’Arc” e o “Senhor dos Anéis” numa batedeira, adicionaram canastrice e milhões de dolares QB e saiu “Época De Bruxas”. Querem ver isto numa sala de cinema? Força. Mas fiquem sabendo que este filme é, sem sombra de dúvida, a coisa mais insignificante dos últimos anos. Mais do que o Freddy Adu foi no Benfica. O Cavaco Silva é para Portugal. Ou a Cinha Jardim é para a cura de doenças terminais.


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Wednesday, March 09, 2011

89% das pessoas festejam o seu aniversário com sexo

ESTUDO RECENTE/GF – Esqueça o bolo, os chapelinhos em bico, os apitos, os confetis, serpentinas, balões, velas, álcool, chocolates, música e até os cheques prenda da FNAC. Segundo um estudo divulgado esta semana, a única coisa que um aniversariante quer no seu aniversário é sexo oral, vaginal ou consensual.
O nosso aniversário é um dia importante que gostamos de celebrar com quem mais gostamos, mas parece que não necessariamente de roupa vestida. 89% dos inquiridos deste estudo confessaram que aquilo que procuram fazer sem falta no seu aniversário é sexo. “Os meus amigos dizem que nunca sabem o que me dar. Que estupidez. O que eu quero é a prenda mais fácil de se dar! E pode ser feita à mão e tudo. Só tenho de evitar que os meus pais venham à festa.” disse Carlos Octávio, enquanto comprava chantili e algemas. Fica assim a saber-se que os normais gestos de amizade que demonstramos no dia de aniversário de um amigo podem não ser bem recebidos. Quando escrever no mural de Facebook dele, lhe telefonar à meia-noite ou organizar um jantar, lembre-se do que poderá estar a interromper. Mais populares ficam as “festas surpresa”, mas agora com uma pequenina variante. Ao invés de se ligar a luz e toda a gente aparecer a gritar, toda a gente aparece e só depois é que se desliga a luz, com toda a gente a gritar. Por isso já sabe, não dê uma festa, faça uma festa.



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Monday, March 07, 2011

"Isto É O Q?" #23

Eu gosto de mamas.
Pronto, gosto.

Mas o Unas não me acha a pessoa indicada para ficar encarregue de tratar delas no Canal Q.
Fiquei a brincar com tampas.
Isto e mais javardice gratuita em mais um episódio do "Isto É O Q?".

Saturday, March 05, 2011

Data de lançamento do iPad 3 atrasada porque o aparelho é facilmente confundido com uma mortalha

THIN TIN/GF – Na semana em que o novo Ipad 2 – 33% mais fino – é apresentado pela Apple, ficou a saber-se que a empresa tem já o Ipad 3 – 97% mais fino – desenvolvido mas que não o porá à venda enquanto houver quem se engane e o enrole com tabaco.
Parece que a próxima versão da tecnologia topo de gama da empresa americana é tão leve, tão fina e tão pequena que está a ser facilmente confundida com mortalhas King Size, cartas de jogar e recibos verdes. “Eu bem que estranhei. Nunca tinha enrolado uma ganza com ligação à net. Mas que aquilo bate, bate.” disse Arnold Levington, um americano que tem dificuldade em dizer que dia da semana é. Ainda em período de experimentação, a nova versão do Ipad está a ser corrigida já que as suas características estão a dar alguns problemas. Além de 98% mais fino, este modelo é ainda 95% mais leve – o que tem resultado em alguns compradores a darem com o seu Ipad a flutuar pela casa – e 99% mais inteligente – o que faz com que seja impossível mentir estando-se na presença do aparelho. No entanto, Steve Jobs já desvalorizou as polémicas dizendo que ele próprio também planeia, daqui a um ano, estar mais leve, fino e com cor de mortalha.



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